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Qui, Maio

Secretário de Saúde diz que se equivocou e desiste de implantar protocolo para covid-19

Ferry chamou de protocolo o que era apenas uma recomendação - Foto: Reprodução de vídeo

Rio de Janeiro
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O secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro desistiu de implantar o protocolo de internação precoce de pacientes, conforme anunciado na última terça-feira, em entrevista coletiva no Palácio Guanabara. Segundo Ferry, ele se equivocou ao chamar a recomendação de protocolo. A Secretaria de Saúde disse que as mudanças serão revisadas por um corpo técnico capacitado, sem divulgar um prazo.

Ferry disse que se equivocou ao chamar o método de protocolo, o que tornaria obrigatória a sua aplicação nos casos da covid-19. No entanto, a conduta anunciada por ele seria apenas uma recomendação, que os médicos poderiam seguir ou não.

"O termo protocolo eu me equivoquei. Na verdade, nós temos uma conduta. Nós observamos uma série de equívocos nas condutas de tratamento da Covid. Nós estabelecemos uma conduta onde a mortalidade no hospital é praticamente zero. Quando a gente trata esse paciente de forma precoce, o resultado é muito melhor", explicou o secretário de Saúde.

O procedimento defendido por Ferry, que foi diretor-geral do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, tinha como objetivo internar pacientes com covid-19 precocemente, o que aumentaria as chances de recuperação.

De acordo com o secretário, a fase 1 dos sintomas da covid-19 ocorre de 5 a 7 dias e o paciente começa a apresentar dor no corpo, dor de cabeça e febre baixa. Na fase 2, segundo Ferry, os sintomas evoluem para uma sensação de febre maior e suor, mas que os termômetros não identificam esse aumento na temperatura. Essa fase, portanto, é crucial para a recuperação do doente, que é quando começa a chamada tempestade de citocina, que gera um processo inflamatório no corpo todo e a coagulação do sangue, o que complica o tratamento.

Para evitar esse estágio, Ferry defende a internação na fase 2, com o uso de medicamentos anticoagulantes e corticoide, que era proibido mas já teve o uso autorizado.
"Se o paciente for internado nessa fase, com apenas 25% dos pulmões comprometidos, o anticoagulante e o corticoide vão diminuir o risco da tempestade de citocina e a coagulação do sangue", explicou o secretário, lembrando que muitos pacientes internados com covid-19 hoje precisam fazer hemodiálise.

 

 

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