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Qui, Maio

Elizabeth Mendes Pereira explica os desafios educacionais a serem superados durante a pandemia - Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação, estimula o aprendizado dos alunos da Rede Municipal de Ensino mesmo durante a pandemia, com a utilização de diversos recursos. A professora Elizabeth Mendes Pereira, diretora da Escola Municipal Pedro Ernesto, na Lagoa, por exemplo, é uma das docentes da rede que têm utilizado ferramentas digitais para manter contato com os mais de 300 estudantes da escola e repassar conteúdo. Beth, como é conhecida por seus alunos, explica como fez da tecnologia uma grande aliada em tempos difíceis.

Elizabeth conta que as práticas permitem a continuação do processo educacional. Detalhe: as ferramentas digitais começaram a ser utilizadas na escola, antes mesmo da quarentena, para melhorar a interação entre a equipe pedagógica e os responsáveis.

"A utilização do WhatsApp começou para transmitir comunicados às famílias das crianças. Depois, decidimos ampliar e criar grupos de Whatsapp para todas as turmas da escola. Assim, agilizamos nossa comunicação e aumentamos o contato com os responsáveis. Podemos dizer que isso foi um divisor de águas", explicou a diretora.

Em março, quando as aulas presenciais da Rede Municipal de Educação foram suspensas, a diretora Elizabeth percebeu que a utilização do Whatsapp se intensificou. Orientada pela SME sobre a importância de manter um vínculo com alunos, o aplicativo passou a ser também uma forma de enviar atividades e materiais pedagógicos. Contudo, foi preciso expandir. Beth recorreu a formulários digitais para acompanhar as condições de estudos de seus alunos e até para obter mais informações dos responsáveis.

Os alunos da escola também se beneficiam da plataforma Matific disponibilizado pela Prefeitura do Rio com o objetivo de ampliar o uso da tecnologia em favor da Educação. Na plataforma, os alunos podem resolver questões de matemática e ter seu progresso acompanhado pelos professores. Outra adesão da direção da escola foi ao Google Classroom, um sistema de gerenciamento de conteúdo para escolas que ajuda a simplificar a criação, a distribuição e a avaliação de trabalhos realizados a distância.

"A nossa proposta nesse momento é acolher, revisar conteúdos anteriormente trabalhados em sala de aula e ajudar a manter uma rotina de estudos, para que eles a mantenham no nosso retorno à escola", afirma Elizabeth.

Vale lembrar que os alunos da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro seguem estudando, em casa, por meio do aplicativo SME Carioca 2020. Na plataforma, que acumula mais de 4,2 milhões de acessos, é possível conferir conteúdo pedagógico para todos os segmentos, da Educação Infantil ao Programa de Jovens e Adultos. Os professores da SME também estão repassando conteúdos e atividades por meio de redes sociais, como YouTube, Facebook e WhatsApp. O material didático ainda está disponível para os alunos da Rede Municipal de ensino no site da MultiRio também. E a SME está distribuindo material impresso para quem estiver com alguma dificuldade de acesso à informação on line.

Decisão se baseia na Lei de Acesso à Informação e o princípio constitucional de transparência na gestão pública - Foto: Divulgação

Uma liminar obtida pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) e o Ministério Público do Estado (MPRJ), na última segunda-feira (25), estabelece prazo de três dias para a Prefeitura do Rio divulgar o atual estágio de execução do plano de contingência municipal para o enfrentamento à epidemia do novo coronavírus, assim como os dados relativos à situação das unidades de saúde municipais. A decisão se baseia na Lei de Acesso à Informação e o princípio constitucional de transparência na gestão pública.

A decisão foi proferida na Ação Civil Pública (ACP) movida na última sexta (22) pela Coordenadoria de Saúde da DPRJ e pelas 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Promotorias de Tutela Coletiva da Saúde da Capital do MPRJ. A ACP foi distribuída à 16ª Vara de Fazenda Pública da Capital.

Pela liminar, a prefeitura do Rio deve tornar público o atual estágio de execução do plano de contingência, principalmente no que se refere às ações já executadas e em atraso, especificando quantos profissionais de saúde foram contratados até o momento (por categoria), unidades de saúde em que cada um foi alocado, cronograma de contratação e de designação dos profissionais faltantes, assim como a remuneração ofertada.

A decisão também determina que o município divulgue cronograma de vistoria das equipes da Secretaria Municipal de Saúde nas unidades que compõem a rede de urgência e emergência, em especial os de atendimento pré-hospitalar fixo e móvel e hospitais de campanha, para apurar o cumprimento das normas técnicas e protocolos relacionados ao enfrentamento da pandemia.

Essas visitas deverão apurar questões como a segurança dos profissionais e pacientes, o fluxo de triagem, o tratamento e transferência de casos suspeitos ou confirmados, o fluxo da regulação e a transferência dos pacientes graves para unidades de referência, diariamente e por unidade de saúde situada no município. Outro ponto a ser vistoriado é o quantitativo de pacientes que aguardam a transferência para leitos de enfermaria ou terapia intensiva, com a indicação do respectivo tempo de espera.

Caixa preta

Ao analisar o pedido por mais transparência, o juiz Andre Pinto destacou que, diante da falta de informação sobre os atos praticados pelos gestores, mesmo tendo o seu direito garantido constitucionalmente à publicidade dos atos praticados na administração pública, o cidadão fica tolhido da sua condição de observador da eficácia e do controle dos atos administrativos. Na avaliação dele, essa situação torna a máquina pública uma verdadeira caixa preta.

"Os questionamentos e pedidos de esclarecimento encaminhados ao município possuem o viés de elencar pontos relevantes que tais ações públicas devem conter para que a máquina pública funcione de forma clara, informativa e orientadora, a fim de que, inclusive, os demais órgãos pertencentes à Administração Pública (MPRJ e Defensoria) também possam dar suporte aos seus atos tendentes a resolver de forma menos prejudicial possível uma situação que alardeia e enfraquece a humanidade", afirmou o juiz na decisão.

Ação resulta em 18 multas por irregularidades nos serviços - Foto: Divulgação SMTR/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, realizou ação de fiscalização em diferentes pontos da cidade, nesta terça-feira (26), para verificar se linhas circulavam com frota reduzida e se ônibus transportavam passageiros em pé, descumprindo a determinação para conter a disseminação do coronavírus. Ao todo, 18 multas foram aplicadas.

Os fiscais percorreram vias da Grande Tijuca, zona norte, além dos terminais Usina, Arquiteto Gelton Paciello Motta, Américo Ayres e Padre Henrique Otte. Durante a ação, vinte e nove linhas de ônibus foram vistoriadas e 17 multas foram aplicadas por circulação com frota abaixo do estabelecido. Desde o início das ações contra o novo coronavírus, a secretaria aplicou 439 multas aos consórcios, por irregularidades cometidas na prestação de serviços à população.  

A SMTR segue empenhada em verificar o cumprimento das determinações para a contenção do coronavírus e, neste período de pandemia, tem empenhado esforços para que o cidadão carioca seja transportado de forma segura, preservando a saúde de passageiros e operadores.

Vale reforçar a importância da colaboração da população no registro de denúncias através do 1746, para que as ações de fiscalização sejam direcionadas.

Governo diz que está em curso renovação dos profissionais de saúde - Foto: Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) determine à União que adote medidas para contratar profissionais de saúde para assegurar a plena capacidade de atendimento na rede federal de hospitais no Rio de Janeiro.

Segundo o MPF, atualmente há 770 leitos impedidos de funcionar nessas unidades de saúde por falta de recursos humanos.

A representação foi feita junto ao Ministério Público de Contas, para que “seja reconhecido que a União violou os princípios administrativos da eficiência e eficácia ao manter leitos e equipamentos ociosos em seus seis hospitais federais no Rio de Janeiro, por falta de recursos humanos, notadamente durante a pandemia de covid-19”, informou o MPF.

O órgão pede que os hospitais federais recebam os insumos e materiais necessários para o trabalho dos profissionais, inclusive de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), “já que a União não reforçou a dotação anual orçamentária destes hospitais para a aquisição extraordinária que está sendo necessária para o enfrentamento da pandemia, como estão fazendo todos os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS)”, justifica o MPF.

 

Escassez de profissionais

Segundo o MPF, o Ministério da Saúde informou que de 15% a 20% da capacidade dos hospitais federais na capital fluminense não estão funcionando por causa da falta de profissionais.

O levantamento do MPF indica, ainda, o impedimento de 93 leitos no Hospital Federal do Andaraí, 105 no Hospital Federal Cardoso Fontes, 48 no Hospital Federal de Ipanema, 116 no Hospital Federal da Lagoa, 219 no Hospital Federal dos Servidores do Estado e 189 no Hospital Federal de Bonsucesso.

O órgão alerta que esses seis hospitais federais do Rio de Janeiro têm mais de mil leitos operacionais, entre cirúrgicos, clínicos, de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), de emergência e de hospital-dia.

Porém, a capacidade instalada é maior do que a capacidade de atendimento pelos profissionais existentes, entre estatutários e contratos temporários. Estava previsto para o próximo dia 31 o vencimento de 3.878 contratos temporários de profissionais de saúde para essas unidades, mas a União autorizou a renovação.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que “já está em andamento o processo de renovação dos profissionais de saúde para atendimento dos hospitais e institutos federais do Rio de Janeiro”.

No começo do mês, o ministério autorizou a contratação temporária de 1.137 médicos, 996 profissionais de enfermagem, 865 para técnico de enfermagem, 604 para atividades de gestão hospitalar e 515 para suporte em gestão hospitalar.

Seis categorias de motoristas serão contempladas com vídeos disponíveis nas redes sociais do departamento - Foto: Divulgação

Dando continuidade à campanha “Detran em Ação - Todos Contra o Corona”, o Detran-RJ lançou uma série de seis vídeos educativos para orientar as diversas categorias de motoristas profissionais sobre os cuidados de prevenção à Covid-19. Ao longo da semana até o próximo sábado (30), as seis categorias de motoristas serão contempladas com vídeos disponíveis nas redes sociais do departamento. Taxistas, caminhoneiros, motofretistas, motoristas de ônibus, aplicativos e transporte complementar (vans) ganharam dicas preciosas que podem salvar vidas.

Para o presidente do Detran.RJ, Marcello Braga Maia, a conscientização é a melhor forma de combater o coronavírus.

"Para não gerar aglomerações, estamos realizando ações pontuais e muito bem estudadas. Como estamos travando uma batalha com um inimigo invisível, somente com prevenção e orientação adequadas poderemos vencer essa pandemia. Por isso, disponibilizamos informações técnicas e materiais protetivos àqueles que estão na linha de frente, arriscando suas vidas por nós. Siga as recomendações das autoridades de saúde e saia de casa somente se for imprescindível" reforçou o presidente do Detran-RJ.

O primeiro episódio da série foi direcionado aos taxistas, que estão na linha de frente, inclusive colaborando com o deslocamento de profissionais de saúde. Nesta terça-feira (26), foi a vez dos motoristas de ônibus, que também arriscam suas vidas para garantir o transporte de quem precisa manter as atividades essenciais durante a pandemia.

Na semana passada, equipes da Coordenadoria de Educação para o Trânsito estiveram na Ceasa (Irajá), no Terminal Alvorada (Barra) e na Rocinha, levando conscientização a motoristas profissionais. Os agentes distribuíram máscaras de proteção, álcool em gel e deram dicas de higienização do veículo. A ação, que faz parte da programação do Maio Amarelo - movimento que chama a atenção da sociedade para o alto índice de feridos e mortos no trânsito -, se estende até o fim de maio.

"Esses profissionais estão expostos ao risco e não podem escolher fazer o isolamento social porque são essenciais para o bom funcionamento da sociedade. Por isso, elaboramos um protocolo de autocuidado para os motoristas e motociclistas profissionais. Nosso objetivo é cuidar de quem está servindo a população. Não podemos esquecer que esses são os profissionais que transportam trabalhadores de diversas naturezas, em especial, da saúde, assistência social e segurança pública, por exemplo", explica o coordenador de Educação para o Trânsito, Allan Borges.

Confira as dicas de prevenção à Covid-19 para motoristas profissionais

- Ter álcool em gel ou álcool 70% sempre à mão;
- Lave as mãos antes de comer e depois de usar o banheiro;
- Evite tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
- Lave a máscara com água e sabão e depois deixe de molho na solução de água com água sanitária por 30 minutos;
- Troque a máscara caseira a cada 2 horas;
- Tenha pelo menos 2 máscaras caseiras no veículo para revezar;
- Passe álcool em gel nas mãos sempre que mexer com dinheiro, cartão ou nota fiscal;
- Mantenha a máquina de cartão sempre limpa e após utilizá-la aplicar álcool gel ou álcool 70% nas mãos;
- Mantenha o celular limpo.

Dicas específicas para cada categoria

Taxistas e motoristas de aplicativo

- Limpe o câmbio, volante e seta com álcool 70%;
- Mantenha os vidros abertos;
- Evite corridas compartilhadas;
- Ao tossir ou espirrar, use a parte interna do braço para proteger o nariz e a boca.

Motoristas de ônibus e transporte complementar

- Limpe câmbio, volante e seta com álcool 70%;
- Mantenha distância de 1,5m dos passageiros;
- Evite contato físico e use máscara também dentro do veículo;
- Ao tossir ou espirrar, use a parte interna do braço para proteger o nariz e a boca.

Motofretistas

- Não compartilhe seu capacete. Use álcool 70% para limpá-lo por dentro e por fora;
- Limpe o baú por dentro e por fora com água e detergente;
- Higienize o guidom da moto com álcool 70% ou solução de água sanitária (50 ml para 1 litro de água).

Caminhoneiros

- Limpe o câmbio, volante e seta com álcool 70%;
- Mantenha os vidros abertos;
-Evite aglomerações em postos de combustíveis, restaurantes e locais de descanso.

Médicos fazem mutirão muito além dos limites dos hospitais e clínicas - Foto: Divulgação

Uma turma de médicos formados em 1999 na UFRJ se reúne em encontros pessoais e virtuais, através de eventos como webinar "Ciência e Humanidade", para discutir temas atuais, como os relacionados à covid-19. O projeto "Ciência e Humanidade" abraçou a causa por campanha de cestas básicas para pessoas de baixa renda na cidade do Rio de Janeiro. Cerca de 100 médicos, heróis dos hospitais e clínicas, desenvolvem essa campanha com êxito nas seguintes localidades: Rocinha, Senador Camará, Parque da Cidade (Gávea), Coreia (Manguinhos), Curral das Éguas (Magalhães Bastos). Artistas também estão apoiando essa ação social. Médicos fazem mutirão muito além dos limites dos hospitais e clínicas.

"A ideia é arrecadar dinheiro para compra de cestas básicas para pessoas carentes do Rio, que estão em casa nesse período de pandemia. Nossa logística conta com médicos em funções variadas, seja na compra de produtos em supermercados, triagem e composição das cestas, da entrega em cada localidade, além da divulgação em vídeos nas redes sociais,", explica Leonardo Conrado Barbosa de Sá (médico otorrinolaringologista) idealizador dessa campanha junto a Alfredo Maio (médico legista). 

Amigos do bem

Os 100 médicos da turma de 1999 continuam unidos e certos de que a vida lhes reservou mais do que uma profissão, há 21 anos. Essa "grande família" construiu amizade tão sólida ao longo desse tempo, coisa rara hoje em dia, onde fez questão de não cortar o cordão umbilical dos tempos acadêmicos. Muitos deles foram escolhidos como padrinhos de casamento de seus pares, e até de batismo dos filhos deles.

Enquanto a vida dos médicos passa através de duas décadas, com tempo correndo manso entre noites e dias, entre o sol e nuvens, sonhos de solidariedade se fortificam diante de adversidades que se apresentam, como a pandemia do coronavírus. E com virtudes de promover o bem, nessa essência de boas atitudes, a sociedade vê no retrovisor de suas mentes exemplo de que médico vai muito além de suas especialidades profissionais, chegando a bairros, ruas e pessoas as quais nunca conheceram antes dessa pandemia, simplesmente para levar amor, generosidade, calor humano e alimentos, gerados pela usina de solidariedade dos médicos formados na UFRJ. Foi-lhes dado o poder de agir em prol do próximo, literalmente. Eles afirmam aos quatro ventos: "Vai passar, sim, mas temos de ajudar!".

Como ajudar?

É bem simples. Basta depositar qualquer valor através de depósito no Banco Santander, agência 1735, conta poupança 60.000971.1 (Leonardo Conrado Barbosa de Sá; CPF:029481917-77) e , ainda, enviar comprovante de depósito para whatsApp (21)982396633.

Governador do Rio volta a afirmar que está sendo alvo de uma perseguição política - Foto: Divulgação

O governador Wilson Witzel afirmou ter recebido informações de que as investigações da Operação Placebo partiu do Procurador Geral da República com permissão do presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada durante entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, na manhã desta quarta (27).

"Não tenho nada a esconder e absoluta convicção de que é uma perseguição política. Vou tomar providências junto ao Senado da República e ao Conselho Nacional do Ministério Público porque chegou ao meu conhecimento que essa investigação partiu de dentro do gabinete do Procurador Geral da República com aquiescência do presidente da República. Uma narrativa fantasiosa, em que a busca e apreensão não resultou em absolutamente nada. Vamos desmontar isso tudo", garantiu o governador.

Na manhã desta quarta-feira (27), na saída do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Polícia Federal irá realizar novas operações nos estados.

Assim como Witzel, a primeira-dama, Helena Witzel, é um dos alvos da operação da Polícia Federal. As investigações apontam que existem contratos do escritório de Helena, que é advogada, com empresas que atendem o Governo do Estado. Helena Witzel teria recebido, segundo as investigações da Polícia Federal, R$ 105 mil de uma dessas empresas. 

"A Helena não tem nenhuma empresa que mantém contratos com Governo do Estado, esse é inclusive um dos cuidados que ela tinha para exigir que qualquer cliente que tivesse relação assinasse uma declaração. Isso tudo será apresentado. Ela está preparando a defesa e nos próximos dias vai marcar um depoimento para apresentar os documentos", afirmou Witzel. 

Quando questionado sobre a avaliação que tinha sobre o combate ao covid-19 no Rio, o governador disse ser positivo. De acordo com boletim da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de terça-feira (26), são 40.024 casos confirmados e 4.361 óbitos por coronavírus no estado.  
 
"Avalio como positivo o combate ao coronavírus. Quando começou o lockdown não tínhamos leitos de covid. Fizemos várias ações, suspendemos a fila de cirurgias  eletivas, abrimos 1.400 leitos, estamos abrindo os hospitais de média e alta complexidade para atender esses pacientes. Se olhar o gráfico de ações, podemos ver a quantidade de vidas que salvamos", disse o governador. 

Com a nova metodologia, a capital fluminense tem hoje 1.801 mortes - Foto: Marcello Casa Jr/Agência Brasil

O município do Rio de Janeiro modificou a forma de calcular as mortes causadas por covid-19. Agora, em vez de registrar os casos depois do resultado dos exames, a Secretaria Municipal de Saúde usará a certidão de óbito no momento do sepultamento para confirmar a causa da morte.

Por isso, só serão registradas mortes por covid-19 caso a certidão de óbito aponte a doença como causa do óbito. A justificativa da Secretaria é fornecer dados mais fidedignos. A nova metodologia não registra, no entanto, confirmações feitas depois de sepultamentos nos casos em que as certidões de óbito não foram corrigidas para conter a nova informação.

Com a nova metodologia, a cidade do Rio de Janeiro passou a registrar cerca de mil casos a menos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a capital fluminense tem 1.801 óbitos por covid-19. Já de acordo com os dados de ontem da Secretaria Estadual de Saúde, o número de mortes da cidade chega a 2.978.

As fraudes contra o INSS chegaram a R$ 5,68 milhões, dos quais R$ 2,6 milhões já foram recuperados aos cofres públicos - Foto: Divulgação/Agência Brasil

Policiais federais deflagraram nesta quarta-feira (27) uma operação contra fraudes na previdência social. A Operação Lazarus é resultado de uma investigação que identificou uma organização criminosa que reativava, de forma irregular, benefícios previdenciários que haviam sido suspensos por falta de “fé de vida”.

Segundo a Polícia Federal, as fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegaram a R$ 5,68 milhões, dos quais R$ 2,6 milhões já foram recuperados aos cofres públicos.

Os policiais cumprem cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Belford Roxo e Mesquita, no Grande Rio.

Também estão sendo cumpridas medidas de sequestro de bens dos investigados e afastamento de servidor do INSS.

De acordo com a PF, as fraudes foram detectadas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária, do Ministério da Fazenda.

De acordo com o MPRJ, com materiais é possível conferir toda a fundamentação da instituição para manter a autonomia na investigação - Foto: Renan Olaz/CMRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Coordenadoria de Comunicação Social (CODCOM/MPRJ), encaminhou matérias de arquivo com atuação e o posicionamento da instituição em relação ao pedido de federalização da investigação do caso Marielle Franco e Anderson Gomes. Em algumas delas há links para peças processuais e outros documentos correlatos nos quais é possível conferir toda a fundamentação do MPRJ para manter a autonomia na investigação.

O objetivo é relembrar fatos e informações que possam contribuir com a cobertura jornalística do julgamento do pedido de federalização, marcado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para esta quarta-feira (27).

Seguem as matérias na ordem cronológica:

16/03/2018 – PGJ se reúne com procuradora-geral da República e ministro dos Direitos Humanos para firmar uma atuação conjunta contra o homicídio da vereadora Marielle Franco

04/04/2018 – MPRJ obtém decisão do CNMP que preserva sua autonomia na investigação do caso Marielle – No final do texto há links para documentos, incluindo a Íntegra da reclamação do MPRJ, apresentada em 21 de março de 2018, com toda a fundamentação.

22/05/2018 – MPRJ tem autonomia mantida para investigar crime contra Marielle Franco e Anderson Gomes

18/09/2019 - MPRJ encaminha ofício à chefia interina do MPF diante de nova tentativa da ex-PGR de federalizar as investigações das mortes de Marielle e Anderson – Com link para o ofício

12/11/2019 – MPRJ repudia declaração de ex-Ministro de Defesa e Segurança Pública Raul Jungmann

Equipamentos vão auxiliar na comunicação entre pacientes e seus familiares - Foto:

A Prefeitura do Rio, por meio da IplanRio – Empresa Municipal de Informática vinculada à Secretaria Municipal de Fazenda, recebeu 50 tablets com conexão à internet doados pela L´Oréal Brasil. Os equipamentos vão auxiliar na comunicação digital remota entre pacientes em tratamento pela covid-19 e seus familiares.

De forma a amenizar os efeitos sociais e psicológicos causados pelo isolamento necessário para a prevenção do coronavírus, os tablets serão usados para que pacientes internados nos Hospitais Ronaldo Gazola e Hospital de Campanha Riocentro se comuniquem com seus familiares e amigos.

Júlio Urdangarin, presidente da IplanRio, ressaltou a importância que a comunicação traz para quem está internado.

"Estamos dedicados em nossa missão de participarmos de projetos fundamentais como este, nos enche de orgulho e aumenta o engajamento de nosso time, reforçando a importância da tecnologia na administração pública", afirmou Júlio.

"Esse é mais um passo em nosso plano de solidariedade. É a tecnologia aproximando pessoas que estão isoladas, em confinamento, com seus familiares e amigos", afirma An Verhulst-Santos, presidente da L´Oréal Brasil.

Os tablets já foram entregues aos hospitais e vão começar a ser utilizados esta semana.

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