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Qui, Maio

Serão 806 respiradores e três milhões de máscaras na carga que chegará da China - Foto: Mariana Ramos/Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou nesta terça-feira (14) que o governo federal atendeu o pedido da Prefeitura e mandará aviões à China para buscar as 190 toneladas de equipamentos comprados antes pelo município para o combate ao novo coronavírus, entre os quais 806 respiradores, fundamentais para o socorro de pacientes mais graves da doença. A notícia foi transmitida em telefonema pela manhã do general Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil, ao prefeito Crivella.

"Esse é o equipamento mais procurado do mundo. Estão vindo tomógrafos também, fundamentais para os exames mais importantes no caso do novo coronavírus. Virão também mais carrinhos de anestesia, que podem ser usados como respiradores, raios X digitais, aparelhos de ultrassonografia e de eletrocardiograma. Quero agradecer muito ao presidente Jair Bolsonaro e ao general Braga Netto", disse Crivella.

Nesse momento crucial de reação à covid-19, os equipamentos – que a Prefeitura já havia comprado no ano passado para atualizar hospitais e demais unidades de saúde do município – tornaram-se cobiçados por todos os países e, se viessem em vôos de carga usuais, a população da cidade corria o risco de perder todo o parque tecnológico previamente adquirido.

"Os chineses, de quem fizemos a compra, nos disseram que, quando os aviões chegam à Europa e aos Estados Unidos, esse tipo de material fica por lá. Os governos dos países arrestam a carga por necessidade e a gente ia perder tudo. Mas agora todas as 190 TONELADAS de equipamentos comprados por nós chegarão ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e, de lá, a Prefeitura vai colocá-los em caminhões, que virão para o Rio de Janeiro com o governo federal fazendo a escolta", disse Crivella.

Envio será dividido em dois lotes
O primeiro lote, de 111 toneladas, chegará em 27 de abril, incluindo 3 milhões de máscaras, óculos e uma série de itens. A segunda remessa, com cerca de 80 toneladas, chegará em 27 de maio e trará também respiradores mecânicos, entre uma grande quantidade de equipamentos destinados à área da saúde municipal (*lista anexa).

O prefeito Marcelo Crivella contou que, bem antes de qualquer sinal de uma pandemia, atento ao reaparelhamento das unidades de saúde do município, comprou 806 respiradores mecânicos no início de sua gestão, além de 450 carrinhos de anestesia, que também possuem respiradores.

Como a aquisição foi feita antes do início da pandemia, as condições de compra foram mais vantajosas, em comparação à realidade atual, em que esses equipamentos estão em falta no mercado mundial.

"Tínhamos planejado reaparelhar as nossas unidades de saúde no município e fizemos a compra. Pagamos por respirador 12 mil dólares, cerca de R$ 40 mil. Na ocasião, o dólar estava mais em conta. Hoje, um respirador é vendido por R$ 200 mil, e há um detalhe: paguei em prestações, durante cinco anos, não paguei à vista, como hoje estão praticamente exigindo. Não foi só comprar, mas fazê-lo em uma condição muito boa", disse Crivella.

Prefeito insiste no alerta: evitar aglomerações é o mais importante neste momento

Crivella voltou a pedir à população que siga a orientação de ficar em casa e, caso seja necessário sair, que evite aglomerações.

"A gente faz o apelo que sempre faz: que as pessoas não façam aglomeração. Classificamos de aglomeração a reunião de duas ou mais pessoas, em uma distância menor de dois metros. O contágio ocorre nesse momento. Na reunião feita ontem com cientistas do Rio de Janeiro, ficou decidido que as medidas de afastamento têm que ser mantidas de forma sagrada", declarou.

Governador disse que o resultado deu positivo para o novo coronavírus - Foto: Reprodução

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou que testou positivo para o coronavírus. A informação foi divulgada na rede social do governador na tarde desta terça-feira (14). Em um vídeo postado no Twitter, Witzel explica que começou a sentir os sintomas na última sexta-feira e decidiu fazer o teste.

“Quero comunicar a todos que desde sexta-feira não venho me sentindo bem e pedi para que fosse feito o teste para o covid. Hoje veio o resultado positivo. Tive febre, dor de garganta, perda de olfato. Graças a Deus estou me sentindo bem e continuarei trabalhando aqui do Palácio Laranjeiras, mantendo as restrições e as recomendações médicas. Tenho certeza de que vou superar mais esta dificuldade”, disse Witzel.

Ao final da gravação, o governador ainda fez um apelo para a população do Rio de Janeiro continuar em isolamento: “Pode contar comigo, todo o povo fluminense. Vou continuar trabalhando. E eu peço, mais uma vez, para que fiquem em casa. Porque a doença não escolhe ninguém e o contágio é rápido”.

*Em atualização

As instituições de ensino dizem que nunca receberam os duodécimos - Foto: Divulgação / Alerj

Reitores de universidades do Rio afirmam que o governo não está repassando verbas que, por lei, são destinadas às instituições públicas de ensino. Essa dotação orçamentária foi aprovada, há dois anos, por meio da Emenda Constitucional 71, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), mas ainda não está sendo cumprida, mesmo em período de calamidade pública. Os problemas enfrentados pela falta de repasse foram apresentados durante audiência das comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação da Casa, nesta terça-feira (13/04), realizada por videoconferência.

Presidente da comissão, o deputado Waldeck Carneiro (PT) afirma que o repasse duodecimal é um dos preceitos da autonomia universitária. “No contexto de hoje, onde fomos abalroados pela pandemia, voltamos a ter o contingenciamento para custeio das universidades estaduais. O quadro mais restritivo põe em dúvida o pagamento dos duodécimos às instituições. Porém, precisamos executá-lo na íntegra em 2020, de acordo com a lei vigente”, ressaltou o parlamentar.

De acordo com as instituições - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Estadual do Norte fluminense (Uenf) e Fundação Centro Universitário da Zona Oeste do Rio de Janeiro (Uezo) -, elas nunca receberam os duodécimos. São recursos repassados pelo Poder Executivo, em 12 parcelas mensais, calculados de acordo com a previsão da receita de arrecadação líquida determinada no ano.

Segundo a norma, a implementação do repasse direto às instituições de ensino seria escalonado. Em 2018, o governo deveria repassar, via duodécimos, no mínimo 25% do orçamento das universidades. Em 2019, 50% e, a partir de 2020, 100%. No entanto, as unidades asseguram que nenhuma porcentagem foi cumprida.

"Precisamos tirar do papel a Emenda Constitucional dos duodécimos. Ela garante a melhora do gasto no momento de crise, principalmente em um período de pandemia mundial, como estamos vivendo. É no momento de crise que a efetuação do duodécimo é mais importante. Cada reitor vai trabalhar com responsabilidade financeira dentro das suas prioridades", argumentou o reitor da Uerj, Ricardo Lodi Ribeiro.

O descumprimento da medida afeta diretamente a administração das universidades. O reitor da Uenf, Raul Palacio, contou que um dos principais problemas da universidade é a falta de dinheiro para quitar despesas obrigatórias. "Estamos sem saber como vamos fazer esses pagamentos, principalmente em um momento que as universidades estão atuando de várias formas no combate à pandemia. Precisamos unir forças para evitar que as nossas instituições sejam tratadas sem respeito", disse Palacio.

Bolsas mantidas

Durante a reunião, o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Uezo, Alexandre Machado Cardoso, ressaltou que a universidade está com um déficit de R$ 1,5 milhão para pagamento das bolsas e se mostrou preocupado com o assunto. No entanto, o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio, Leonardo Rodrigues, afirmou que em momento algum o Estado vai deixar de pagar as bolsas. "Elas estão sendo tratadas como salários, isso para nós é uma prioridade. E continuará a ser feito dentro do prazo determinado por lei. Nosso foco seguirá sendo o pagamento dos salários em detrimento de obras", afirmou.

Rodrigues também observou que enquanto o estado estiver com uma intervenção sanitária não será possível intervir em melhorias estruturais. "A nossa dificuldade está sendo em honrar os nossos compromissos; o foco é pagar salários. O momento não nos dá condição de discutir qualquer coisa que não seja isso. Passamos por uma fase difícil em 2016 e 2017, mas estamos nos esforçando desde o ano passado para acertar os problemas na área", concluiu o secretário.

Também participaram da reunião de forma remota os deputados Flávio Serafini (Psol), que preside a Comissão de Educação da Casa, Rodrigo Amorim (PSL), Renan Ferreirinha (PSB), Luiz Paulo (PSDB) e Dani Monteiro (PSol).

Mais de 2,5 mil estabelecimentos não essenciais já foram fechados desde o início das ações de enfrentamento à covid-19 - Foto: Divulgação/ Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), realiza nesta terça-feira (14) ações para fiscalizar o comércio e evitar aglomerações em Jacarepaguá, na Zona Oeste, Tijuca e Grajaú, na Zona Norte. Os agentes já percorreram a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes e a Rua Edgard Werneck, passando pelos bairros do Tanque, Praça Seca e entorno da Cidade de Deus, fechando, até o momento, cinco estabelecimentos não essenciais que descumpriam o decreto municipal de enfrentamento à covid-19.

Até esta segunda-feira (13/04), a Seop registou o fechamento de 2.587 estabelecimentos dos 3.357 fiscalizados em 59 ações conjuntas em toda a cidade. A suspensão do comércio é por tempo indeterminado. Entre as exceções estão supermercados e hortifrútis, padarias (sem consumo no local), e pet shops. Os agentes também orientam quanto aos novos horários para funcionamento do comércio essencial, que pode ser verificado no link: https://bit.ly/2V605pN.

A força-tarefa conta com efetivos da Subsecretaria de Operações (Subop) da Seop; da Guarda Municipal; da Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano, vinculada à Secretaria Municipal de Fazenda; além da Subsecretaria de Vigilância Sanitária, que integra a Secretaria Municipal de Saúde, da Comlurb e da Polícia Militar, de acordo com a necessidade operacional.

Disk Aglomeração ultrapassa dois mil atendimentos

O Disk Aglomeração realizou 2.029 atendimentos em 14 dias de funcionamento. Os bairros mais demandados são: Campo Grande, Realengo, Bangu, Centro, Santa Cruz, Tijuca, Copacabana, Taquara, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

Coordenado pela Seop, o serviço funciona com base em chamados para a Central 1746 e, na última semana, ganhou um reforço tecnológico: o uso de sinais de celulares para detectar pontos de aglomeração, a partir de uma parceria com a operadora de telefonia TIM e o Centro de Operações Rio (COR).

Nesse primeiro momento, 60 garis serão treinados em curso ministrado por militares - Foto: Divulgação/Marcos de Paula

A Prefeitura do Rio, em parceria com o Exército, inicia nesta quarta-feira (15) treinamento de garis da Comlurb para a descontaminação de ambientes. Nesse primeiro momento, 60 garis serão treinados em curso ministrado por militares da Seção de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) da Escola de Instrução Especializada (ESIE) do Exército Brasileiro.

Durante a capacitação, os garis receberão informações sobre os processos para a descontaminação em locais públicos, orientação quanto às soluções disponíveis para a sanitização, os riscos destes produtos e a forma adequada de utilizá-los, além da maneira correta da colocação e retirada, bem como o descarte correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e resíduos gerados na desinfecção. Os garis ainda aprenderão sobre o risco oferecido pelo coronavírus, suas formas de transmissão e o tempo estimado de permanência nas diferentes superfícies.

Material explica como atitudes do dia a dia tornam possível que o sistema de saúde atenda os casos de coronavírus dentro de sua capacidade - Foto: Maurício Bazílio/ GOV RJ

Tornou-se comum, ao falar sobre o coronavírus, a utilização da expressão “achatar a curva”. Isso ocorre porque o vírus é extremamente contagioso e, ao se espalhar, rapidamente sobrecarrega os sistemas de saúde com sua curva ascendente. As medidas de isolamento são a principal maneira de prevenir que essa curva suba muito rápido, indo além da capacidade do sistema. E é exatamente isso que a nova campanha “Escolha achatar a curva” aborda, com gráficos simples mostrando o impacto das ações de cada indivíduo na curva da doença.

Traduzida do inglês “Choose to flatten the curve”, a campanha é uma iniciativa global, produzida em Berlim pelo diretor de arte Luter Filho e cedida gratuitamente para os órgãos interessados em disseminar a mensagem, inclusive inscrita em editais da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

"A ideia é explicar de uma forma simples o gráfico com as curvas. Algo que, muitas vezes, é complicado para a maior parte das pessoas. Há duas opções: curva fora do limite do sistema ou dentro. A decisão cabe às nossas ações. Está na mão de cada um o caminho a seguir e trazemos uma legenda global que explica isso", explicou Luter Filho.

O secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, afirma que a parceria é importante para, mais uma vez, reforçar que as pessoas precisam ficar em casa.

"O Rio de Janeiro foi pioneiro nas medidas de isolamento no país, mas, se continuarem relaxando e ignorando as recomendações, teremos em breve muitos problemas. Não há sistema de saúde no mundo que aguente lidar com a doença sem achatar a curva", disse.

A campanha mostra o impacto de ações simples, como a diferença entre sair para trabalhar e trabalhar de casa, ou entre encontrar amigos pessoalmente e por videochamada, representando a curva alta nas primeiras atividades e menor, dentro da capacidade do sistema, ao agir de acordo com as recomendações das autoridades de saúde globais. As peças estão sendo publicadas nas páginas oficiais da Secretaria de Estado de Saúde e também no hotsite https://coronavirus.rj.gov.br/.

Vigilância reforça a importância da população colaborar registrando na Central 1746 - Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, fiscalizou nesta segunda-feira (13), três farmácias no Leblon, Zona Sul da cidade, para conferir denúncias da comercialização de testes rápidos para o novo coronavírus. Acompanhada por um representante do Conselho Regional de Farmácia (CRF), a ação não constatou evidências sobre a venda do produto restrita a unidades hospitalares, de acordo com regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os três estabelecimentos foram infracionados por questões sanitárias essenciais à prevenção do novo vírus. Entre as irregularidades encontradas estão a falta de dispensadores de sabão líquido e de papel-toalha, armazenamento de medicamentos em temperatura inadequada, produtos controlados com livre acesso na ausência de farmacêutico e aplicação de injetáveis sem autorização para tal atividade.

Mesmo sem a confirmação dos fiscais das denúncias da venda dos testes nos endereços, a Vigilância reforça a importância da população colaborar registrando na Central 1746 qualquer indício da comercialização do produto.

"A atual legislação não abrange a realização de testes rápidos para Covid-19 por estabelecimentos farmacêuticos. Sendo assim, a comercialização do produto em farmácias é um procedimento irregular que deve ser denunciado no 1746 para que a Vigilância faça a fiscalização. Se constatada a irregularidade, os testes podem ser descartados e o estabelecimento receber intimações, infrações e até interdição total, de acordo com as sanções previstas em leis", alerta Virgílio Adonai, coordenador de Saúde da Vigilância Sanitária.

As vistorias integram as inspeções direcionadas iniciadas em 19 de março pela Vigilância Sanitária (pasta vinculada à Secretaria Municipal de Saúde), com equipes de plantão 24 horas para atender demandas da Central 1746 e também apoiar ações coordenadas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), todas referentes ao coronavírus. Durante as fiscalizações desta segunda, os técnicos reforçaram ações de orientação para que os estabelecimentos se adequem às normas sanitárias.

"Verificamos as denúncias do 1746 e seguimos com as orientações e as fiscalizações voltadas à prevenção. Um exemplo são as vistorias que fazemos nos banheiros para conferir se há itens como lavatórios com água corrente, dispensadores com sabão líquido e papel-toalha e lixeira com tampa e pedal, entre outras questões higiênico-sanitárias fundamentais no combate à Covid-19", destacou Lilian Yien, farmacêutica da Coordenação de Saúde da Vigilância Sanitária.

Ações em outros pontos da cidade Além das farmácias do Leblon, as equipes da Vigilância Sanitária vistoriaram outros estabelecimentos que têm autorização para funcionar neste período de pandemia. No total, os técnicos das coordenações de Fiscalização Sanitária, de Alimentos, de Engenharia e de Saúde fizeram nesta segunda-feira (13), 37 inspeções e aplicaram 14 infrações por falta de higiene, falta de dispensadores de sabão líquido e papel-toalha, entre outras irregularidades.

Medida foi incluída como parte do acordo feito durante a votação de vetos à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020 - Foto: Diivulgação

O governador do Rio, Wilson WItzel, sancionou nesta terça-feira (14/04) e publicou no Diário Oficial do Executivo a Lei 8.793/20. A proposta autoriza o Governo do Estado a promover alterações no Orçamento de 2020 para permitir a revisão das remunerações dos servidores estaduais, que não têm reajuste há cinco anos.

A medida foi incluída em pauta no Parlamento Fluminense como parte de um acordo feito durante a votação de vetos à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, ocorrida no dia 10 de março. O texto é de autoria dos deputados Luiz Paulo (PSDB), Eliomar Coelho (PSol), Flávio Serafini (PSol), Waldeck Carneiro (PT), Martha Rocha (PDT), Renata Souza (PSol), Alana Passos (PSL), Danniel Librelon (PRB), Rosane Félix (PSD), Enfermeira Rejane (PCdoB), Carlo Caiado (Dem), Renato Cozzolino (MDB), Samuel Malafaia (MDB), Zeidan (PT) e Marcelo Cabeleireiro (DC).

Prefeito também cogita multar pessoas que estiverem em reuniões - Fernando Frazão/Agência Brasil

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, disse nesta segunda-feira (13) que pretende cassar o alvará de  estabelecimentos comerciais que descumpram reiteradamente as normas baixadas pela prefeitura para evitar a disseminação da pandemia do novo coronavírus. Crivella também disse que cogita multar pessoas que insistirem em participar de reuniões maiores, em desobediência às recomendações de afastamento social.

O prefeito disse que os estabelecimentos que descumprem as normas fixadas para a contenção da pandemia são autuados com multa diária de R$ 891,59. “Eles poderão ser ainda interditados e, em caso de desobediência, terem notícia-crime encaminhada à delegacia ou ao Ministério Público. A partir do momento em que as multas estão sendo aplicadas, mas a conduta não muda, o próximo passado será a cassação do alvará”, disse Crivella.

Crivella disse que os bairros que registram o maior índice de desobediência às normas de isolamento social são Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Santíssimo e Jacarepaguá, na zona oeste e São Cristóvão, na zona norte.

Wilson Witzel fechou parceria por videoconferência com empresários e o Secretário de Saúde - Foto: Philippe Lima

O governador Wilson Witzel assinou, nesta segunda-feira (13), com um grupo de empresários, tendo à frente a Rede D’Or São Luiz, convênios para a construção de dois hospitais de campanha, no Leblon, e no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca. Cada um terá capacidade para 200 leitos. Com isso, o Estado do Rio ampliará unidades para receber pacientes do SUS vítimas da Covid-19.

"Quero agradecer a todos os empresários que se reuniram em uma demonstração de solidariedade ao povo do Estado do Rio de Janeiro. Assino este termo de convênio em que o Estado celebra, por intermédio da Secretaria de Saúde, e o Instituto D’Or de Saúde pública visando à construção de hospitais de campanha para atendimento dos casos de Covid-19. Toda ajuda é bem-vinda e será bem utilizada. Tenho certeza de que, neste momento tão difícil para muitas famílias, a solidariedade é uma palavra muito importante. Este gesto que hoje vocês apresentam tem a marca da fraternidade. Agradeço profundamente em nome do povo nosso estado", disse o governador Wilson Witzel, durante videoconferência com os empresários e o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.


Witzel ressaltou a importância do isolamento social para evitar uma explosão de casos em território fluminense.


"É importante salientar que o mundo todo passa por um momento de reflexão. Se tivéssemos em mãos testes e condições de liberar aquelas pessoas que não estão contaminadas ou que já estão imunizadas, seria o melhor dos mundos. Mas, temos que explicar para a população que não podemos fazer isso. Exatamente por não termos esta condição de colocar em quarentena quem efetivamente precisa ser colocado, todos temos de estar, exceto àqueles que estão em serviços essenciais. Se não for assim, teremos um pico elevado de contaminação e, sim, choraremos muitas mortes. Neste sentido que estamos clamando para que as pessoas fiquem em casa e, de forma muito lenta, iremos autorizar algum tipo de abertura da atividade econômica", lembrou o governador.

Edmar Santos, secretário de Estado de Saúde, acredita que é necessária a mobilização de todos para superar o desafio:

"Tão importante quando os leitos que serão disponibilizados e o recurso aplicado, é o simbolismo da união em torno de uma causa nobre: salvar vidas. A solidariedade, tão características entre nós, precisa ficar clara nesse momento. Faço, mais uma vez, um apelo para que as pessoas fiquem em casa. Você se protegerá e também a quem ama”, afirma.

Previsão para início de maio - Os hospitais, que terão estrutura modular, devem ficar prontos no início de maio. O investimento total das duas unidades é de R$ 95 milhões, incluindo construção e operacionalização. Os leitos de UTI serão equipados com dispositivos necessários para pacientes de alta complexidade, como ventiladores mecânicos, monitores e bombas de infusão.

No caso do hospital de campanha do Leblon, além da Rede D’Or, o pool de empresas e instituições inclui Bradesco Seguros, Lojas Americanas, Banco Safra e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). O terreno fica ao lado do 23° Batalhão da Polícia Militar. O investimento é de R$ 45 milhões e o prazo de cessão do espaço é de quatro meses.

"O hospital que será instalado no Leblon terá 200 leitos, sendo 100 voltados para terapia intensiva. Poderemos atender dois mil pacientes durante a pandemia. Este é um investimento que será 100% custeado pela iniciativa privada para construção, recursos humanos, insumos e todos os equipamentos", disse o vice-presidente da Rede D’Or, Paulo Moll.

O hospital no Parque dos Atletas, que também será construído pela Rede D’Or, terá 200 leitos, sendo pelo menos 50 para UTI. O investimento é de R$ 50 milhões e a expectativa é que o atendimento comece na segunda semana de maio. O projeto tem o apoio financeiro da Sul América Seguros, do fundo Mubadala, da Vale, do Banco BV, da Procter & Gamble, da Qualicorp, da Stone e do Movimento União Rio.

 

 

Em 24 horas foram registrados 366 casos da doença e 12 mortes

O novo coronavírus infectou 3.221 pessoas no estado do Rio de Janeiro, com 182 mortes, segundo o último boletim, divulgado nesta segunda-feira (13), pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). São mais 366 casos e 12 óbitos em relação ao dia anterior.

Das mortes divulgadas hoje, nove foram na capital, uma em Itaboraí, uma em Magé e outra em Niterói. A vítima mais nova tinha 53 anos e a mais velha, 90 anos, ambas da capital. A média de idade era de 74 anos.

A capital tem 2.322 casos confirmados de covid-19, ou 72% do total do estado. Em seguida vem Niterói (124), Volta Redonda (112), Nova Iguaçu (96), Duque de Caxias (83), São Gonçalo (79), Belford Roxo (47), São João de Meriti (36), Mesquita (30), Petrópolis (28), Itaboraí (24), Maricá (22), Magé (20), Nilópolis (20), Nova Friburgo (16), Barra Mansa (12), Queimados (11), Teresópolis (9), Angra dos Reis (8), Cabo Frio (7), Barra do Piraí (6), Macaé (6), Resende (6), Rio das Ostras (6), Campos dos Goytacazes (5), Itaguaí (5), Rio Bonito (5) e São Pedro da Aldeia (5).

Outros municípios têm quatro ou menos casos, como Casimiro de Abreu (4), Iguaba Grande (4), Seropédica (4), Tanguá (4), Araruama (3), Bom Jesus de Itabapoana (3), Guapimirim (3), Japeri (3), Mangaratiba (3), Paraíba do Sul (3), Porto Real (3), São Fidélis (3), Bom Jardim (2), Cachoeiras de Macacu (2), Itaperuna (2), Miguel Pereira (2), Paty de Alferes (2), Quatis (2), Sapucaia (2), Saquarema (2) e Valença (2).

Os municípios de Arraial do Cabo, Cantagalo, Itatiaia, Paracambi, Paraty, Piraí, Porciúncula, Rio das Flores, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, Sumidouro e Três Rios têm um caso cada. 

Para mais informações sobre a doença, é possível ligar gratuitamente para o número 160 ou acessar www.coronavirus.rj.gov.br.

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