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Qui, Maio

Prefeitura do Rio atualiza número de leitos para covid-19, taxa de ocupação SUS e fila da regulação - Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, já abriu 899 leitos exclusivos para o tratamento da Covid-19, desde o início da pandemia. Deste total, 196 são leitos de UTI. Desde o dia 1º de maio, foram abertos 426 novos leitos dedicados à Covid.

O Hospital de Campanha da Prefeitura, no Riocentro, possui 177 leitos em funcionamento, 39 deles de UTI. Há 142 pacientes internados. Deste total, 39 estão em UTI.

O hospital já recebeu os novos respiradores comprados na China e a Secretaria Municipal de Saúde está providenciando os recursos humanos necessários para colocar a unidade em funcionamento pleno nos próximos dias.

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que não há leitos livres na rede. Esses leitos que aparecem como “livres” na plataforma da regulação estão em unidades especializadas, como maternidades, psiquiátricas e pediátricas, e que não podem ser usados para Covid-19, já que a rede continua atendendo pacientes com outras necessidades.

Nos leitos para Covid ocupados há rotatividade de vagas por causa de altas e óbitos, além de transferências para leitos de UTI que dão retaguarda às enfermarias de Covid e são usados quando o estado do paciente se agrava.

Taxa de Ocupação SUS

Em toda a rede SUS na cidade do Rio – que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais – há 1.842 pacientes internados com suspeita de Covid, sendo 561 em UTI.

A taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 na rede SUS no município é de 84%. Já a taxa de ocupação nos leitos de enfermaria para pacientes com suspeita de Covid é de 71%, também no município.

Fila para transferência

Em todos os hospitais públicos da cidade do Rio – e não apenas nas unidades da rede municipal – há 403 pessoas na fila da regulação, aguardando transferência para leitos dedicados a Covid-19. Do total, 256 pacientes aguardam vaga para leitos de UTI.

Os pacientes podem ser regulados para internação em qualquer uma das diferentes redes, seja federal, estadual ou municipal.

Segundo Ferry, inaugurações tornam-se desnecessárias diante da diminuição de casos da covid-19 - Foto: Reprodução de vídeo

O novo secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Fernando Ferry, disse que alguns hospitais de campanha que estão atrasados podem nem ser entregues. A declaração foi dada nesta quinta-feira (21), em entrevista à TV Globo, durante uma visita ao Hospital de Campanha do Maracanã.

De acordo com Ferry, a diminuição de casos da covid-19, somada à demora na construção, pode tornar desnecessária a entrega desses hospitais, que são voltados exclusivamente ao atendimento de pacientes com o novo coronavírus. O estado do Rio tem 578 pessoas à espera de um leito. Nesta quinta, o boletim estadual registrou 32.089 casos confirmados da covid-19 e 3.412 mortes.

Sete unidades de campanha ainda não foram inauguradas, cujas construções são de responsabilidade do Instituto de Atenção Básica e Atenção à Saúde (Iabas). Apenas os hospitais do Leblon e do Parque dos Atletas, construídos e administrados pela Rede D'Or, e o do Maracanã, a cargo do Iabas, estão em funcionamento. No entanto, todas as unidades deveriam estar funcionando desde o dia 30 de abril.

"Alguns desses hospitais podem não ser inaugurados, porque não há mais necessidade. Perdeu-se o tempo", declarou Ferry.

A inauguração dos hospitais de campanha do Estado vem passando por sucessivos adiamentos. O contrato firmado para a construção dessas unidades é de R$ 770 milhões. Desse investimento, R$ 247 milhões já foram pagos. Segundo o secretário de Saúde, se houver, realmente a suspensão das obras, o dinheiro retornaria aos cofres do Estado.

"A gente está vendo que, gradativamente, está diminuindo o número de casos (da covid-19). Isso faz parte do comportamento da epidemia. Se a gente perceber que isso realmente vai acontecer, nós não vamos mais construir esses (hospitais de campanha) que estão contratados e vamos devolver o dinheiro para o erário", explicou Ferry.

Nesta quinta-feira (21) foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) um novo calendário de entrega dos hospitais de campanha, após a cobrança do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) sobre irregularidades nos contratos. É a quarta vez que o cronograma é alterado, o que já gerou mais de 20 dias de atraso. Agora, as datas limites para a entrega das unidades foram impostas entre os dias 27 de maio e 18 de junho.

A previsão é que no dia 27 o hospital de São Gonçalo, que recebeu um aporte de R$ 90 milhões das prefeituras de Niterói e Maricá, seja inaugurado. No dia 29 seria a vez da unidade de Nova Iguaçu; 1º de junho em Duque de Caxias; 7 de junho em Nova Friburgo; 12 de junho em Campos dos Goytacazes, e 18 de junho em Casimiro de Abreu.

Equipamentos foram entregues nesta quinta ao Hospital Pedro Ernesto - Foto: - Reprodução/ Google Street View

A Prefeitura do Rio de Janeiro doou 16 novos respiradores para o Governo do Estado. Os equipamentos foram entregues nesta quinta-feira (21) ao Hospital Universitário Pedro Ernesto.

Esses equipamentos, segundo o Gabinete de Crise, fazem parte da leva de respiradores entregues pelo Ministério da Saúde à cidade do Rio de Janeiro. A doação ao Pedro Ernesto permite a imediata abertura de novos leitos de UTI na unidade hospitalar, que faz parte da Uerj, reforçando o atendimento aos pacientes com covid-19.

"São ventiladores mecânicos, equipamentos essenciais para um leito de UTI, que vão permitir a imediata abertura de 16 leitos de UTI nessa unidade hospitalar. Leitos esses muito importantes nesse momento. Esse é um gesto de apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, ao Governo do Estado, à universidade estadual (Uerj), para que a nossa população tenha cada dia mais leitos de tratamento intensivo no meio de pandemia", declarou a secretária Municipal de Saúde do Rio, Beatriz Busch.

De acordo com a secretária, que esteve presente nesta quinta na unidade para a entrega dos equipamentos, a Prefeitura do Rio escolheu doar os respiradores ao Pedro Ernesto porque essa unidade tinha a maior capacidade de colocá-los em funcionamento o mais breve possível, o que já deve ocorrer amanhã.

Até o momento, o hospital universitário não sofre com a falta de profissionais e de insumos, cenário que pode mudar nos próximos dias. Segundo a direção da unidade, empresas não estão entregando medicamentos ou cobrando preços abusivos em itens essenciais ao tratamento de pacientes com o novo coronavírus.

O Hospital Universitário Pedro Ernesto tinha, até então, 63 leitos de UTI, com respiradores, todos exclusivos ao tratamento de pessoas com a covid-19, além de 104 leitos de enfermaria.

A Prefeitura do Rio de Janeiro recebeu, na semana passada, 326 respiradores. Desse total, 201 estão no Hospital Ronaldo Gazzola, sendo que apenas 90 já estão em uso. O restante ainda não entrou em funcionamento pela falta de profissionais de saúde para atuar na unidade. Outros 100 respiradores foram destinados ao Hospital de Campanha do Riocentro, sob responsabilidade do Executivo Municipal. Desses, 60 já estão sendo usados por pacientes. Vinte ventiladores mecânicos estão sendo usados na Coordenação de Emergência Regional (CER), no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon.

Prefeito espera que nos próximos dias alguns setores já possam ser reabertos - Foto: EBC

Durante reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, o prefeito do Rio de Janeiro,  Marcello Crivella, afirmou que submeterá ao "conselho científico" do município nesta sexta um plano elaborado com empresários para retomar o setor do comércio e parte do setor de serviços do Rio de Janeiro, em meio à pandemia da covid-19.

Segundo o chefe do executivo, houve uma queda de 80% das aglomerações e também no número de passageiros em ônibus no município, dando sinais de que já se deve pensar em um retorno responsável das atividades. Crivella frizou que estuda uma retomada. Ele espera que nos próximos dias alguns setores já possam ser reabertos.

Perguntado sobre a situação do Rio no combate à Covid-19 e se fez algum pedido específico ao chefe do governo federal, o prefeito disse que há leitos disponíveis nos hospitais.

"No Rio de Janeiro está, graças a Deus, havendo leitos, e enfrentando essa tragédia. O Rio de Janeiro tem respiradores. Nós compramos na China 806 respiradores e já recebemos." contou .

 

Demanda por serviços online crescem no período de isolamento social - Foto: Divulgação

O Procon Estadual do Rio de Janeiro, autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, criou uma cartilha para responder às principais dúvidas dos compradores online, que aumentaram muito diante das necessidades de isolamento social. O material já está disponível nas redes sociais oficiais da autarquia.

As compras online já se tornaram uma realidade e vêm crescendo exponencialmente nos últimos anos. Com isso, o Procon-RJ vem recebendo um número cada vez maior de queixas de consumidores que fazem compras por aplicativos ou por páginas na Internet e recebem suas encomendas por serviços de entrega.
Dúvidas sobre prazos, cumprimento de oferta, possibilidade de devolução ou troca e custos dos fretes passaram a ser comuns nos canais de atendimento da autarquia, que vêm qualificando suas equipes para melhor atender aos consumidores.

O presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho comentou "Queremos orientar as pessoas de como devem proceder nesses casos para que possamos garantir boas relações de consumo nesse período de isolamento , por isso seguimos publicando essas cartilhas em que diversas dúvidas são esclarecidas".

Os consumidores que desejarem fazer denúncias ou reclamações podem fazer isso sem sair de casa. Basta baixar gratuitamente o aplicativo Procon-RJ, no qual é possível inclusive enviar fotos, ou acessar o sitewww.procononline.rj.gov.br. As denúncias também podem ser feitas pelo WhatsApp (21) 98104 5445.

Outras 1.905 mortes estão sendo investigadas - Foto: Divulgação

Mais 175 mortes em decorrência da covid-19 foram registradas nesta quinta-feira (21) no boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro. Com isso, o número total de óbitos no estado chegou a 3.412. Outras 1.905 mortes estão sendo investigadas e, segundo a SES, 227 foram descartadas até o momento.

Em relação às confirmações da doença, mais 1.717 casos foram incluídos no balanço, alcançando a marca de 32.089. Isso significa um aumento de 5,6% em relação aos dados divulgados na quarta-feira (20), quando tinham 30.372 pacientes infectados.

Por conta dos altos números incluídos diariamente nos boletins, a Secretaria de Saúde esclareceu que os casos e mortes não ocorreram nas últimas 24 horas. Esse aumento se deve à capacidade de testagem do Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) e laboratórios parceiros que dobrou, passando de 900 para 1,8 mil amostras analisadas por dia.

A cidade do Rio de Janeiro continua sendo o epicentro da pandemia no estado, com 18.743 casos confirmados do novo coronavírus. A capital também já registra o maior número de mortes: 2.376.

O boletim estadual aponta que Niterói tem 1.968 casos confirmados - o segundo maior número no estado - e 65 mortes. No entanto, os dados passados pelo município são bem diferentes. Na noite de quarta-feira, o prefeito Rodrigo Neves havia anunciado 1.488 casos, 480 a menos que o informado pelo Estado, e 82 óbitos. A Prefeitura de Niterói disse que ia entrar em contato com o Governo do Estado para saber o motivo da divergência.

Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, tem 1.185 pacientes com covid-19, além de 112 mortes. Duque de Caxias, na mesma região, tem até o momento 1.171 casos confirmados e 167 mortes.

São Gonçalo, na Região Metropolitana, aparece no boletim estadual com 859 confirmações da covid-19 e 76 mortes. No entanto, mais uma vez, os dados repassados pela Secretaria Municipal de Saúde são divergentes. Segundo o município, foram registrados 948 casos confirmados e 127 mortes, sendo 11 vítimas somente nesta quinta-feira.

Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira:

Rio de Janeiro – 18.743
Niterói – 1.968
Nova Iguaçu – 1.185
Duque de Caxias – 1.171
São Gonçalo – 859
São João de Meriti – 608
Volta Redonda – 546
Itaboraí – 530
Belford Roxo – 501
Mesquita – 411
Angra dos Reis – 404
Queimados – 384
Campos dos Goytacazes – 372
Magé – 351
Petrópolis – 273
Nilópolis – 244
Teresópolis – 235
Cabo Frio – 224
Maricá – 200
Macaé – 189
Itaguaí – 149
Rio das Ostras – 147
Barra Mansa – 123
Resende – 120
Nova Friburgo – 117
Paracambi – 115
São Fidélis – 94
São Pedro da Aldeia – 90
Saquarema – 84
Três Rios – 83
Araruama – 82
Japeri – 81
Barra do Piraí – 71
Paraty – 70
Cachoeiras de Macacu – 68
Seropédica – 68
Paraíba do Sul – 59
Guapimirim – 57
Casimiro de Abreu – 55
Iguaba Grande – 52
Rio Bonito – 52
Valença – 51
Piraí – 49
Tanguá – 46
Bom Jesus de Itabapoana – 44
Mangaratiba – 42
Itaperuna – 37
São João da Barra – 37
Armação de Búzios – 33
Arraial do Cabo – 33
Sapucaia – 32
São Francisco de Itabapoana – 31
Pinheiral – 30
Itaocara – 28
Santo Antônio de Pádua – 28
Silva Jardim – 24
São José do Vale do Rio Preto – 22
Quissamã – 20
Vassouras – 17
Cambuci – 15
Mendes – 15
Miracema – 14
Rio Claro – 14
Carmo – 12
Italva – 12
Miguel Pereira – 12
Porciúncula – 12
Bom Jardim – 11
São José de Ubá – 11
Areal – 10
Paty do Alferes – 10
Aperibé – 9
Conceição de Macabu – 9
Carapebus – 8
Cordeiro – 7
Itatiaia – 7
Natividade – 7
Cardoso Moreira – 6
Engenheiro Paulo de Frontin – 6
Porto Real – 5
Rio das Flores – 5
Cantagalo – 4
Quatis – 4
Santa Maria Madalena – 4
Laje do Muriaé – 3
Macuco – 3
Sumidouro – 3
Comendador Levy Gasparian – 2
São Sebastião do Alto – 2
Varre-Sai – 1
Município em investigação – 7

As 3.412 vítimas de covid-19 no estado foram registradas nos seguintes municípios:

Rio de Janeiro – 2.376
Duque de Caxias – 167
Nova Iguaçu – 112
São Gonçalo – 76
Niterói – 65
Belford Roxo – 60
São João de Meriti – 59
Itaboraí – 45
Mesquita – 44
Magé – 37
Nilópolis – 28
Petrópolis – 27
Itaguaí – 24
Volta Redonda – 20
Angra dos Reis – 19
Teresópolis – 19
Maricá – 18
Macaé – 17
Campos dos Goytacazes – 14
Nova Friburgo – 13
Barra do Piraí – 12
Tanguá – 12
Rio das Ostras – 11
Queimados – 10
Cabo Frio – 9
Barra Mansa – 8
Resende – 8
Guapimirim – 7
Iguaba Grande – 7
Paracambi – 7
Cachoeiras de Macacu – 6
Casimiro de Abreu – 6
Saquarema – 6
Japeri – 4
Paraíba do Sul – 4
Rio Bonito – 4
São Pedro da Aldeia – 4
Sapucaia – 4
Seropédica – 4
Araruama – 3
Itaocara – 3
Mangaratiba – 3
Paraty – 3
Silva Jardim – 3
Valença – 3
Arraial do Cabo – 2
Bom Jardim – 2
Bom Jesus de Itabapoana – 2
Piraí – 2
São Francisco de Itabapoana – 2
São João da Barra – 2
Vassouras – 2
Carapebus – 1
Engenheiro Paulo de Frontin – 1
Italva – 1
Mendes – 1
Miguel Pereira – 1
Santo Antônio de Pádua – 1
Três Rios – 1

No Rio de Janeiro, cerca de 2,6 milhões de aposentados e pensionista receberão o pagamento - Foto: Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa, na próxima segunda-feira (25), a pagar a segunda parcela do 13º de aposentados e pensionistas. O depósito será realizado no período de 25 de maio a 5 de junho, conforme a Tabela de Pagamento 2020.

Para aqueles que recebem um salário mínimo, o depósito da antecipação será feito entre os dias 25 de maio e 5 de junho, de acordo com o número final do benefício, sem levar em conta o dígito verificador. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados entre 1º e 5 de maio.

No Rio de Janeiro, cerca de 2,6 milhões de aposentados e pensionista receberão a partir da próxima segunda-feira (25), um total de R$ 2,4 bilhões referentes ao 13º salário. No total, serão colocados na economia do Estado do Rio de Janeiro mais de R$ 7 bilhões.

Em todo o país, 35,8 milhões de pessoas receberão seus benefícios de maio. O INSS injetará na economia um total de R$ 71,5 bilhões. Desse total, 30,8 milhões de beneficiários receberão a segunda parcela do 13º, o equivalente a R$ 23,8 bilhões. Só no Sudeste, o aporte será de mais de R$ 34,6 bilhões, o que corresponde a 48,46% do valor líquido total distribuído no país.

Por lei, tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Na hipótese de cessação programada do benefício, prevista antes de 31 de dezembro de 2020, será pago o valor proporcional do abono anual ao beneficiário. Nesta parcela, vale lembrar, é feito o desconto do Imposto de Renda (IR).

Aqueles que recebem benefícios assistenciais (Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social – BPC/LOAS e Renda Mensal Vitalícia – RMV) não têm direito ao abono anual.

Novo cronograma foi divulgado hoje pela secretaria de Saúde - Foto: Divulgação

Após manifestação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) sobre irregularidades nos contratos para a construção de hospitais de campanha para enfrentar a pandemia da covid-19 pelo governo do estado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou hoje (21) um novo cronograma para a abertura das sete unidades que estão sendo construídas pelo Instituto de Atenção Básica e Atenção à Saúde (Iabas).

Segundo a SES, foram impostas datas limites para a entrega das unidades pela Organização Social Iabas, que vão de 27 de maio para o hospital de São Gonçalo até 18 de junho para o de Casimiro de Abreu. As unidades do Leblon e do Parque dos Atletas, construídas e geridas pela Rede D’Or, e a do Maracanã, também a cargo do Iabas, já estão em funcionamento. O outro hospital de campanha na capital, no Riocentro, é gerido pela prefeitura.

Procurado pela reportagem, o Iabas disse que não se manifestaria a respeito e que o cronograma de abertura deveria ser tratado apenas com a SES. No início da semana, o instituto informou que o atraso na entrega dos hospitais ocorreu “por motivos alheios à vontade” e que o trabalho vem sendo feito “de forma consistente” para evitar novos adiamentos e garantir que vidas sejam salvas.

Na ocasião, o cronograma da organização previa a entrega de todas as unidades até a próxima semana.

Tribunal de Contas
Nessa semana, o TCE-RJ apontou a necessidade de “especificação dos quantitativos unitários e os correlatos preços das prestações envolvidas na adequada execução do seu objeto”. A decisão monocrática foi proferida pelo Conselheiro-Substituto Christiano Lacerda Ghuerren e determinou que a SES altere o contrato em acordo com o Iabas.

“Ao analisar o contrato 027/2020, o Corpo Instrutivo do TCE-RJ verificou que o Estado do Rio de Janeiro optou por uma espécie de contratação que atribuirá ao Iabas a obrigação de definir, especificar e montar toda a estrutura física dos hospitais de campanha, além de fornecer todos os equipamentos necessários ao atendimento dos pacientes. O acordo definido como empreitada integral também obrigaria o contratado a disponibilizar toda a mão de obra necessária ao funcionamento da unidade”, informa o órgão de fiscalização.

Segundo a análise do TCE-RJ, o Iabas não apresentou o plano orçamentário detalhado para o valor total de R$ 19.899.343,09 para seis meses de contrato, sem a indicação dos equipamentos que serão disponibilizados nem a quantidade e a qualificação dos profissionais que atuarão em cada unidade.

“Entre as nove constatações, estão os desenhos e projetos utilizados para a montagem das unidades de campanha; a planta baixa; uma listagem de materiais a serem utilizados na montagem da estrutura interna; a indicação de quantos leitos serão dedicados à UTI e à enfermaria; planilha contendo a relação de equipamentos a serem disponibilizados em cada tipo de leito, considerando UTI e enfermaria; a relação de exames a serem disponibilizados e a relação de equipamentos que reverterão para o Estado passando a integrar o patrimônio público após o fim da contratação”.

O tribunal deu prazo de 30 dias para a SES e o Iabas se manifestarem. O TCE-RJ informou hoje (21) que já recebeu documentos da secretaria de Saúde, que ficarão sob sigilo até o conselheiro relator do processo proferir seu voto em plenário. As sessões do tribunal estão ocorrendo no sistema remoto.

 

Serão pagos créditos em Auxílio-Educação, Auxílio-Funeral e Pecúlio - Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio do Instituto de Previdência e Assistência do Município (Previ-Rio), vai depositar nesta quinta-feira (21), mais um lote de benefícios assistenciais para servidores ativos, aposentados e pensionistas, totalizando R$ 5.611.644,34.

Serão pagos 11.372 créditos em Auxílio-Educação, totalizando R$ 4.770.440,28, mais 45 créditos em Auxílio-Funeral, no valor de R$ 54.522,88, e 296 créditos em Pecúlio, no valor de R$ 786.681,18.

Vale ressaltar que os benefícios assistenciais para servidores ativos, pensionistas e aposentados podem ser solicitados na página do Instituto.

Governador solicita reunião com Jair Bolsonaro para discutir situação financeira do estado - Foto: Carlos Magno / GOV RJ

O governador Wilson Witzel participou, nesta quinta-feira, de reunião por videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro durante o Fórum dos Governadores. No encontro, que contou também com a presença dos presidentes do Senado, David Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente Bolsonaro prometeu sancionar o PLP 39/2020, que prevê socorro financeiro do governo federal de R$ 60 bilhões, em quatro parcelas, para estados e municípios. Os recursos devem ser usados em ações de enfrentamento da Covid-19 e para mitigarem o impacto financeiro das medidas restritivas para combate à pandemia.

"A sanção do Projeto de Lei é fundamental, entretanto, em relação especificamente ao Rio de Janeiro, os recursos são insuficientes", declarou o governador, logo após a reunião. Com perda de R$ 1,3 bilhão em receita tributária nos meses de abril e maio (em relação ao mesmo período de 2019), o Governo do Estado do Rio só deverá receber pouco mais do que R$ 550 milhões, disse o governador. Durante a videoconferência, Witzel voltou a pedir, desta vez por chat, reunião com o presidente Jair Bolsonaro para discutir a situação financeira do Rio de Janeiro.

Na reunião, Bolsonaro disse que vetaria o artigo do PLP 39/2020 que prevê reajuste salarial de servidores públicos, que ficariam com os salários congelados até 31 de dezembro de 2021, salvo promoções e progressões de carreira.

"Este é um momento difícil e, infelizmente, todos nós temos que dar a nossa cota de sacrifício", disse Witzel, após a videoconferência.

Durante o Fórum dos Governadores, apenas três governadores previamente escolhidos manifestaram os anseios dos demais. Foram eles: Reinaldo Azambuja (MS), Renato Casagrande (ES) e João Doria (SP). Eles elogiaram o esforço conjunto entre Executivo e Legislativo para vencer os efeitos negativos da pandemia, mas reiteraram o pedido para que a primeira parcela da ajuda financeira federal seja liberada até 31 de maio próximo.

"Fizemos um acordo e três governadores falaram em nome de todos os demais, mas pedi reservadamente que o estado do Rio de Janeiro tenha a possibilidade de demostrar o quanto estamos sendo prejudicados com a pandemia e os efeitos econômicos gerados por ela. Certamente, vamos tentar um acordo para que o Rio não fique prejudicado. Só a União tem capacidade para socorrer estados e municípios, e isso está acontecendo no mundo todo", disse o governador Witzel, lembrando que, sem o socorro federal, o estado do Rio ficaria sem dinheiro para pagar servidores e fornecedores e até sem condições de abastecer viaturas da Polícia.

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, representando os demais líderes estaduais, pediu ainda que o presidente Bolsonaro mantenha a integralidade do artigo 4º do Projeto de Lei, que prevê a possibilidade de aditamento dos contratos de operações de crédito interno e externo. Pelo texto, a União ficaria impedida de executar as garantias de estados e municípios, caso estes não honrem seus compromissos com bancos e organismos multilaterais.

Azambuja apelou ainda para que o presidente recomende aos bancos públicos federais o aditamento dos contratos de operações de crédito feitos com os estados. Ele elogiou também a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de, na véspera, homologar acordo sobre as perdas da Lei Kandir, beneficiando os estados. A Lei Kandir, de 1996, desonerava parte das exportações e definia compensações aos estados pelas perdas com ICMS. A disputa se arrastava por duas décadas. Pelo acordo aprovado, a União fará repasses aos estados, em troca de retirada de ações na Justiça, mas ainda depende de votação no Congresso Nacional.

Durante a videoconferência do Fórum, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, agradeceu o empenho de todos e também pediu pelo repasse imediato das parcelas e lembrou:

"Nossa prioridade é salvar vidas e proteger os mais vulneráveis", disse.

O governador de São Paulo, João Doria, resumiu:

"O Brasil precisa da união de todos. Vamos juntos! Essa é a melhor forma de vencer a pandemia".

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, destacaram a importância da união entre todos os entes da federação para vencer os efeitos da pandemia.

"Vivemos a pior crise dos últimos cem anos. É importante termos essa proposta para socorrer estados e municípios e buscar diminuir os impactos dramáticos dessa pandemia", disse o presidente do Senado.

 

 

A ação contou, também, com a equipe lúdica do Grupamento de Ronda Escolar, que levou uma faixa com mensagem de agradecimento aos profissionais - Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Guarda Municipal, realizou nesta semana quatro apresentações do projeto “Abraço Musical na Saúde”, que tem a missão de levar os músicos da Banda Sinfônica aos hospitais da Prefeitura para homenagear os profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus. A ação contou, também, com a equipe lúdica do Grupamento de Ronda Escolar, que utilizou os bonecos mascotes para exibirem uma faixa com mensagem de agradecimento aos profissionais de saúde. Guardas municipais transmitiram ainda outra mensagem especial, que foi gravada em apoio e reconhecimento ao trabalho dos profissionais.

As apresentações aconteceram nos hospitais municipais Albert Schweitzer e Salgado Filho, na segunda (18), e no Miguel Couto e Souza Aguiar, na quarta-feira (20). O repertório de música popular brasileira incluiu “Se todos fossem iguais a você”, de Tom Jobim; “Que nem maré”, de Jorge Vercilo; “Qui nem jiló”, de Luiz Gonzaga; “Samba do Avião”, de Tom Jobim; e “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos.

"Parabéns à GM-Rio por nos proporcionar um ato tão bonito e carinhoso, neste momento que estamos passando por essa pandemia. Foi bastante emocionante. Nós todos gostamos muito. Continuem levando essa alegria contagiante adiante", informou Meire, supervisora do Coordenação de Emergência Regional do Leblon.

A ação contou, ainda, com a frase “Gratidão a todos os profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate à covid-19. Muito obrigado por cuidar dos cariocas!”, que foi estendida em uma faixa durante os shows.

"Já levamos música a moradores que cumprem o isolamento social em nove bairros da cidade e agora chegou a vez de proporcionarmos um momento de alegria e de reconhecimento aos profissionais da saúde, que estão no atendimento contínuo de milhares de pacientes. Nada melhor do que oferecermos uma boa música e nosso reconhecimento aos heróis da saúde", disse o comandante da Guarda Municipal, inspetor geral José Ricardo Soares.

Lançado no dia 5 de maio, o projeto “Abraço Musical” já levou música a moradores dos bairros da Tijuca, Bangu, Campo Grande, Madureira, Urca, Copacabana, Vila Valqueire, Ilha do Governador e Rio Comprido.

A Banda da Guarda Municipal também realiza “Live” pelo instagram @gmrio.oficial às sextas-feiras, a partir das 12h, com transmissão direta da sede da corporação em São Cristóvão.

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