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Qui, Maio

Leitos também foram ampliados em parceria com o município - Foto: Douglas Macedo / Arquivo

A Prefeitura de Niterói reforçou o atendimento aos pacientes com covid-19 no Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), encaminhando 54 profissionais de saúde à unidade.

De acordo com a Prefeitura de Niterói, esses profissionais passaram por um processo seletivo simplificado de caráter emergencial. Toda essa etapa de contratação foi realizada pelo município. Os profissionais já estão atuando no Huap.

A parceria é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Huap, a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Secretaria Municipal de Saúde.

Além do reforço no quadro de profissionais, o acordo entre o hospital, a universidade e a prefeitura também permitiu o aumento de leitos no Antonio Pedro. No fim de abril, mais 18 leitos voltados exclusivamente para o tratamento da covid-19 foram abertos. Seis deles eram de UTI e 12 de enfermaria.

O investimento no Huap surgiu como uma forma de melhorar o acesso e o atendimento de saúde à população, já que as unidades municipais, como o Hospital Municipal Carlos Tortelly, tinham leitos lotados.

 

Previsão é que serviços sejam retomados no dia 1º de julho - Foto: Divulgação

A Pestalozzi de Niterói informou que vai manter a suspensão dos atendimentos aos seus usuários até o dia 30 de junho, data da prorrogação do isolamento social na cidade. De acordo com a associação, a volta às atividades respeitará as medidas restritivas impostas pelo plano gradual de flexibilização, da Prefeitura de Niterói. Portanto, a previsão é que o local só volte a funcionar no dia 1º de julho. 

"Essa semana, a Prefeitura de Niterói publicou os decretos 13.604 e 13.605 que estabelecem as regras do “Plano de Transição Gradual para o Novo Normal”, estendendo assim, o isolamento social para até o dia 30 de junho. Dessa forma, a direção da Associação Pestalozzi de Niterói resolve prorrogar a suspensão do atendimento aos seus usuários, prevendo retornar as suas atividades a partir do dia 1º de julho. Salvo ocorram mudanças no trabalho de combate ao novo coronavírus em nossa cidade, que possibilitem a antecipação das atividades", dizia a nota divulgada pela Pestalozzi. 

A instituição informou ainda que, nesse período, irá trabalhar para adequar as suas instalações às novas regras impostas pelos decretos. Eles preveem uma série de intervenções no relacionamento interpessoal e na proteção individual de colaboradores e pacientes.

"Tudo será programado para que o retorno gradual aconteça de forma a prejudicar minimamente os atendimentos", garantiu a associação.

Como Centro Especializado em Reabilitação (CER), a Pestalozzi atua diretamente com uma clientela de baixa imunidade, com deficiência intelectual e física e com dificuldades motora e respiratória, o que as torna, mais vulnerável à covid-19. A instituição garantiu o compromisso em retomar o tratamento de todos os seus usuários. 

Cidade deve ter mais 100 PMs por dia nas ruas e renovação do Proeis e Niterói Presente - Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói

A segurança na cidade de Niterói será reforçada com a renovação do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) e a continuidade do Niterói Presente, ambos em convênio com o Governo do Estado. O patrulhamento no município deverá contar com mais 100 policiais militares por dia.

De acordo com o Gabinete de Gestão Integrada da Prefeitura de Niterói, o convênio com o Governo do Estado para o Proeis foi renovado, dentro do prazo legal, e com um aumento de 100 vagas por dia de serviço, passando das atuais 300 para 400 vagas por dia.

O Município não informou uma data para que o aumento no efetivo comece a entrar em operação. No entanto, a Prefeitura garantiu que a Polícia Militar está providenciando a liberação das inscrições dos policiais no sistema da corporação, próprio para o serviço.

Além disso, a Prefeitura da cidade garantiu a continuidade do convênio com o Governo do Estado para o Programa Niterói Presente está em vigor até 2021.

Depois da queda de um muro, construção foi paralisada - Foto: Reprodução / Redes sociais

Um empreendimento residencial do programa de habitação popular do Governo Federal será retomado a partir de agora, beneficiando 1.120 pessoas na cidade de Niterói (RJ). O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) concluiu o processo de substituição da construtora envolvida e garantiu o aporte de recursos necessários para a finalização. Com a medida, é estimada a geração de mais de mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Em Niterói, o Residencial Poço Largo, no bairro do Sapê, foi contratado em outubro de 2014 e já estava 99% concluído. Porém, em novembro de 2018, na fase de conclusão, parte do muro de contenção acabou tombando. Com a paralisação, a obra sofreu degradação, alguns furtos e vandalismos. Foi preciso substituir a construtora e adicionar R$ 1,9 milhão ao valor inicial do projeto: a nova previsão de entrega das 280 moradias é daqui a nove meses. O residencial é destinado à famílias niteroienses que perderam suas casas em calamidades públicas. 

Outro residencial será retomado na capital paraibana e atenderá cerca de 3.500 pessoas. As obras são contratadas com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), para famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil – Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Nas duas localidades, o retorno dos serviços deve gerar aproximadamente 4.300 empregos.

“A retomada desses empreendimentos atenderá mais de 4.700 pessoas nas duas cidades. É parte do esforço do Governo Federal para levar mais qualidade de vida a essas famílias e, também, garantir a manutenção de postos de trabalho no setor da construção civil. São orientações expressas do presidente Jair Bolsonaro”, destaca o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Na capital paraibana, o Residencial Vista Alegre tem uma situação um pouco diferente. É composto por onze etapas, das quais as últimas (da VI a XI), com 1.120 unidades habitacionais (UH), já foram entregues às famílias. Contratadas em julho de 2013, as fases iniciais (da I a V) não foram concluídas pela empresa responsável, mesmo apresentando mais de 90% de execução. A retomada demandou a substituição da construtora, com aporte adicional de R$ 12 milhões ao valor inicial do empreendimento. Serão 896 novas moradias, com previsão de conclusão em seis meses.

 

Continuidade das obras

No setor de habitação, só neste ano, o MDR autorizou a transferência de R$ 731,9 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) para garantir a execução do MCMV. A maior parte dos recursos, R$ 425 milhões, foi destinada à continuidade das obras de 301 mil moradias para famílias da Faixa 1, com renda mensal de até R$ 1,8 mil.

Também foram entregues 76,5 mil residências para beneficiários do Programa até o fim de março. Desse total, 10 mil foram destinadas a famílias que mais precisam. Além disso, mais de 89,6 mil unidades habitacionais foram contratadas para as faixas 1,5; 2; e 3 do MCMV. Elas são financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

Alvos são investigados por investigados por lavagem de dinheiro, corrupção e crimes licitatórios - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil realizam, nesta segunda-feira (25/05), operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de sete pessoas físicas e três pessoas jurídicas investigadas por compor organização criminosa voltada para a prática de crimes licitatórios e lavagem de capitais, possivelmente envolvendo funcionários públicos da Fundação Municipal de Educação de Niterói (FMEN) e representantes de empresas que firmaram contratos durante a situação de emergência em saúde decorrente da pandemia de Covid-19. Os contratos são referentes, principalmente, para aquisição de álcool em gel e sabonete líquido, ao custo total de aproximadamente 300 mil reais. As diligências contam com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

A investigação foi instaurada pelo Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR/PCERJ), a partir da deflagração da operação "Mãos Limpas", realizada pela Secretaria da Receita Estadual nos dias 18 e 27 de março.

A partir da análise de documentos, há indícios de que a empresa investigada não realizou qualquer aquisição de produtos para fins de revenda ou de insumos para produzi-los, embora uma das notas fiscais analisadas diz respeito à venda de 10 mil unidades de álcool em gel e de sabonete líquido para a Fundação Pública Municipal de Educação de Niterói (FMEN). Diligência realizada no almoxarifado da Fundação averiguou que ali não havia registro de entrada de nenhuma das referidas mercadorias.

O MPRJ também ressalta que, em virtude da propagação do Covid-19, a ANVISA editou resolução autorizando excepcionalmente a fabricação e comercialização, por empresas fabricantes de medicamentos saneantes e cosméticos regularizadas, de preparações antissépticas ou sanitizantes sem sua prévia autorização. Desta forma, tendo em vista seu enquadramento empresarial, a empresa não poderia sequer ter comercializado álcool em gel para a FMEN.

A investigação deve prosseguir visando identificar, ainda, outras contratações irregulares entre o Poder Público Municipal e as pessoas físicas e jurídicas apontadas no inquérito, que giram em torno de um milhão e seiscentos mil reais.

O MPRJ obteve, junto ao Juízo da Vara Criminal Especializada da comarca da Capital, a expedição de mandados de busca e apreensão no endereços dos alvos, além do bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados e a suspensão do pagamento de toda e qualquer prestação supostamente devida pelo município de Niterói às empresas investigadas.

A partir desta semana, os parentes irão receber a caixa acompanhada de flores e um cartão com mensagem de apoio e contatos para ajuda psicológica - Foto: Divulgação

Pensando na dor de famílias que perderam entes queridos para a covid-19, a Ação de Humanização para Enfrentamento da Pandemia do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) criou um projeto para fazer com que a entrega dos pertences de pacientes que faleceram pela doença seja um pouco mais afetiva e humanizada. A partir desta semana, os parentes irão receber a Caixa de Memórias, acompanhada de flores e um cartão com mensagem de apoio e contatos para ajuda psicológica neste momento tão difícil.

"A Caixa de Memórias surgiu com o intuito de transformarmos a experiência dos familiares de pegar os pertences 'contaminados' dos pacientes que faleceram em algo mais carinhoso e de cuidado. As boas lembranças permanecerão para sempre, a morte não encerra esse vínculo. Essa é uma forma de ajudá-lo a começar a elaborar seu luto, um processo tão singular a cada um. Assim, pretendemos também mitigar o impacto à saúde mental das pessoas por conta da pandemia", explica Thábata Luiz, psiquiatra do Huap e uma das idealizadoras.

A Caixa de Memórias será entregue aos familiares das vítimas de covid-19 - Foto:Divulgação 

Antes, os familiares levavam os pertences em um saco, que ficava por três dias de quarentena, devido ao risco de contaminação. Agora, a entrega é feita na Caixa de Memórias, lembrando ao parente que a vida daquele paciente foi compartilhada, e ele esteve presente em vários momentos dela. É importante não se reduzir ao momento da morte, mas sim pensar em toda a história e biografia. As caixas são confeccionadas por Thábata e pelas psicólogas Tânia Ventura e Virgínia Dresch. O projeto conta com a colaboração da ACHUAP (Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antônio Pedro).

A ideia surgiu depois que a psiquiatra ouviu do chefe do CTI de covid-19, Túlio Possati de Souza, que ele havia ficado muito comovido após o falecimento de uma paciente, quando seus pertences foram entregues à família em um saco plástico. Agora, com a Caixa de Memórias, fica mais afetuoso. Lembrando que a caixa não estará contaminada, pois não entra no CTI, nem tem contato com pacientes infectados por coronavírus. Para Túlio, a pandemia interfere diretamente na relação médico-paciente, tornando ainda mais importante a ação humanizada.

"A pandemia por covid-19 está sendo desafiadora em diversos aspectos. O momento da entrega dos pertences dos pacientes que evoluem para óbito tem sido tenso e difícil. Os objetos eram entregues nos sacos e os familiares orientados a respeitarem um tempo de quarentena específico de três dias em domicílio, antes de ter acesso ao conteúdo. A iniciativa de confecção da Caixa de Memórias ajuda a ressignificar esse momento que tem sido tão complicado não somente para os familiares, mas também para os profissionais e o sistema de saúde", afirmou.

Visitas virtuais a pacientes no CTI também serão iniciadas esta semana no Huap

Um outro projeto que também saiu do papel e começará a ser aplicado esta semana é a visita virtual a pacientes do CTI do Huap internados com coronavírus. A ideia é que, através de um tablet, eles possam entrar em contato com os familiares, já que o ambiente de covid-19 é de alta contaminação, inviabilizando presença física. Segundo Thábata, o objetivo é minimizar estressores adicionais, como afastamento familiar e impossibilidade de despedida. Assim, contribui-se para a prevenção de transtornos mentais, como luto complicado e estresse pós traumático:

"A média de permanência das internações de pacientes com coronavírus varia bastante, e envolve isolamento deles e seus familiares. Muitos ficarão sem contato e em solidão, já que mantê-los com seus celulares nem sempre é uma opção viável. Por outro lado, os familiares também vivenciam a angústia pela não interação com seu ente querido. A criação de um fluxo de comunicação voltado a esses pacientes e sua rede de apoio social, através de visitas virtuais, mostra-se como importante recurso para humanização do atendimento e redução do sofrimento", contou.

O médico Túlio acrescenta que a inexistência das visitas prejudica, principalmente, pacientes idosos com potencial de desenvolvimento de delírio e síndrome do confinamento. Além disso, o contato olho no olho e a proximidade física facilitam, inclusive, a comunicação de notícias difíceis e a percepção de entendimento do que está sendo dito.

“Ou seja, a elaboração das visitas virtuais através de tablets surge como uma boa alternativa para contornar esse isolamento social imposto pela doença”, ressalta o chefe do CTI.

Salões de beleza, concessionárias e lojas de automóveis, escritórios de advocacia e contabilidade estão autorizados a voltar a funcionar - Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

A partir desta segunda-feira (25), uma série de serviços reabrem em Niterói. Estão autorizados a funcionar com 50% dos trabalhadores as seguintes atividades: cabeleireiros, salões de beleza e demais atividades de tratamento de beleza; restaurantes a la carte (prato feito) e apenas para entrega; padarias; lanchonetes; hotéis; indústria de construção; extração de petróleo e gás; serviços de apoio à extração de petróleo e gás natural; ferragens, madeira e material de construção Civil; lojas de automóveis e concessionarias; manutenção e reparação de veículos automotores.

Autorizados a retomar o funcionamento com 25% dos profissionais estão: serviços de advocacia, contabilidade, consultoria e similares; serviços de arquitetura e engenharia, testes e análises técnicas; estacionamento; imobiliárias e similares; manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos; produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ópticos e ortopédicos.

O retorno das atividades faz parte do plano de transição gradual para a nova normalidade anunciado pela prefeitura. 

Desde a última quinta-feira (21), já foram retomadas as atividades em óticas, lojas de materiais de construção, oficinas mecânicas e de bicicletas, atividades da construção civil, serviços médicos, odontológicos e de fisioterapia. 

Todas essas atividades deverão seguir as novas regras de higiene e de ocupação do espaço físico, para reduzir o risco para clientes e funcionários.

As regras de restrição de circulação e isolamento social seguem até 30 de junho e continuam liberadas as atividades essenciais que estão em funcionamento nas últimas semanas, como mercados e supermercados, farmácias, padarias, pet shops e postos de combustíveis. 

Prefeitura de Niterói reagiu, afirmando que ação possui 'nítido caráter midiático' - Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil realizaram, nesta segunda-feira (25), operação para cumprir mandados de busca e apreensão de investigados por compor organização criminosa voltada para a prática de crimes licitatórios e lavagem de capitais, possivelmente envolvendo funcionários públicos da Fundação Municipal de Educação de Niterói (FME) e representantes de empresas que firmaram contratos durante a situação de emergência em saúde decorrente da pandemia de covid-19, referente à compra de álcool em gel e sabonete líquido.

A Prefeitura de Niterói reagiu e, por meio de nota, afirma que a aquisição de 10 mil unidades de álcool em gel (500 ml) e 10 mil unidades de sabonete líquido (500 ml), no valor total de R$ 293.800,00, essencial para abastecer todas as unidades de ensino da cidade, com objetivo de proteger a saúde dos integrantes da comunidade escolar (profissionais da educação e estudantes), obedeceu rigorosamente à lei.

De acordo partir da análise de documentos, feita pelo MPRJ, há indícios de que a empresa investigada não realizou qualquer aquisição de produtos para fins de revenda ou de insumos para produzi-los, embora uma das notas fiscais analisadas diz respeito à venda de 10 mil unidades de álcool em gel e de sabonete líquido para a FME. Diligência realizada no almoxarifado da Fundação averiguou que ali não havia registro de entrada de nenhuma das referidas mercadorias.

No entanto, a Prefeitura afirma que todo o material já foi entregue e está no almoxarifado da FME, conforme pode ser observado por meio de registros fotográficos. Esse material já começou a ser utilizado em ações específicas da Secretaria de Educação, como a distribuição nas escolas de cestas básicas, e assim continuará em relação à distribuição de material pedagógico para famílias e alunos atendidos pela rede municipal.

Além disso, o Município destaca que a utilização de álcool em gel e sabonete líquido é essencial para proteger todos os profissionais de educação, sendo medida recomendada com ênfase pelas autoridades sanitárias. A distribuição terá caráter ostensivo, assim que as aulas presenciais regulares forem retomadas, quando as medidas de higienização deverão permanecer, por longo tempo, como estratégia de prevenção.

O MPRJ também ressalta que, em virtude da propagação do covid-19, a Anvisa editou resolução autorizando excepcionalmente a fabricação e comercialização, por empresas fabricantes de medicamentos saneantes e cosméticos regularizadas, de preparações antissépticas ou sanitizantes sem sua prévia autorização. Desta forma, tendo em vista seu enquadramento empresarial, a empresa não poderia sequer ter comercializado álcool em gel para a FME.

Segundo o órgão, a investigação deve prosseguir visando identificar, ainda, outras contratações irregulares entre o Poder Público Municipal e as pessoas físicas e jurídicas apontadas no inquérito, que giram em torno de um milhão e seiscentos mil reais.

O MPRJ obteve, junto ao Juízo da Vara Criminal Especializada da comarca da Capital, a expedição de mandados de busca e apreensão no endereços dos alvos, além do bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados e a suspensão do pagamento de toda e qualquer prestação supostamente devida pelo município de Niterói às empresas investigadas.

A Prefeitura de Niterói reagiu, afirmando que a ação expõe servidores públicos à execração pública, com o nítido caráter midiático, e até parece ter outros objetivos já que a FME sempre esteve à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos, inclusive junto ao Ministério Público Estadual. A Fundação Municipal de Educação estranha e lamenta que, para apurar uma compra totalmente legal, cujo material já até foi entregue, no valor de R$ 293.800,00, alguns promotores do MPRJ tenham recorrido a uma operação com apelo midiático, quando todos os servidores públicos da FME sempre estiveram prontos e disponíveis a prestar esclarecimentos.

Será pago um salário mínimo, por três meses, para até nove empregados de empresas de Niterói - Foto: Berg Silva/Prefeitura de Niterói

As inscrições para o programa Empresa Cidadã 2 terminam nesta terça-feira (26). O poder público municipal vai fazer o pagamento de um salário mínimo, por três meses para até nove empregados de empresas, entidades religiosas e organizações sindicais com até 40 funcionários, com expectativa de beneficiar 5 mil funcionários. Como contrapartida, as empresas se comprometem a não reduzir os postos de trabalho até seis meses após a adesão ao programa. A nova etapa inclui clubes e entidades filantrópicas de Niterói, que terão o auxílio no pagamento de até 20 funcionários, sem número máximo de empregados. A inscrição pode ser feita no site: www.empresacidada.niteroi.rj.gov.br.

De segunda (25) a quarta-feira (27), serão entregues os cartões para os microempreendedores individuais do município que estão com inscrições ativas no cadastro da Secretaria Municipal de Fazenda, residam no município, e tenham solicitado, entre os dias 8 e 14 de maio, a adesão ao programa para o recebimento de um auxílio de R$ 500, por três meses, através de um cartão de compras. Os MEIs cadastrados receberão um aviso por e-mail sobre o dia, horário e local para retirarem seus cartões. Também será possível fazer a consulta no site da SMF.

Fundação Municipal de educação é alvo de operação do MPRJ e Polícia Civil - Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói

A Prefeitura de Niterói reagiu à operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil, nesta segunda-feira (25), que teve como alvo possíveis irregularidades na aquisição de álcool em gel e sabonete líquido pela Fundação Municipal de Saúde (FME). Por meio de nota, o município afirma que a compra foi legal.

Segundo a Prefeitura, todo o material já foi entregue e está no almoxarifado da FME, conforme pode ser observado por meio de registros fotográficos. Esse material já começou a ser utilizado em ações específicas da Secretaria de Educação, como a distribuição nas escolas de cestas básicas, e assim continuará em relação à distribuição de material pedagógico para famílias e alunos atendidos pela rede municipal.

É importante destacar que a utilização de álcool em gel e sabonete líquido é essencial para proteger todos os profissionais de educação, sendo medida recomendada com ênfase pelas autoridades sanitárias. A distribuição terá caráter ostensivo, assim que as aulas presenciais regulares forem retomadas, quando as medidas de higienização deverão permanecer, por longo tempo, como estratégia de prevenção.

Veja, a seguir, a nota da íntegra:

A Fundação Municipal de Educação de Niterói esclarece, a bem da verdade, que a aquisição de 10 mil unidades de álcool em gel (500 ml) e 10 mil unidades de sabonete líquido (500 ml), no valor total de R$ 293.800,00, essencial para abastecer todas as unidades de ensino da cidade, com objetivo de proteger a saúde dos integrantes da comunidade escolar (profissionais da educação e estudantes), obedeceu rigorosamente à lei.

Todo o material já foi entregue e está no almoxarifado da FME, conforme pode ser observado nas fotos em anexo. Esse material já começou a ser utilizado em ações específicas da Secretaria de Educação, como a distribuição nas escolas de cestas básicas, e assim continuará em relação à distribuição de material pedagógico para famílias e alunos atendidos pela rede municipal. É importante destacar que a utilização de álcool em gel e sabonete líquido é essencial para proteger todos os profissionais de educação, sendo medida recomendada com ênfase pelas autoridades sanitárias. A distribuição terá caráter ostensivo, assim que as aulas presenciais regulares forem retomadas, quando as medidas de higienização deverão permanecer, por longo tempo, como estratégia de prevenção.

A Fundação Municipal de Educação ressalta que sempre pautou suas ações pela transparência e lisura. E, justamente por não tolerar qualquer tipo de desvio de conduta e estar sempre à disposição dos órgãos de controle para qualquer esclarecimento, surpreendeu-se com a desproporcionalidade da operação de hoje de alguns promotores do Ministério Público Estadual.

A ação que expõe servidores públicos à execração pública, com o nítido caráter midiático, até parece ter outros objetivos já que a FME sempre esteve à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos, inclusive junto ao Ministério Público Estadual. A Fundação Municipal de Educação estranha e lamenta que, para apurar uma compra totalmente legal, cujo material já até foi entregue, no valor de R$ 293.800,00, alguns promotores do MPRJ tenham recorrido a uma operação com apelo midiático, quando todos os servidores públicos da FME sempre estiveram prontos e disponíveis a prestar esclarecimentos.

Quem vai reparar o dano à imagem desses servidores públicos, expostos de maneira tão covarde e irresponsável?

Nesta semana também, será aberto o processo de inscrição para motoristas de aplicativos receberem o auxílio - Foto: Divulgação

A partir desta segunda-feira (25), permissionários e trabalhadores de bancas de jornal receberão o benefício social emergencial, no valor de R$ 500, pago pela Prefeitura de Niterói. Nesta semana também, será aberto o processo de inscrição para motoristas de aplicativos receberem o auxílio. Para se cadastrarem e terem direito a este benefício, os profissionais precisam comprovar que são moradores de Niterói e que já atuam no município há seis meses por, pelo menos, 30 horas semanais.

Outro grupo que receberá o benefício será o de quiosqueiros. Para esta categoria, o pagamento está previsto para sexta-feira (29). Os produtores agroecológicos também foram incluídos no programa assistencial do Município, bem como os pescadores artesanais, que serão atendidos nas próximas semanas.

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