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Qui, Maio

Abordagem agora será feita em vários pontos do município - Foto: Luciana Carneiro / Prefeitura de Niterói

Medida antes adotada somente nas barreiras e em alguns poucos pontos do município, a aferição da temperatura corporal das pessoas será ampliada por toda a cidade de Niterói. De acordo com o anúncio do prefeito Rodrigo Neves, feito na noite desta quarta-feira (20), todos os guardas municipais que atuam no município terão o equipamento de testagem da temperatura. 

Os agentes farão a abordagem das pessoas que estiverem nas ruas. Caso seja verificado que a pessoa está com febre, ela será orientada a procurar as unidades básicas de saúde de Niterói para que sejam feitos os exames necessários, assegurando o tratamento, caso estejam com covid-19. Os bloqueios nos pontos limítrofes serão mantidos e reforçados, segundo a prefeitura. 

Rodrigo Neves ainda lembrou que o uso de máscara é obrigatório em toda a cidade e, a partir desta quinta-feira (21), haverá multa de R$ 180 para quem não cumprir a determinação. 

Flexibilização

Nesta quinta, Niterói flexibiliza o isolamento social rígido. O plano de transição conta com um sistema de cores que identifica os estágios do combate ao coronavírus na cidade e os níveis de restrição de circulação e isolamento social. Os estágios terão as cores preta (situação extremamente grave da pandemia), vermelho (situação muito grave, com restrições de circulação mais rígidas - estágio atual), laranja (atenção máxima) e amarelo (alerta). O sinal verde só deverá ser adotado quando estiver disponível uma vacina contra a covid-19. Esse plano de retomada gradual foi desenvolvido pela Prefeitura de Niterói com apoio da Fiocruz, UFF e UFRJ.

De acordo com o prefeito, a cidade entra agora no estágio laranja. Com isso, será permitido o funcionamento de lojas de material de construção, oficina mecânica, serviços médicos e odontológicos e óticas. Shopping, centros comerciais, escolas, universidades, praças públicas, cinemas, teatros, restaurantes, bares e clubes continuam fechados.

Entre sexta e sábado, será realizado um conjunto de treinamentos e protocolos de medidas que serão tomadas pelas atividades permitidas no sinal laranja. A partir da próxima segunda-feira (25), também passam a funcionar os escritórios de contabilidade e de advocacia.

As praias de Niterói estavam interditadas desde o dia 19 de março. A partir desta quinta-feira, a circulação volta a ser permitida para atividades individuais, porém com esquema de rodízio de horários e com uso obrigatório de máscaras, sob pena de multa de R$ 180. Das 6h às 9h e das 16h às 22h para pessoas abaixo de 60 anos e das 9h às 11h para idosos. A prefeitura não informou como será feito o controle das pessoas na orla.

As sete barreiras sanitárias instaladas em pontos estratégicos da cidade continuam até o dia 30 de junho. Quando implementadas, no início de maio, agentes de segurança pública aferiam a temperatura de todos os ocupantes dos veículos. Ao longo do tempo, essa fiscalização foi sofrendo um afrouxamento.

Com as novas medidas, o Executivo não esclareceu de que forma será feita a abordagem para a entrada de veículos em Niterói, visto que o movimento vai aumentar consideravelmente após a abertura de parte do comércio.

Live da Prefeitura

Após a realização de mais uma live diária da Prefeitura de Niterói, para informar à população sobre os dados atualizados do coronavírus, o prefeito também citou como funcionará o esquema de flexibilização responsável da cidade agradecendo a perseverança do povo niteroiense e também o trabalho de sua equipe. Segundo ele Niterói não tem "política de avestruz".

"Não adianta o governante fazer que nem avestruz e botar a cabeça no buraco. Tem que encarar e resolver". disse Rodrigo, prefeito de Niterói.

O veículo havia sido roubado há dois meses - Foto: Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou um carro roubado na Ponte Rio-Niterói (BR-101). O flagrante aconteceu na manhã de quarta-feira (20).

Em fiscalização na Ponte, policiais pararam um carro, com um ocupante. Ao realizarem consulta nos sistemas de segurança, constataram que o veículo possuía registro de roubo, em março de 2020.

O carro e o condutor foram encaminhados à 76° DP (Niterói).

Volta gradual das atividades será permitida a partir desta quinta-feira - Foto: Leonardo Simplício / Prefeitura de Niterói

Depois de cerca de 60 dias de isolamento social, Niterói está adotando, a partir desta quinta-feira (21), a flexibilização das medidas de restrição. A decisão, no entanto, acontece em um dos períodos mais críticos da pandemia no estado e no país. O Rio de Janeiro atingiu ontem o recorde de óbitos em decorrência da doença, com 227 novas vítimas. Somente em São Gonçalo, cidade vizinha, foram 15 mortes em 24 horas.

Em Niterói, segundo os dados anunciados pelo prefeito Rodrigo Neves durante uma live diária na redes sociais, são 1387 casos, sendo 748 infectados em isolamento domiciliar ou nos centros de quarentena e 64 internados. Outras 497 pessoas se recuperaram e 78 morreram por complicações causadas pelo novo coronavírus.

Apesar disso, Rodrigo Neves garantiu que a flexibilização, chamada por ele de "medida de transição gradual ao novo normal" é pautada na ciência e em dados analisados por especialistas.

"O aspecto mais importante de toda essa nossa batalha, e que Niterói esteja na situação que inspira atenção de todos nós - muito menos dramática e caótica que outras cidades - devemos, sobretudo, à disciplina e ao esforço de cada um dos niteroienses, que perseveraram juntos nessas oito semanas de isolamento social", observou Neves.

O prefeito ainda afirmou que Niterói é uma das cidades que conseguiram o melhor resultado em termos de adesão ao isolamento:

"Os dados indicam que Niterói atingiu entre 80% e 90% do isolamento social desejável. É o melhor isolamento social do Rio e, provavelmente, do Brasil. Com isso, achatamos a curva desse ciclo de epidemia, reduzimos a taxa de transmissão do vírus, de letalidade e proporção de ocupação de leitos. Isso tudo foi muito importante para os próximos passos", justificou o prefeito.

Durante as explicações enumeradas por Rodrigo Neves na live, grande parte dos internautas, no entanto, não concordaram com a flexibilização das medidas de isolamento.

"Senhor prefeito, a guerra não está vencida. Será a hora mesmo de flexibilizar?", argumentou um internauta.

"Centro de Niterói com muitas pessoas sem máscaras. Este vírus tem um alto índice de contágio e contaminação. Vai ter que morrer mais para voltar atrás", disse outro espectador.

Em um gráfico apresentado durante a transmissão ao vivo, a prefeitura comparou a taxa de letalidade com outros municípios. Niterói, segundo os dados apresentados, tem 5,3% de letalidade, o menor entre os indicados na tabela. A cidade vizinha, São Gonçalo, tem 14%. A capital fluminense, epicentro da pandemia no estado, tem 14,7%, enquanto Duque de Caxias tem 12,8%. Esses dados, segundo a prefeitura, são alguns dos que contribuíram na tomada de decisão.

Com a volta gradual das atividades econômicos e sociais, o prefeito de Niterói destacou que a população deverá adotar novos hábitos de convívio, enquanto o mundo ainda "corre atrás" da vacina contra a covid-19. Essa mudança também foi defendida pelo secretário de Saúde, Rodrigo Oliveira.

"Isso (dados) mostra a eficácia de Niterói na resposta ao covid-19. Esses resultados hoje possibilitaram que Niterói entre numa nova fase. A guerra não está vencida, mas Niterói tem condições de estabelecer essa nova fase. É gradual e será feita com segurança. Infelizmente, enquanto o mundo não descobrir a vacina, vamos ter que nos acostumar com uma nova forma de viver em sociedade", ressaltou o secretário.

Cores

A flexibilização será definida através de um sistema de cores. Os estágios terão as cores preta (situação extremamente grave da pandemia), vermelho (situação muito grave, com restrições de circulação mais rígidas – estágio atual), laranja (atenção máxima) e amarelo (alerta).

De acordo com a prefeitura, um conjunto de fatores avaliados por um conselho - que será liderado pelo reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Cláudio da Nóbrega - será determinante para a mudança de cor. Esses fatores são a taxa transmissão do vírus na cidade e a capacidade de atendimento e internação. O peso da avaliação, em 55%, será da capacidade de transmissão da doença. A Prefeitura de Niterói ainda explicou que a cidade pode regredir ao estágio anterior e voltar a adotar o isolamento mais rígido.

Nesta quinta-feira (21), Niterói passará para do estágio vermelho para o laranja e serão autorizados a abrir as portas as óticas, consultórios e clínicas médicas e odontológicas, lojas de material de construção e oficinas mecânicas. Quem não fizer parte desses serviços, deverão permanecer em isolamento até 30 de junho, conforme o novo decreto da prefeitura.

As atividades físicas individuais serão permitidas na orla niteroiense, mas em esquema de rodízio. Das 6h às 9h para pessoas abaixo de 60 anos; das 9h às 11h para idosos, e das 16h às 22h para menores de 60. O uso de máscaras será obrigatório para todos, sob pena de multa de R$ 180.

"As praias continuam fechadas para esportes coletivos. Não vamos permitir, em hipótese alguma, aglomerações nas praias", reforçou Rodrigo Neves.

Entre o dia 22 e 23 serão iniciados treinamentos de protocolos de medidas sanitárias que deverão ser praticadas pelos estabelecimentos permitidos no sinal laranja a partir de segunda-feira (25), como escritórios de contabilidade e advocacia. Todas essas atividades que serão permitidas, segundo Neves, estão detalhadas no decreto que está sendo publicado nesta quarta-feira.

 

 

 

AUFF contribuiu através do Observatório do Turismo do Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

A covid-19 ocasionou preocupações no mundo todo sobre como a quarentena afetaria o funcionamento dos setores econômicos. O setor de turismo tem na mobilidade das pessoas seu principal fundamento e, em função dessa natureza, é uma das áreas mais afetadas pelo cenário atual. A par dessa realidade, os grupos de pesquisa que fazem parte da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT) desenvolveram um estudo sobre os efeitos da pandemia no setor de Turismo no Brasil. Ao todo, foram onze observatórios do país colaborando na construção desse estudo. A Universidade Federal Fluminense (UFF) contribuiu através do Observatório do Turismo do Rio de Janeiro, grupo de pesquisa coordenado pelos professores Osiris Ricardo Bezerra Marques e João Evangelista Dias Monteiro, ambos da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF.

O estudo denominado “Sondagem empresarial dos impactos da covid-19 no setor de Turismo no Brasil” surgiu com o objetivo de produzir análises que pudessem auxiliar os governos estaduais e municipais a entender demandas e necessidades das empresas dessa área no país, visando à elaboração de ações governamentais para minimizar os danos no setor. “Até então cada grupo conduzia suas pesquisas de maneira isolada. Com o surgimento do novo coronavírus, a RBOT detectou a necessidade de produzir em conjunto. Tornou-se essencial a investigação de alguns dados em esfera nacional para compreender efeitos específicos da pandemia no turismo. Portanto, os observatórios da rede enxergaram a oportunidade de realizar um trabalho em equipe para monitorar os impactos do coronavírus em negócios do turismo”, explica o professor Osiris.

O docente relata que o fundamento da pesquisa está em demonstrar como as empresas estão se saindo em termos de recuperação, faturamento, demissões, fôlego para sobrevivência, além do fluxo de caixa.

“Para entender a evolução das decisões e expectativas dos empresários do setor ao longo dos meses de janeiro a abril de 2020, o grupo discutiu ajustes em um questionário inicial já elaborado pelo Observatório de Turismo do Estado de São Paulo. Depois de adaptar as perguntas para aplicação em nível nacional, cada observatório ficou responsável em divulgar o questionário nos municípios de seu estado. A pesquisa foi realizada com 4.921 empresas, em treze estados, entre 8 e 27 de abril. Por fim, compilamos e organizamos as informações para que todos os membros da RBOT divulgassem”, conta Osiris.

Turismo: do crescimento ao colapso

Ao perceber que o turismo ainda é bastante vulnerável em relação à sua capacidade de recuperação, dada sua essência, Osiris destaca, em primeiro lugar, uma realidade do setor que se reflete na pesquisa: a maior parte são microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas - mais de 90%. “Em grande proporção, essa característica explica os resultados que obtivemos. Percebemos também que os negócios turísticos passam a ser afetados especialmente em março e abril de 2020”, sinaliza. De maneira específica, Osiris aponta algumas conclusões importantes do estudo.

“Verifica-se que 45% das empresas entrevistadas demitiu ou vão demitir funcionários. Sobre a expectativa de recuperação, cerca de 51% delas aguardam que se concretize no ano de 2021, enquanto 12% acredita que isso só ocorrerá de 2022 em diante. Contudo, por serem micro e pequenos negócios, seu fôlego de sobrevivência é muito curto: 30% dos negócios possuem fluxo de caixa para sobreviver apenas um mês; outros 27%, de um a dois meses, e 20% dos negócios conseguem sobreviver de dois a quatro”, evidencia.

Já o professor João Evangelista, também coordenador do Observatório do Turismo do Rio de Janeiro, narra que apesar do crescimento contínuo do fluxo de viagens internacionais no mundo nos últimos dez anos, a pandemia pode ser realmente grave para o turismo. “Entre 2009 e 2019, a proporção de turistas aumentou consideravelmente. Segundo dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (CMVT), em 2019 o setor representava 10,3% do PIB mundial e era responsável por 300 milhões de empregos diretos no mundo. As medidas de restrição implantadas em função da pandemia interromperam esse período de crescimento do turismo global e os negócios estão entrando em colapso. Projeções da Organização Mundial do Turismo (OMT) divulgadas no dia 12 de maio mostram que os cenários rumam para retração de 58% a 78% no fluxo de turistas internacionais”, admite.

O especialista ressalta que os dados levantados pelo estudo da RBOT indicam uma deterioração nas condições de atividades turísticas no Brasil.

“Cerca de 30% das empresas adotaram alguma estratégia de redução de preços como resposta à queda na demanda em função do isolamento social. A partir daí, começaram a sofrer alguns impactos, como retração no faturamento. No final de abril, mais de 60% delas estavam em quarentena, fechadas ou com redução de 100% nas receitas”, conta. João ressalta que, neste momento, o grande desafio é salvar o maior número de negócios, minimizando os impactos da pandemia, e que uma solução seria prover crédito de baixo custo para o setor. Segundo ele, as ações governamentais são de elevada necessidade para o suporte à recuperação do setor nos próximos meses, até o ano de 2021.

Diante dessa conjuntura, Osiris pontua que as perspectivas para a área do turismo não são promissoras, como refletem os resultados apurados no estudo.

“Sem movimentação de pessoas, não há turismo e todos os negócios que dependem dele, de forma direta ou indireta, podem desaparecer. Apesar de algumas medidas já anunciadas pelo governo federal serem importantes num primeiro momento, elas têm um prazo de duração. Parece insuficiente quando o setor exige certa atenção das políticas de assistência em um prazo mais longo. Além disso, a burocracia é um fator que tem dificultado o acesso das empresas aos recursos disponibilizados”, expõe.

Por fim, o professor traz um questionamento que, se respondido, pode ajudar o setor a enfrentar os desafios que vivencia no momento.

“É preciso saber quando as pessoas poderão viajar com segurança. A principal fonte para a resolução desse impasse é o conhecimento científico; por isso ele é tão fundamental. Apesar das dificuldades impostas pela quarentena, é necessário um esforço coletivo para que universidades e centros de pesquisa cumpram seu papel e continuem a produzir conhecimento de qualidade. Tenho orgulho de poder colaborar na área em que atuo e compor o mosaico das diversas pesquisas e ações que estão sendo implementadas”, conta.

Homenagem havia sido convocada pelo prefeito Rodrigo Neves - Foto: Arquivo Pessoal

Em um ato cativante, vários niteroienses foram às janelas, sacadas e quintais de suas casas aproximadamente às 20h desta terça-feira (19) para, em um ato simbólico, aplaudir e agradecer a todos os profissionais de saúde do município que estão na linha de frente do combate ao coronavírus.

Com gritos, aplausos e assobios, os moradores exaltaram o comprometimento e o trabalho das equipes de saúde na cidade através dessa homenagem que foi sugerida e convidada pelo prefeito Rodrigo Neves, durante uma de suas lives diárias pelo facebook. 

Os profissionais de saúde e de serviços essenciais têm sido muito importantes e estão sendo considerados os “heróis da pandemia”.

O movimento agradeceu a esses profissionais e de todos os serviços essenciais, pois graças a eles, os moradores de Niterói podem se proteger e respeitar o isolamento social devidamente.

Na chamada para o movimento a prefeitura havia publicado a seguinte nota:

“É hoje: nossa gratidão vai ecoar pela cidade #NiteroiAplaudeQuemCuida

Os profissionais dos serviços essenciais, que se arriscam todos os dias diante da pandemia do novo coronavírus, merecem os nossos aplausos e reconhecimento. Por isso, hoje, 19 de maio, às 20h, vamos para nossas janelas demonstrar apoio, respeito e gratidão. Especialmente neste momento difícil, atitudes como essa são motivadoras! Demonstre a sua empatia: utilize a hashtag #NiteróiAplaudeQuemCuida. Por esses guerreiros, fique em casa e, se precisar sair, use máscara de proteção.”

Salomão Guerchon foi um dos fundadores da CDL de Niterói - Foto: Divulgação

Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro (FCDL-RJ), seus diretores e CDLs lamentam a morte do empresário, advogado e dirigente do movimento lojista Salomão Guerchon, 92 anos, ex-presidente da CDL de Niterói e da FCDL-RJ.

O presidente da FCDL-RJ, Marcelo Mérida, apresenta seus sentimentos à família pela perda, enfatizando que Salomão Guerchon “engrandeceu o movimento lojista, defendendo o comércio como uma força que emprega, ativa a economia e ajuda a construir um país melhor, tendo sido destaque na Câmara de Dirigentes Lojistas de sua cidade, Niterói, e um valoroso e pioneiro presidente da Federação das CDLs do Estado do Rio”.

Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense em 1954, Salomão Guerchon foi um dos fundadores da CDL de Niterói, tendo sido presidente nos períodos de 1966 a 1967, de 1974 a 1975 e de 1987 a 1989. Salomão Guerchon foi presidente da FCDL-RJ no período de 1974 a 1976.

O empreendedor Salomão Guerchon, que atuava na área de administração e do comércio, era proprietário da empresa mobiliária Moderna.

Salomão Guerchon faleceu na manhã desta terça-feira (19), e seu sepultamento será realizado nesta quinta-feira (21), às 9h, no Memorial do Carmo no Caju, Rio de Janeiro.

Foram 78 mortes pela doença confirmadas no município - Foto: Douglas Macedo / Prefeitura de Niterói

Perseverante no combate a pandemia do novo coronavírus, o município de Niterói atingiu no boletim atualizado nesta terça-feira (19) pela prefeitura 1.387 casos de Covid-19 confirmados em moradores da cidade. O número mostra um aumento de 92 casos em relação ao que foi registrado na segunda-feira, quando eram 1.295 pacientes. E nessa nova atualização o município contabilizou mais 4 casos fatais da doença em relação ao último boletim divulgado chegando a um total de 78 óbitos.  Na live de segunda (18) o prefeito divulgou 74 óbitos na cidade.

Dos pacientes confirmados com a covid-19, 748 estão em isolamento domiciliar e sendo acompanhados pela Fundação Municipal de Saúde, 64 se encontram hospitalizados e 497 recuperados.  Vale ressaltar que o município segue firme no isolamento social que foi prorrogado pelo executivo até o dia 20 de maio, quando será colocado um plano de flexibilização gradual e responsável na cidade. O lockdown ainda está sendo realizado no município. O prefeito citou ainda que o município foi a 1ª cidade a registrar óbito no Estado do Rio, no dia 19 de março, e conseguiu evitar o avanço descontrolado do contágio.

Rodrigo Neves ainda lembrou a população que os casos confirmados vão seguir aumentando ainda mais por conta do programa de testagem massiva em moradores de Niterói através dos testes rápidos, que foram iniciados no dia primeiro de maio. Com isso o município já tem uma proporção de testes em relação a habitantes semelhante a cidades de países desenvolvidos.  O prefeito ainda ressaltou que já foram realizados mais de 6 mil testes em moradores da cidade.

Outro ponto citado na live foi a distribuição de mais 1 milhão de máscaras para os moradores da cidade. O uso continuará sendo obrigatório.

Município deverá apresentar relatório dos resultados até agora obtidos pelo isolamento instituído na cidade - Foto: Marcelo Feitosa

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania de Niterói, instaurou inquérito civil para apurar informações sobre as condições do sistema de saúde e os resultados do isolamento social instituídos na cidade de Niterói que venham a fundamentar decisão da prefeitura para agravamento, manutenção ou afrouxamento das restrições atuais.

O MPRJ informou que tomou ciência de intenção do Poder Executivo Municipal em retomar parte das atividades comerciais e afrouxar regras de isolamento social, com possível liberação ao funcionamento de lojas materiais de construção, oficinas mecânicas e de bicicletas, atividades da construção civil, serviços médicos e odontológicos, repartições públicas, concessionárias de automóveis, lojas de colchões, óticas e salões de beleza.

De acordo com o MPRJ, que já vinha apurando a situação em procedimento preparatório, a cidade vem implementando medidas de restrição de circulação e de atividades, adotando medidas com respaldo em orientações técnico-sanitárias, bem como em consonância com o ordenamento jurídico, com o objetivo de prevenção do aumento rápido da transmissão comunitária do novo coronavírus. Nesse acompanhamento, o MPRJ chegou a recomendar ao Município a impossibilidade de restringir o acesso ao sistema de saúde do Município, situação que foi observada na aplicação das medidas de restrição.

No entanto, há dado recente de que a taxa de ocupação dos leitos públicos alcançava o percentual de 80% e dos leitos de UTI na rede privada ultrapassava o marco de 90%, além da informação no sentido de que parte da população de Niterói estaria retrocedendo na adesão às medidas de isolamento social ampliado, chegando a apenas 53% de adesão, resultando em aglomerações em diversas localidades, enquanto a meta era alcançar 70% de adesão.

Diante dos fatos, o MPRJ intimou o Município a apresentar relatório dos resultados até agora obtidos pelo isolamento instituído na cidade, contendo o percentual da taxa de adesão ao isolamento, bem como para informar as condições do sistema de saúde, com informação expressa do número de leitos existentes e ocupados na rede pública e particular, para apresentar a curva de crescimento da contaminação e das mortes e todos os demais elementos de informação disponíveis que venham a fundamentar novas decisões. O objetivo, segundo o Ministério Público, é continuar aferindo a legalidade dos atos que vierem a ser praticados, restritivos ou de afrouxamento, bem como acompanhar questionamentos decorrentes de sua aplicação.

Pesquisadores observam que o novo coronavírus pode provocar doenças neurológicas em alguns casos - Foto: Divulgação / Fiocruz

A pandemia do novo coronavírus é o maior desafio médico desde a gripe espanhola em 1918. Apesar de a insuficiência respiratória ser um dos principais sintomas, disfunções em outros órgãos, como os do sistema nervoso, também têm sido observadas por cientistas e podem ser subnotificadas. Um estudo do Complexo Hospitalar de Niterói, em parceria com a Fiocruz, intitulado New Coronavirus and the Nervous System: Should Neurologists Be Concerned?, tem o objetivo de analisar o perfil neurológico dos pacientes infectados pela covid-19 e observar como o vírus pode comprometer o sistema nervoso, para orientar os profissionais da saúde sobre os protocolos clínicos adequados.

Marcus Tulius Silva, neurologista do Complexo Hospitalar de Niterói e um dos autores do estudo, explica como o microrganismo pode chegar ao cérebro. “O vírus, também conhecido como SARS-CoV-2, invade as células do organismo, através de um receptor celular, com as quais apresenta alta afinidade. Ainda que a infecção seja, primordialmente, respiratória, os receptores por onde acontecem a invasão são encontrados em todo o organismo, inclusive no tecido cerebral.”

Os principais impactos neurológicos observados em pacientes infectados são a encefalite, a encefalomielite e crises convulsivas, além da diminuição do nível de consciência, em alguns casos. Tais problemas podem apresentar alto índice de mortalidade e causar graves sequelas. Ainda que os desdobramentos neurológicos em pacientes com covid-19 representem um número menor de casos, também há evidências de que há maiores riscos de ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC) durante a doença. “Por isso, é necessário que os neurologistas também estejam muito atentos”, comenta o médico.

O estudo também traça dados comparativos entre a pandemia da covid-19 e os desdobramentos neurológicos observados na epidemia de SARS, ocorrida em 2002, também causada por um tipo de coronavírus. Em 2005, no final da epidemia, especialistas realizaram autópsias em oito pacientes infectados pelo SARS e observaram que todos apresentavam vestígios do vírus no tecido cerebral.

“Novas informações a respeito dos efeitos do novo coronavírus no organismo são constantes, mas já se sabe que não se trata de uma simples infecção respiratória inofensiva. Portanto, medidas de prevenção propostas pela OMS e pelo Ministério da Saúde, como o isolamento social, o uso de máscaras de proteção e a higienização regular das mãos, devem ser adotadas amplamente para frear a curva de propagação do vírus.

 

Dom José Francisco Rezende Dias é arcebispo da Arquidiocese de Niterói - Foto: Divulgação

Não houve na História outro século mais inventivo que o século XX.

Um jornal da passagem de século relatava que tamanhas foram as descobertas e invenções do século XIX, que seria difícil imaginar o que o novo século traria. Isso, porque, em 1900, eles ainda não conheciam o avião, a penicilina, o celular, a televisão, o computador portátil. Eles ainda não tinham Internet!

O século XX trouxe todas as engenhocas que transformaram a vida e lançaram um novo olhar do humano sobre si mesmo.

Nesse quesito, as duas grandes guerras envolvendo, praticamente, todos os continentes, estrearam o aeroplano, a bomba atômica e o horror dos campos de extermínio, como instrumentos de carnificina e destruição total. Era a pujança da morte, com requintes nacionalistas.

Fomos capazes. E se não aprendermos, ainda seremos. Nossos limites não têm limite para o mal, mas também para o bem.

Tanto assim que, no entre guerras, logo em 1920, nascia um menino que viria transformar o olhar do mundo sobre si mesmo: Karol Józef Wojtyła, cuja vida começou na Polônia, a 18 de maio de 1920, e terminou no Vaticano, em 2 de abril de 2005.

Entre uma data e outra, o mundo foi seu campo de atuação e, cá entre nós, o mundo foi pequeno para ele. É que não existia, na esfera do conhecido, algo que pudesse abarcar a latitude e a longitude do seu olhar. Por isso, ele voltou o olhar para o alto, para o mais alto, para o que se situa além de tudo o que o pensamento consiga alcançar.

Conhecemos e convivemos com o Papa João Paulo II – um homem extraordinário, que extrapolou os limites do considerável, a quem chamamos de Santo, sempre com a sensação de ficar devendo algo à sua memória.

Que seu centenário de nascimento impulsione novas dimensões no agir e no ser. Que esse homem do futuro nos ensine a enxergar o presente. Em profundidade!

 

Dom José Francisco Rezende Dias é arcebispo da Arquidiocese de Niterói

Shopping oferece benefícios e descontos para aquecer as vendas - Foto: Reprodução

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o setor econômico sofreu uma estagnação. Com as medidas de isolamento social, comércios estão de portas fechadas há cerca de dois meses. Nesse momento, lojistas e empresários precisam se reinventar para não sentir ainda mais o impacto que a nova doença traz ao mundo inteiro.

Apostando na tecnologia como um meio de aproximar os clientes e viabilizar as vendas, o e-commerce tem sido a principal saída para a crise. É o caso, por exemplo, do Plaza Shopping, o principal centro comercial de Niterói. Com as restrições adotadas na cidade, a previsão para a reabertura de shoppings é somente em junho, mas a internet tem sido a principal aliada até lá.

Com o gancho do mês das mães, o shopping criou a campanha Ciclo do Bem, que nada mais é que a compra antecipada de vouchers com brindes e benefícios aos clientes. As compras no Plaza podem ser feitas pelo site www.ciclodobemshopping.com.br, onde são encontradas as opções de vale-presente das marcas que participam da ação. A plataforma de pagamento desenvolvida junto à netPDV foi criada especialmente para a ação, promovendo o teste e experimentação de um novo formato de vendas cashless na companhia. Ao adquirir um vale, o cliente ganha parte do valor de volta em sua conta, oferecida pela Ame, aplicativo de conta digital. A compra do voucher ainda dá direito a um kit da Maybelline NYcom quatro itens da marca líder de maquiagem mundial.

Os vale-compras podem ser utilizados nas lojas até o dia 31 de agosto de 2020, permitindo que o consumidor decida o melhor momento para visitar o shopping e retirar o presente escolhido com toda a comodidade e segurança. O prazo é o mesmo para pegar o kit da Maybelline NY. Já o lojista recebe o valor na mesma semana em que realizou a venda.

O delivery também é outra aposta. O shopping disponibiliza a opção de entrega dos presentes, que podem chegar no endereço escolhido até no mesmo dia da compra. Mais de 40 marcas participam da ação e podem ser consultadas no site oficial do shopping.

 

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