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Ter, Jun

País registrou 83.022 infectados e 4.634 mortos devido à covid-19 - Foto: Divulgação/EBC

A China diagnosticou cinco casos da covid-19 nas últimas 24 horas, anunciaram nesta terça-feira (2) as autoridades.

A Comissão de Saúde do país informou que os novos casos são todos oriundos do exterior e foram detectados nas províncias de Sichuan, Guangdong e Shaanxi, e no município de Xangai.

As autoridades de saúde informaram ainda que oito pacientes receberam alta nas últimas 24 horas. Com isso, o número de pessoas infectadas ativas é 73, incluindo três em estado grave.

De acordo com dados oficiais, desde o início da pandemia, a China registrou 83.022 infectados e 4.634 mortos devido à covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Até o momento, 78.315 pessoas tiveram alta.

As autoridades chinesas disseram que 745.613 pessoas que tiveram contato próximo com infectados estiveram sob vigilância médica, 4.642 das quais permanecem sob observação.

Em nível global, segundo balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 373 mil mortos e infectou mais de 6,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Cerca de 2,6 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus, detectado no fim de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido a China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,9 milhões, contra mais de 2,1 milhões no Continente Europeu), embora com menos mortes (mais de 163 mil, contra mais de 179 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais da metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, em um "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Cinco novos casos foram confirmados nesse domingo na capital japonesa - Foto: Agência Brasil

O governo metropolitano de Tóquio relaxou ainda mais as restrições sobre a atuação dos negócios, agora que o número de novos casos do novo coronavírus teve queda em relação ao pico.

Entrou em vigor nesta segunda-feira (1º) na capital japonesa a fase 2 do plano de recuperação da crise, em que é autorizada a reabertura de cursinhos, casas de espetáculos, academias e varejistas, incluindo lojas de departamentos.

Cinco novos casos foram confirmados nesse domingo (31) na capital japonesa. Pela primeira vez em seis dias, o total de novos casos ficou abaixo de dez.

O governo metropolitano planeja relaxar as restrições em etapas a cada duas semanas, sempre acompanhando a extensão das infecções. Poderá passar antecipadamente à etapa seguinte se o número de infecções continuar baixo.

Além disso, autoridades planejam emitir um “alerta para Tóquio”, em que pedirão à população que fique atenta para o risco de recrudescimento do contágio.

Autoridades de saúde observam atentamente a situação para decidir quanto à etapa 3, que inclui a reabertura de casas de karaokê e bares.

Alerta

O governo do Japão também pede à população que continue a tomar medidas de prevenção em relação ao coronavírus, em razão de um novo surto na cidade de Kitakyushu, no Sudoeste do país.

Em entrevista ontem, o ministro da Revitalização Econômica, também responsável pelo combate ao coronavírus, declarou que o governo não cogita voltar a declarar estado de emergência agora que as rotas de contágio estão identificadas.

Nishimura Yasutoshi fez, porém, a ressalva de que tem havido elevação significativa no número de infecções.

Autoridades governamentais dizem haver um risco de recrudescimento dos casos também em outras regiões. Pedem à população que continue a tomar medidas de prevenção — como, por exemplo, o distanciamento social e o uso de máscara ao reiniciar atividades sociais e de negócios.

Mesmo para a eventualidade de haver um contágio maior, o governo planeja enfrentá-lo por meio de uma intensificação do sistema de exames, de modo a detectar imediatamente quem tiver sido infectado. Além disso, pretende identificar os indivíduos que tenham estado em contato próximo com pessoas contagiadas.

O governo informou que, a partir de hoje, não solicitará à população para se abster de cruzar divisas provinciais — à exceção de Tóquio e três províncias vizinhas, assim como Hokkaido.

Autoridades estão, no entanto, pedindo aos habitantes da província de Fukuoka e da vizinha Yamaguchi que exerçam cautela em viagens para Kitakyushu.

Lacalle Pou mostra preocupação com novos contágios na região - Foto: Divulgação

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, foi nesta quinta-feira (28) à cidade de Rivera, que faz fronteira com Santana do Livramento (RS), para acompanhar de perto as ações de prevenção e combate ao novo coronavírus na região.

Ontem foram registrados oito novos casos de contaminação na cidade, que soma 38 casos no total e duas mortes. Santana do Livramento, no lado brasileiro, tem 35 casos e uma morte, de acordo com dados do site do governo do Rio Grande do Sul.

O Uruguai tem 803 casos confirmados da doença. Dessas, 650 pessoas já estão curadas e 22 morreram. Seis cidades brasileiras fazem fronteira com o país.

É a segunda vez que o presidente visita Rivera nesta semana. Na segunda-feira (25), Lacalle Pou havia estado na cidade, onde anunciou diversas medidas como a suspensão da data de início das aulas (previsto para junho), aumento no número de leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva), controles nos comércios e reforço nas fronteiras.

O mandatário disse ainda, na segunda-feira, que conversou com o presidente Jair Bolsonaro e que ambos manifestaram preocupação com as cidades fronteiriças e concordaram em ativar um tratado binacional de emergência sanitária.

"Estivemos aqui outro dia com parte da equipe do governo, e com a prefeitura também, avaliando medidas. Como estamos atentos ao assunto, viemos hoje para ver um pouco como estão funcionando os bloqueios (nas fronteiras), os testes aleatórios e a vida do povo de Rivera", disse hoje o presidente.

Entre as medidas adotadas em Rivera, estão barreiras sanitárias, instaladas em pontos estratégicos de acesso à cidade e um controle militar de estradas pelo Ministério da Defesa, impedindo a passagem, exceto por razões justificadas.

Também estão fazendo a checagem dos passageiros de ônibus intermunicipais, para verificar se têm febre ou sintomas respiratórios. No Uruguai, o uso da máscara é obrigatório e está sendo cobrado durante as viagens. Além disso, cerca de mil testes foram entregues a Rivera nesta semana, para testagem aleatória da população.

"Cada contágio nos preocupa, alguns principalmente pela maneira como ocorrem, por onde ocorrem e pela eventualidade de não poderem ser controlados. A ideia das autoridades de saúde pública é fazer testes aleatórios para descobrir se houve um contágio maciço ou não", afirmou Lacalle Pou.

O ministro da Saúde, Daniel Salinas, disse hoje que dos 266 testes aleatórios realizados na cidade nesta semana, e processados ​até quarta-feira (27) à noite, todos foram negativos. Mais de 120 pessoas de Rivera que tiveram contato com casos positivos foram postas em quarentena.

Reunião foi convocada pelo Canadá, a Jamaica e o secretário-geral da ONU, António Guterres - Foto: Mark Garten/ONU

Autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) informaram que vão se reunir nesta quinta-feira (28) com mais de uma dúzia de líderes mundiais para debater um reforço do apoio financeiro às economias emergentes, atingidas duramente pelas consequência econômicas da pandemia.

O encontro virtual coincide com o aumento das infecções pelo novo coronavírus em países em desenvolvimento e alertas de que isso custará mais do que os US$ 2,5 trilhões previstos inicialmente como necessários para enfrentar a crise. A reunião foi convocada pelo Canadá, a Jamaica e o secretário-geral da ONU, António Guterres.

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que muitos países em desenvolvimento, incluindo nações de renda média, carecem de fundos suficientes para combater a pandemia e investir na recuperação. "O trabalho continua. Mas não é urgente o suficiente", disse ela aos repórteres em um briefing pela internet.

Amina afirmou que a oferta do G20 e de credores do Clube de Paris, de suspender o pagamento de dívidas bilaterais oficiais dos países mais pobres até o fim de 2020, é um começo essencial, mas que outros esforços são necessários.

Das 77 nações elegíveis, só 22 solicitaram formalmente até agora uma suspensão no pagamento da dívida. Outras expressaram o temor de que isso prejudique sua capacidade de longo prazo de tomar dinheiro emprestado.

A reunião de quinta-feira incluirá participantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial, da União Africana, do Instituto Internacional de Finanças e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O objetivo é apresentar propostas concretas em oito semanas, afirmou a vice-secretária.

O esboço de um plano conceitual para a reunião pede que o FMI fortaleça a liquidez global, emitindo uma nova alocação de seu mecanismo Direitos Especiais de Saque, medida que tem encontrado oposição em Washington.

O documento também apoia a suspensão generalizada das dívidas de todos os países em desenvolvimento que requeiram a interrupção dos pagamentos - e não somente aqueles cobertos pela suspensão de dívidas do G20 - e pede soluções proativas de credores do setor privado, para evitar o custo ainda maior de uma "onda caótica de casos de inadimplência".

Alerta é de relatório do Unicef e da Save The Children - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Até o final deste ano, 86 milhões de crianças em todo o mundo podem acabar em situação de pobreza, segundo avaliação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da organização não governamental Save The Children. A estimativa das entidades considera que as circunstâncias socioeconômicas acentuadas durante a pandemia da covid-19 podem elevar em 15% a parcela de crianças que vivem sob essa condição.

Em países de baixa ou média renda, há possibilidade de que 672 milhões de crianças vivam com um nível de renda abaixo da linha da pobreza. Aproximadamente dois terços desse total estariam concentradas em países da África Subsariana e do sul da Ásia.

Apesar da média global, calcula-se que a agudização do cenário será maior em países da Europa e da Ásia Central, onde o índice de pobreza deve subir até 44%. Para a América Latina e Caribe, o crescimento previsto é de 22%.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, pensa na crise sanitária como o estopim de uma "crise socioeconômica sem precedentes". Segundo ela, as dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias colocam sob risco "anos de progresso em redução de pobreza infantil".

Em nota, as entidades destacam que, antes da pandemia, dois terços das crianças de todo o mundo eram privadas de acesso a "qualquer forma de proteção social", o que tornava "impossível" para suas famílias lidar com eventuais choques na renda. Tais circunstâncias, acrescentam, propiciavam maior chance de serem mantidas em um "ciclo intergeracional de pobreza”.

Em linhas gerais, o que o Unicef e a Save The Children recomendam é que as autoridades governamentais busquem estruturar programas que amparem, efetivamente, a população, como os de transferência de renda e aqueles que garantem a distribuição de merenda escolar, além de preparar fundos que possam ser usados futuramente. Para as entidades, a proteção social também depende do alinhamento com outros fatores, como regime fiscal, ampliação de empregos, acesso à rede de saúde e outros serviços.

País registrou o número mais elevado desde o início de abril - Foto: Divulgação/EBC

A Coreia do Sul registrou o seu maior aumento no número de casos de coronavírus em um único dia em aproximadamente dois meses. O total elevado resulta principalmente de um surto relacionado com um centro de logística situado na região metropolitana de Seul.

Em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira (28), autoridades sanitárias informaram que 79 casos foram registrados na quarta-feira. É o número mais elevado desde o início de abril.

Além disso, o total é quase o dobro do número registrado no dia anterior. Quarenta novas infecções foram confirmadas na terça-feira, dia antes do qual o total diário de casos estava em torno de 20.

Até o momento, um centro de logística de Bucheon, perto de Seul, é apontado como a origem de 69 casos. Uma concentração de contágios foi identificada segunda-feira no local.

Desde o início de maio, a Coreia do Sul vem adotando uma nova estratégia na crise. Procura possibilitar o retorno à vida normal ao mesmo tempo em que toma medidas para prevenir a propagação do vírus. A meta do governo é manter em 50 ou menos o número diário de novos casos.

É a primeira vez que o número de casos ultrapassa a meta.

Primeiro-ministro do Japão, Abe Shinzo, anunciou oficialmente o fim do Estado de Emergência no país - Foto: Agência Brasil

O primeiro-ministro do Japão, Abe Shinzo, anunciou oficialmente o fim do Estado de Emergência na região metropolitana de Tóquio e na província de Hokkaido, do norte do país. O anúncio segue-se à suspensão da medida na semana passada em três províncias da região oeste, incluindo Osaka e Kyoto. Agora nenhuma província japonesa é mantida em Estado de Emergência.

O governo tomou a decisão depois de consultar especialistas encarregados de avaliar a situação.

Tóquio, as vizinhas Kanagawa, Saitama e Chiba, e Hokkaido, no norte do Japão, eram as últimas províncias nas quais ainda vigorava o Estado de Emergência declarado pelo governo.

A medida, que esteve em vigor em todo o país desde o início de abril, já havia sido suspensa em 42 províncias até a semana passada.

Mesmo assim, as autoridades pedem à população que continue a fazer todo o possível para prevenir o risco de uma segunda onda de infecções. Entre as precauções solicitadas está a de procurar evitar ao máximo contatos interpessoais.

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