Pesquisa Quaest expõe empate técnico entre presidente Lula e Flávio Bolsonaro

Na consolidação de Lula estagnado e Flávio na crescente e com 65% dos eleitores indecisos

A pesquisa Quaest registrada no TSE sob o nº BR-00249/2026, realizada entre 5 e 9 de fevereiro com 2.004 entrevistados, margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de confiança, revela um cenário que vai além dos números superficiais. O dado mais relevante é que 65% dos eleitores permanecem indecisos no cenário espontâneo, índice que demonstra ausência de consolidação eleitoral.

No cenário estimulado mais direto, Lula aparece com 37% e Flávio Bolsonaro com 33%, configurando empate técnico dentro da margem estatística. No segundo turno, Lula registra 43% contra 38% de Flávio, diferença igualmente inserida no intervalo de erro.

A análise estatística do cruzamento entre conhecimento e potencial de voto é decisiva. Lula é conhecido por 96% do eleitorado. Desses, 42% afirmam que votariam nele, enquanto 54% declaram rejeição. Trata-se de um quadro de imagem amplamente consolidada após 4 mandatos presidenciais. Já Flávio é conhecido por 91%, com 36% declarando voto e 55% rejeição. A diferença de potencial positivo é de apenas 6 pontos, mesmo sendo pré candidato recente.

Do ponto de vista da ciência política, cenários com alto índice de indecisão tendem a favorecer candidaturas com menor desgaste acumulado e maior capacidade de mobilização temática. Segurança pública, controle de gastos e economia doméstica figuram historicamente como pautas sensíveis ao eleitorado conservador. Em contextos de percepção de aumento de despesas públicas e instabilidade fiscal, o voto tende a migrar para propostas de perfil mais rígido.

Outro fator relevante é a estagnação numérica do atual presidente nos cenários simulados, enquanto Flávio apresenta trajetória ascendente desde dezembro, quando tinha 5%, passando a 7% em janeiro e agora 10% no espontâneo.

A leitura técnica indica disputa aberta. Com 65% ainda sem escolha definida, há espaço concreto para crescimento consistente do campo conservador até 2026, pois mostra que o Flavio Bolsonaro não está estagnado e sim numa crescente, ao contrário do Lula.

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