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Ter, Jun

De 526.447 casos confirmados, 223.638 pacientes foram recuperados - Foto: Divulgação

O balanço diário divulgado hoje (2) pelo Ministério da Saúde trouxe 28.936 novas pessoas infectadas com o novo coronavírus, totalizando 555.383. O resultado marcou um acréscimo de 5,4% em relação a ontem (27), quando o número de pessoas infectadas estava em 526.447.

A atualização do Ministério da Saúde revelou 1.262 novas mortes, chegando a 31.199, o maior número de óbitos em 24 horas desde o início da pandemia. O resultado representou um aumento de 4,2% em relação a ontem, quando foram contabilizados 29.937 falecimentos por covid-19.

Em geral, aos domingos e segundas os números são menores em razão das limitações de alimentação do banco de dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana e são maiores ás terças-feiras pelo acúmulo de registros dos dias anteriores.

Do total de casos confirmados, 300.546 estão em acompanhamento e 223.638 foram recuperados. Há ainda 4.312 óbitos sendo analisados.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (7.994). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (5.686), Ceará (3.421), Pará (3.040) e Pernambuco (2.933).

Além disso, foram registradas mortes no Amazonas (2.102), Maranhão (997), Bahia (736), Espírito Santo (664), Alagoas (482), Paraíba (379), Rio Grande do Norte (341), Minas Gerais (289), Rio Grande do Sul (245), Amapá (237), Paraná (199), Distrito Federal (177), Piauí (180), Rondônia (172), Sergipe (172), Santa Catarina (148), Acre (165), Goiás (151), Roraima (120), Tocantins (79), Mato Grosso (70) e Mato Grosso do Sul (20).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (118.7556), Rio de Janeiro (47.953), Ceará (53.073), Amazonas (43.195) e Pará (41.207). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Maranhão (36.625), Pernambuco (35.508), Bahia (21.430), Espírito Santo (15.151) e Paraíba (14.859).

De acordo com o mapa global da universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o Brasil é o 2o colocado em número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos (1,82 milhão). O país é o 4o no ranking de mortes em decorrência da covid-19, atrás de Itália (33.530), Reino Unido (39.451) e Estados Unidos (106.046). A posição do país desce quando os números são comparados à população.

 

Nova parceria abrirá mais leitos para o tratamento de pacientes da covid-19 no estado do Rio - Foto: Divulgação

O Governo do Estado e a prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, fecharam nova parceria para abrir mais leitos para o tratamento de pacientes da covid-19 no estado do Rio. Cinquenta e seis leitos estão sendo disponibilizados para atender a população fluminense no quarto andar do Hospital Municipal DR. Moacyr do Carmo. A ala dedicada a casos do novo coronavírus ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde.

"Estou solicitando que o secretário de Saúde, Fernando Ferry, assuma a gestão do andar dedicado ao tratamento de casos da covid-19. Precisamos de mais leitos para começar a abrir a economia gradualmente", destacou o governador.

A Secretaria de Saúde atuará na convocação de profissionais de saúde e na compra de materiais. Cinquenta respiradores também serão entregues pelo governo estadual à unidade.

"Estamos estabelecendo uma grande parceria com a cidade de Caxias. Compraremos insumos, medicamentos e equipamentos que por ventura ainda sejam necessários", frisou o secretário estadual de saúde, Fernando Ferry.

De acordo com o prefeito Washington Reis, o Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo fornece toda a estrutura necessária para o tratamento dos casos graves da doença.

"A chave está entregue, governador. Os leitos estão preparados para receber pacientes, temos uma estrutura de alta qualidade", disse Reis.

Hospital São José

No início de maio, o Governo do Estado e a prefeitura de Caxias já haviam fechado outra parceria com a inauguração do Hospital Municipal São José, exclusivo para pacientes de covid-19. A unidade de saúde conta com 128 leitos e atende, atualmente, 62 pacientes com a doença. Entre hoje e quarta-feira, outros pacientes serão transferidos para o hospital por meio do Sistema de Regulação Estadual (SER).

Desde a sua abertura, o Hospital Municipal São José já recebeu 253 pacientes e já foram concedidas 113 altas médicas, de internados com covid-19.

Witzel também visitou, em Caxias, a maternidade Santa Cruz da Serra. Em parceria com o Governo do Estado, a unidade será inaugurada em breve e conta com 114 leitos e UTIs neonatal e materna.

 

Para fortalecer ações do governo federal, pasta identifica empresas que podem fornecer equipamentos para auxílio no combate à doença - Foto: Marcello Carvalho/EBC

Com o objetivo de reforçar as medidas do governo federal no combate à pandemia do coronavírus, o Ministério da Defesa está cadastrando empresas que atuam no setor de Defesa.

A meta na ação “Covid-19, Produtos ao Alcance de Todos” é identificar negócios que podem fornecer equipamentos para auxiliar no combate à doença. Junto a isso, a pasta está disponibilizando as informações sobre as empresas para órgãos públicos.

A lista completa com nomes, locais de atuação e equipamentos que as empresas podem fornecer será enviada às Forças Armadas, ao Ministério da Saúde, ao Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e ao Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS).

Em casos de dúvidas, basta enviar um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou ligar para o telefone (61) 3312-4252.

Estudo foi realizado pela Fiocruz e a University College London - Foto: Divulgação

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que trabalham no sequenciamento do genoma do novo coronavírus (covid-19) descobriram que as cepas que circulam no Brasil se assemelham às encontradas na Europa, na América do Norte e na Oceania. A descoberta indica que o patógeno que causa a covid-19 entrou no país por diversos pontos.

A identificação foi durante o desenvolvimento de um novo protocolo para o sequenciamento do novo coronavírus, uma parceria do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) com a University College London, no Reino Unido.

Foram decodificados 18 genomas completos em amostras de pacientes de cinco estados - Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina - e do Distrito Federal. Os dados foram inseridos na plataforma Gisaid, que compartilha informações de genomas dos vírus Influenza, Sincicial Respiratório e Sars-CoV-2 e já tem 35 mil sequências genômicas do novo coronavírus.

A chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, Marilda Siqueira, explicou que acompanhar a evolução viral ao longo do tempo é importante para monitorar as variações que levam a casos mais graves da doença.

“Além de traçar as rotas de dispersão no mundo e no interior do país, a vigilância genômica integrada à vigilância epidemiológica é necessária para monitorar a ocorrência de variações genéticas que podem estar associadas à gravidade da doença ou à resistência a medicamentos”.

A plataforma de dados públicos Gisaid, criada em 2008 após a pandemia de gripe H5N1, chamada inicialmente de gripe aviária, destaca que o sequenciamento possibilita o acompanhamento em tempo real do progresso e entendimento da nova doença, contribuindo para a pesquisa e desenvolvimento de tratamentos médicos.

 

Genoma

O novo protocolo de sequenciamento genético do Sars-CoV-2, nome técnico do novo coronavírus, desenvolvido pelo IOC/Fiocruz e University College London, é mais rápido e tem menor custo, além de oferecer alta cobertura da extensão do genoma e reduzir falhas.

Segundo a Fiocruz, a metodologia permite sequenciar o genoma completo a partir de amostras retiradas de pacientes, sem a necessidade de isolar o vírus. Além de ter a capacidade de sequenciar até 96 genomas ao mesmo tempo.

O protocolo foi validado para três plataformas de sequenciamento genético: a Nanopore (MinION ou GridION), a Ilumina e a Sanger. Os dados já foram publicados em um artigo no site de pré-print BioRxiv e foi compartilhado na página protocols.io, para que toda a comunidade científica mundial tenha acesso.

A pesquisadora Paola Cristina Resende, do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, responsável pelo desenvolvimento do protocolo, disse que as diferenças encontradas no vírus ao redor do mundo ainda são pequenas.

“Como esse vírus circula há pouco tempo em humanos, ele acumulou um número pequeno de mutações e os genomas são muito parecidos em todo o mundo. Entre cerca de 30 mil bases que compõem o RNA [material genético] do novo coronavírus, observamos que poucas bases diferenciam uma cepa da outra”.

Segundo a Fiocruz, o novo protocolo é simples e eficiente e pode ser replicado em laboratórios nacionais e internacionais que dispõem dos equipamentos utilizados na pesquisa.

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