28
Qui, Maio

Estado tem 69.859 casos confirmados da doença - Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Até o momento, o estado de São Paulo contabilizou 14.130 pessoas curadas após terem sido infectadas pelo novo coronavírus. A informação foi passada hoje (20) pelo secretário estadual da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann.

Segundo ele, o estado tem, até o momento, 5.363 óbitos por coronavírus e 69.859 casos confirmados. Mais de 10 mil pessoas estão internadas em todo o estado, seja por suspeita ou por confirmação de infecção pelo coronavírus, sendo 4.169 em unidades de terapia intensiva (UTI) e 6.645 em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de UTI no estado é de 71,7%, com 87,9% na Grande São Paulo.

Hospital das Clínicas
Só no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mil pacientes foram recuperados do coronavírus, informou hoje (20) o governador João Doria.

De acordo com o governador, o Hospital das Clínicas tem atualmente 257 leitos de UTI destinados especificamente para o tratamento ao coronavírus, e a expectativa é que, até o final de maio, sejam 400. “Para criar mais 200 leitos de UTI, o Hospital das Clínicas recebeu R$ 24 milhões em equipamentos, serviços e recursos financeiros de várias instituições privadas”, disse.

Como a infecção por coronavírus causa complicações cardiológicas graves, o Hospital das Clínicas destinou 10 leitos de UTI específicos para o atendimento cardiológico, capacidade que será duplicada nas próximas duas semanas. Mais de 1.890 pacientes graves foram internados no Hospital das Clínicas desde o dia 30 de março, quando o Instituto Central passou a receber apenas casos de covid-19. De acordo com o último balanço do hospital, 543 pacientes estão internados no instituto, sendo 267 em UTIs. Entre os pacientes que já passaram pelo HC, 330 morreram por coronavírus.

 

Recursos liberados vão para o Fundo Nacional de Saúde - Foto: Divulgação / GOV SP

O presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória (MP) que libera R$ 10 bilhões para o Ministério da Saúde para ações de enfrentamento ao novo coronavírus, causador da covid-19, no país.

A MP 969/2020, que abre o crédito extraordinário para o Fundo Nacional de Saúde, foi publicada nesta quarta-feira (20) em edição extra do Diário Oficial da União.

De acordo com o texto da medida provisória, R$ 8,148 bilhões serão liberados a partir da contratação de operação de crédito interna (contratos ou emissão de títulos da dívida pública). A medida não informa a fonte dos R$ 1,9 bilhão restantes.

A MP tem força de lei, mas ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.

 

Especialista em medicina preventiva alerta que hábitos saudáveis ajudam a manter a imunidade alta - Foto: Marcelo Feitosa

Em meio à pandemia do coronavírus Covid-19 e diante do cenário de isolamento, cuidar da saúde é ainda mais imprescindível, principalmente em relação a doenças crônicas como diabetes e hipertensão, que aumentam o risco de a pessoa contaminada ter mais complicações. A cidade do Rio, segundo dados do Ministério da Saúde, é a capital que tem o maior percentual de pessoas com diabetes (9,8%) e a maior taxa de pessoas com hipertensão (31,2%). Hoje, cerca de 9% da população brasileira sofre de diabetes, 22,5% tem hipertensão. Por isso, o especialista em medicina preventiva, o diretor médico da Med-Rio Check-up, Gilberto Ururahy, alerta que mais do que nunca o carioca deve incorporar a rotina de uma alimentação saudável para controlar essas doenças crônicas. “Ver o mundo diante da pandemia causada pelo coronavírus tem pedido um olhar atento à saúde. É preciso ter atenção à higiene pessoal, mas também é preciso fortalecer o corpo e a mente”, explica Gilberto.

O diretor médico da Med-Rio observa que o ditado “é melhor prevenir do que remediar” nunca se fez tão verdadeiro, pois é preciso estar com a saúde em dia e a imunidade em alta para reduzir as chances de contaminação ou desenvolver a doença na sua forma mais grave. Nesse cenário, adotar um estilo de vida saudável é uma forma de combater a doença, o que passa por uma alimentação equilibrada, que reduza o consumo de sal e açúcar, mas que inclua uma variedade de frutas e vegetais, alimentos ricos em ômega 3; pela prática de exercícios físicos e por ter um sono adequado. “´É uma postura que deve ser mantida durante todas as fases da vida, mas agora ela é uma real necessidade de saúde pública”, explica Gilberto.

Mas também é importante zelar pela saúde mental. Valorizar o tempo que vai estar com a família contribui para reduzir o impacto psicológico do isolamento. Gilberto também recomenda realizar atividades que ajudem a estimular o cérebro. Leitura e jogos como passatempos são exemplos de atividades simples e que ajudam a ocupar a mente. Estar com o check-up em dia é outro importante aliado, pois traça um perfil detalhado da saúde, indicando a necessidade de mudar os hábitos de vida.

Justamente para permitir que as pessoas mantenham sua agenda de exames, a Med-Rio adotou, em suas duas unidades, medidas para ampliar a segurança de clientes e colaboradores. Foi reforçada a higienização das instalações, com a limpeza e desinfecção periódica de superfícies, maçanetas, interruptores e corrimões. Gilberto relata que os funcionários realizaram exame contra o coronavírus e todos testaram negativo. Além disso, a clínica tem aferido a temperatura corporal dos clientes e colaboradores na entrada. “Também fornecemos álcool em gel e máscaras para quem vai fazer o check-up, e toda nossa equipe tem utilizado EPIs. Estamos preparados para receber e apoiar todos os seus clientes”, afirma Gilberto.

Já foram feitos ou elaborados 230 ensaios clínicos sobre a utilização dessas drogas em pessoas infectadas com a Covid-19

Quase seis meses após o surgimento do primeiro caso de Covid-19, que ocorreu na cidade chinesa de Wuhan, a doença ainda não possui um tratamento com alta efetividade. A eficiência do uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus não foi comprovada e cientistas de todo o mundo continuam estudando o efeito dos medicamentos contra a doença. 

Segundo um levantamento da empresa americana de tecnologia Cytel, em todo o mundo já foram feitos ou elaborados 230 ensaios clínicos sobre a utilização dessas drogas em pessoas infectadas com a Covid-19. No final de abril, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento de Covid-19 a critério médico e com o consentimento do paciente.

Contudo, a entidade ressalta que “não existem evidências robustas de alta qualidade que possibilitem a indicação de uma terapia farmacológica específica para a Covid-19.” Segundo o CFM, apesar de alguns estudos terem mostrado resultados promissores, “nenhum ainda foi aprovado em ensaios clínicos com desenho cientificamente adequado, não podendo, portanto, serem recomendados com segurança.” 

O presidente do CFM, Mauro Ribeiro, pondera que a hidroxicloroquina e a cloroquina “tem diversos efeitos colaterais, que não raros, mas que podem ser importantes como bradiarritimias (arritimias com frequências cardíacas baixas), reações cutâneas e falência hepática fulminante.”

Nesta semana, um documento elaborado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, pela Sociedade Brasileira de Infectologia e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia recomendou a não utilização da hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento do novo coronavírus. O documento atenta para os níveis baixos de comprovação científica sobre a eficiência das drogas na melhora clínica de pacientes com a doença. 

Resultados

A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) também divulgou nota em que afirma existir poucas evidências da eficácia da cloroquina e hidroxicloroquina nessa situação. “Desta forma, a SBI fortemente recomenda que sejam aguardados os resultados dos estudos randomizados multicêntricos em andamento, incluindo o estudo coordenado pela OMS, para obter uma melhor conclusão quanto à real eficácia da hidroxicloroquina e suas associações para o tratamento da Covid-19”, diz trecho do parecer da entidade. 

Segundo o cientista Gustavo Menezes, pós-doutorado em imunologia pela Universidade de Calgary, no Canadá, e que integra a SBI, há apenas comprovação da eficácia da cloroquina contra vírus em experimentos in vitro, ou seja, fora de organismos vivos. “Embora os artigos in vitro mostrem que a cloroquina tenham um papel importante antiviral, ainda faltam evidências em clinical trial [ensaio clínico] de que ela funcione para viroses”, afirmou o pesquisador. 

No Brasil, diversas instituições estudam a eficácia desses remédios. Entre eles hospitais de ponta, como o Albert Einstein e o Sírio Libanês, ambos em São Paulo. No final de março, o Ministério da Saúde publicou um protocolo em que autoriza o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, a critério médico, para pacientes com a Covid-19 em estado grave.  Contudo, a pasta entende que falta a comprovação dos benefícios dos remédios e que eles podem causar complicações, como distúrbios cardiovasculares. 

Mais Artigos...

Inscreva-se através do nosso serviço de assinatura de e-mail gratuito para receber notificações quando novas informações estiverem disponíveis.