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Qui, Maio

SESI lançou guia com passo a passo para montar máscaras de tecido - Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

O uso das máscaras para proteção contra o novo coronavírus já é obrigatório na maior parte dos estados brasileiros. Como forma de auxiliar a população, o Serviço Social da Indústria (SESI) elaborou um guia com informações sobre o material mais adequado para confeccionar o equipamento de proteção individual (EPI), como usá-lo de forma correta e um passo a passo caso queira fazer o seu em casa.

Alguns canais na internet até ensinam a fazer máscaras de tecido em casa, no estilo “faça você mesmo”, seguindo as orientações do SESI. Em um vídeo disponível no Youtube, a blogueira Lídia, do canal “Novelo Rosa”, ensina a montar o item de tecido tricoline, sem costura, em apenas três minutos.

Já a empresária Carol Vilalta, que tem site e canal na internet com dicas de costura criativa, mostra como fazer três tipos diferentes de máscara. “Segui as principais recomendações do Ministério da Saúde e apresentei três modelos depois de ter experimentado vários. Todas foram feitas com tecido 100% algodão, com duas camadas pelo menos”, explica.

Carol ressalta que, mesmo com a máscara, é preciso seguir as orientações das autoridades de saúde, como lavar as mãos depois de tocar em qualquer objeto e ao voltar da rua. “Se você for sair de casa e demorar mais que duas horas, é importante que você tenha mais de uma máscara na bolsa e que ela esteja armazenada de forma higiênica e segura, ou seja, dentro de um saquinho limpo”, acrescenta.

Os cuidados com a higiene do material e com a higiene pessoal devem ser tomados também durante a confecção da máscara. “Sempre que possível, ao levantar, você vai lavar as mãos, passar álcool no espaço de trabalho, na máquina de costura, em tudo que estiver usando no momento”, lembra Carol Vilalta.

A chefe de Saúde do UNICEF no Brasil, Cristina Albuquerque, reforça que é preciso tomar certos cuidados ao colocar e tirar a máscara. “O uso da máscara caseira é mais para proteger os outros do que a si mesmo, ou seja, aquelas pessoas assintomáticas que, ao sair de casa, podem transmitir o coronavírus para outras pessoas”, esclarece.

Para saber mais informações e dicas sobre o uso e produção de máscaras faciais, acesse portaldaindustria.com.br/sesi.

Habilitação e manutenção de leitos de UTI para pacientes em estado grave da Covid-19 merecem destaque nos investimentos - Foto: Allie

Nesta segunda-feira (18), o Ministério da Saúde realizou uma atualização das ações de combate à Covid-19 no Brasil. Segundo as informações, desde a chegada da pandemia ao país, o Governo Federal repassou para estados e municípios, mais de R$ 37 bilhões de reais, sendo que deste valor, pouco mais de cinco bilhões foram exclusivos para o enfrentamento ao coronavírus. De acordo com o secretário executivo adjunto do Ministério da Saúde, Élcio Franco, um ponto que merece destaque nesses investimentos é em relação a habilitação e manutenção de leitos de UTI para pacientes em estado grave da Covid-19.

“Antes do advento da Covid-19, um leito de UTI era faturado quando utilizado. No advento da Covid-19, como forma de oportunizar uma capacidade de resposta, esses leitos habilitados estão sendo financiados 30 dias por mês, independentemente de estar ocupado ou não. Assim, estados e municípios conseguem se preparar em melhores condições, contratar intensivistas, adquirir equipamentos para conduzir essa ação de enfrentamento.”

O secretário Écio Franco, também afirmou que já foram entregues 823 respiradores para 16 estados brasileiros, sendo que destes, 266 foram entregues no último fim de semana. Além disso, Franco disse que o Ministério da Saúde tem realizado esforços para cumprir todos os acordos para a entrega de respiradores e aumentar a capacidade de atendimento de estados e municípios.

“Estamos fazendo a entrega de respiradores na medida em que os fornecedores nos entregam aquilo que encomendamos. Nós estamos nos esforçando ao máximo, inclusive, com a habilitação de equipamentos junto a Anvisa e com a indústria nacional para que possamos atender da melhor forma, dentro do que é possível, os nossos estados.”

Durante a apresentação do balanço de atividades do Governo Federal, foram apresentados dados relacionados à vacinação contra a gripe, que não combate o coronavírus, mas ajuda a evitar que mais pessoas necessitem de leitos de UTI por conta de problemas respiratórios.

Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária publicou resolução com as diretrizes - Foto: Thatiana Gurgel/DPRJ

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, órgão ligado ao Ministério da Justiça, publicou resolução no Diário Oficial da União desta terça-feira (19), com as diretrizes a serem seguidas para o enfrentamento do novo coronavírus (covid-19) nos presídios do país.

De acordo com a resolução, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e demais órgãos de administração penitenciária ficam autorizados a “buscar e implementar soluções alternativas e temporárias para as unidades prisionais, visando à instalação de estruturas extraordinárias específicas para o enfrentamento do novo coronavírus”.

Para tanto, deverão observar algumas diretrizes relacionadas à triagem de presos, às unidades de saúde e aos grupos de risco. Segundo o documento, serão destinadas estruturas onde presos que ingressem no estabelecimento prisional possam permanecer por 14 dias, a título de verificação sintomática.

Essa separação deverá ser feita conforme as condições de saúde do detido, apresentando ou não sintomas, “sendo vedado o isolamento de contaminados nesse local”. A triagem de inclusão deverá observar critério cronológico de ingresso dos presos, buscando evitar contato que possibilite a disseminação do vírus.

Ainda no âmbito das diretrizes estabelecidas pela resolução, está a de destinar estruturas ao atendimento e tratamentos que não demandem encaminhamentos à rede hospitalar devido à complexidade, segundo critério da equipe médica da unidade prisional. Novamente a resolução observa ser vedado o uso desse espaço “exclusivamente para o isolamento celular de presos contaminados”.

Com relação aos grupos de risco, a resolução prevê a disponibilização de estruturas destinadas ao isolamento de presos idosos, portadores de comorbidades ou quaisquer outros que integrem grupos de maior risco para contaminação pela covid-19. Eles deverão permanecer sem contato com os demais presos durante o tempo de duração da pandemia.

“As estruturas a serem disponibilizadas devem atender requisitos de conforto ambiental, ventilação, iluminação, segurança contra incêndio e outros, que assegurem a salubridade e segurança das pessoas presas nelas alojadas provisoriamente e dos servidores envolvidos no atendimento a ser indispensavelmente prestado”, detalha a medida, que veda o uso de contêineres ou outras estruturas similares.

Caberá ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atestar previamente, por meio de documentos oficiais, se o espaço ocupado é adequado. Também está vedado o emprego ou a disponibilização de estruturas que ponham em risco a saúde ou a integridade física de presos e servidores, ou que violem requisitos de segurança, salubridade e conforto ambiental.

O texto acrescenta que é obrigatório que a situação da saúde do preso seja acompanhada, e veda o uso das estruturas para “finalidades que destoem das determinadas pela situação excepcional”, ou acima da capacidade máxima definida para a ocupação.

Está previsto o reexame da resolução, pelo próprio conselho, no prazo de 120 dias ou a qualquer tempo, para ajustes eventuais e para a produção de relatórios sobre os resultados obtidos. As medidas entram em vigor a partir de hoje, data de sua publicação.

Tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes foi trazido por uma médica brasileira da Espanha - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O município de Floriano (PI) tem chamado a atenção de autoridades públicas de todo o país, após um protocolo clínico adotado em pacientes com a Covid-19 em um hospital da cidade apresentar resultados positivos.

O tratamento consiste no uso da hidroxicloroquina associado à azitromicina, na primeira fase doença, e da injeção de corticoides na segunda fase do novo coronavírus. O tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes foi trazido por uma médica brasileira que nasceu em Floriano, mas que atualmente trabalha no Hospital HM Puerta Del Sur, em Madrid, na Espanha.

Uma enfermeira da cidade, que preferiu não ser identificada, e que foi a primeira moradora de Floriano diagnosticada com a Covid-19, conta que foi orientada a receber o tratamento até então inédito. Ela, que sofreu discriminação pelos moradores, por ter sido diagnosticada com a doença, optou por tomar apenas a azitromicina pois não tinha mais sintomas do coronavírus.

“Eu peguei, argumentei isso para ele [ao médico] que já fazia 11 dias [do contágio], no outro dia faria 12 dias, já havia até passado a fase inicial e não estava sentindo nada, então só tomei a azitromicina”. A profissional de saúde vê com bons olhos o tratamento com hidroxicloroquina, desde que seja aplicado em pacientes com sintomas da Covid-19.

O protocolo chamou a atenção da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que foi à cidade conferir o trabalho desenvolvido no hospital. Segundo ela, o tratamento será ampliado a outros municípios brasileiros. “Estamos levando, oficialmente, o protocolo que está sendo aplicado aqui para todo o Brasil. Porque os resultados apresentados são incontestáveis”, prometeu a titular da pasta.

Polêmica

No entanto, o uso da hidroxicloroquina, associada ou não a outros medicamentos, é controverso. A maior parte das pesquisas feitas não comprovaram a eficácia do remédio no combate à Covid-19. O Conselho Federal de Medicina (CFM) condicionou o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com o coronavírus a critério médico e apenas com o consentimento dos pacientes em tratamento.

O tratamento oferecido no Hospital Tibério Nunes fez com que diversas prefeituras de todo o Brasil se interessassem pelo protocolo clínico. César Nill, radialista e dono do site Floriano News, diz que diversas autoridades públicas e jornalistas de todo o país tem o procurado para se informar sobre o tratamento oferecido na unidade de saúde. “Para nós aqui de Floriano, principalmente nós da imprensa, recebemos ligações de todo o país, ligações de todo o Brasil, da imprensa, de prefeituras, pedindo o contato do médico [que lidera a pesquisa]”, afirma o radialista.

Até o momento, segundo o Hospital Tibério Nunes, 20 pessoas foram submetidas ao protocolo clínico trazido da Espanha, sendo que 15 desses pacientes já receberam alta.

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