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Qui, Maio

Número de casos confirmados da doença passa de 83 mil - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O estado de São Paulo teve 6.220 mortes confirmadas por covid-19, segundo dados do governo estadual contabilizados até o meio-dia desta segunda-feira (25). Os casos confirmados da doença chegaram a 83.625 no estado.

Os pacientes internados, confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, chegaram a 4.283 em unidades de terapia intensiva (UTIs) e 6.867 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 88,1%, na Grande São Paulo, e de 73,8%, considerando todo o estado.

De acordo com dados da prefeitura, até as 13h30, na capital paulista, o número de mortes confirmadas por covid-19 era de 3.573. Há ainda 3.697 mortes suspeitas da doença, que não tiveram confirmação.

Os casos confirmados de pessoas infectadas chegaram a 49.596. A taxa de ocupação em UTI na rede municipal de saúde é de 88%, bem próxima àquela do estado.

Uso da hidroxicloroquina está sendo associado à azitromicina - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O tratamento utilizado em pacientes infectados pelo novo coronavírus no Hospital Regional Tibério Nunes, localizado no município de Floriano, no estado do Piauí, já é referência para outros municípios brasileiros. A unidade adotou um novo protocolo clínico após a apresentação de resultados positivos em pacientes com a Covid-19.
O tratamento consiste na associação de dois medicamentos. O uso da hidroxicloroquina associado à azitromicina, na primeira fase doença, e da injeção de corticoides na segunda fase.

O tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes foi trazido por uma médica brasileira que atualmente trabalha no Hospital HM Puerta Del Sur, em Madrid, na Espanha.

O protocolo utilizado no Hospital Regional Tibério Nunes chamou a atenção da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que foi à cidade conferir o trabalho desenvolvido no hospital. Segundo a ministra, o tratamento será ampliado a outros municípios brasileiros.

O uso da hidroxicloroquina, associada ou não a outros medicamentos, ainda é controverso entre as autoridades da área da saúde. Ainda não existe um estudo cientifico que comprove a eficácia do remédio no combate à Covid-19. O Conselho Federal de Medicina (CFM) indicou o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com o coronavírus a critério médico e apenas com o consentimento dos pacientes em tratamento.

Para mais informações acesse: www.saude.pi.gov.br

Soro é feito a partir do plasma sanguíneo de cavalos - Foto: Divulgação

Pesquisadores do Instituto Vital Brazil e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão estudando um soro hiperimune que pode tratar a covid-19. Esse medicamento é do mesmo tipo daqueles usados contra a raiva e contra picada de animais peçonhentos.

O soro é feito a partir do plasma sanguíneo de cavalos. No caso dos soros antiveneno, o sangue equino produz agentes de defesa contra a toxina inoculada no corpo. A partir desse plasma com anticorpos, é criado o soro.

O mesmo processo é usado no soro contra a raiva, aplicado em pessoas que possivelmente tiveram contato com o vírus e que impede que o agente viral se manifeste no corpo do infectado.

No estudo contra o novo coronavírus, a UFRJ isolará e inativará o vírus, para que ele possa começar a ser inoculado em cavalos do Instituto Vital Brazil. O teste começa na próxima quarta-feira (27).

“Já vimos em muitas pesquisas realizadas pelo mundo em que o tratamento a partir do plasma de pessoas curadas da covid-19 teve efeito positivo no tratamento de infectados em estado grave. A ideia é fazer um experimento agora a partir do plasma de cavalos, para que possa ser produzido em grande escala”, afirma o presidente do instituto, Adilson Stolet.

Caso os resultados sejam promissores, daqui a quatro meses o soro poderá ser testado em humanos. Em seis meses, seria possível produzir o solo em grande escala. A capacidade do instituto é de produzir até 100 mil tratamentos por ano.

Outra pesquisa do Vital estuda anticorpos e DNA de lhamas. Com os dois estudos, é possível apostar no processo que der resultados mais rápidos.

País ultrapassou a marca de 22 mil vítimas - Foto: Divulgação / GOV SP

O Brasil registrou, neste sábado (22), 965 mortes provocadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. O país chegou, portanto, a 22.013 óbitos pela covid-19. Na sexta-feira (22), esse número era de 21.048.

Até o momento, segundo os dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem 347.398 pessoas infectadas pela covid-19. Foram 16.508 novos casos incluídos no boletim deste sábado. Na sexta, o Brasil ultrapassou a Rússia e tornou-se o segundo país com mais casos confirmados. O primeiro é os Estados Unidos.

Além disso, o país já contabiliza 142.587 pacientes que foram curados do novo coronavírus. Ou seja, 41% do total de infectados se recuperaram da doença.

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