Em menos tempo de cargo, Filipe Luís igualou o número de títulos de Jorge Jesus e Flávio Costa
O Clube de Regatas do Flamengo mergulhou em um abismo de incoerência administrativa nesta terça-feira, 3 de março de 2026. A demissão de Filipe Luís, consumada imediatamente após uma acachapante vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, soa como um sarcasmo contra a competência. O treinador encerra seu ciclo com 101 jogos e um aproveitamento robusto de 69,9%, fruto de 63 vitórias, 23 empates e apenas 15 derrotas. O que causa perplexidade é o descarte de um profissional que, em pouco mais de 1 ano, garantiu a ordem técnica e 5 títulos de expressão nacional e internacional.
Ao confrontarmos os dados estatísticos com os maiores nomes da história do clube, o cenário torna-se ainda mais nebuloso para a diretoria. Filipe Luís atingiu os mesmos 5 títulos de Jorge Jesus e Flávio Costa, os pilares da glória rubro-negra. Jorge Jesus, em 2019, obteve 81% de aproveitamento em 57 jogos, enquanto Flávio Costa, o maior vencedor, acumulou suas taças em passagens longas e históricas. Filipe, com a mesma quantidade de troféus (Copa do Brasil 2024, Supercopa 2025, Carioca 2025, Libertadores 2025 e Brasileirão 2025), ostenta uma média de conquistas superior por tempo de cargo, provando que a eficiência estava presente.
A alegação de crise por 5 derrotas em 2026, sendo duas em finais continentais e nacionais, ignora a solidez de um trabalho que superou a era Tite. A decisão administrativa de interromper um projeto com 69,9% de êxito logo após uma classificação para a final estadual expõe uma instabilidade política que atropela a ciência do esporte. Para qualquer observador atento, demitir o segundo técnico mais vitorioso da história, com números espelhados nos de Jesus e Costa, é um erro crasso de julgamento. O Flamengo optou pelo caos em detrimento da meritocracia, deixando o torcedor e a crítica especializada em estado de choque diante de tamanha descontinuidade.








