Aumento começou as 0h de HOJE! ANTT esconde aumento do pedágio da Ponte

Deliberação foi definida na sexta (13), mas só foi publicada no Diário Oficial, nesta terça-feira (17); novos valores entram em vigor a partir da 0h de hoje (18)

Foto: Divulgação/Ecoponte

O bolso do trabalhador fluminense sofreu um novo e duro golpe na calada da noite. Em uma manobra que demonstra total desrespeito ao cidadão, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, autorizou o aumento das tarifas de pedágio da Ponte Rio-Niterói praticamente em cima da hora. A decisão foi tomada em uma reunião na última sexta-feira, dia 13 treze de março, mas o governo preferiu o silêncio, publicando a Deliberação 55/26 cinquenta e cinco de vinte e seis no Diário Oficial apenas nesta terça-feira, dia 17 dezesseis de março. Com isso, os novos valores já entram em vigor a partir da zero hora de hoje, quarta-feira, dia 18 dezoito.

Este aumento repentino atinge diretamente o direito de ir e vir de milhares de famílias e profissionais que dependem da BR-101 cento e um. O valor para carros de passeio sobe para R$ 6,60 seis reais e sessenta centavos, enquanto caminhões de 6 seis eixos pagarão pesados R$ 39,60 trinta e nove reais e sessenta centavos. De acordo com o documento oficial da agência, o reajuste foi baseado em uma variação positiva de 6,82% seis vírgula oitenta e dois por cento do IPCA. Novamente, o Estado mostra sua face mais voraz, aplicando índices que sufocam a economia popular sem oferecer o tempo necessário para que o motorista planeje seus gastos mensais.

A falta de transparência é alarmante. Ao segurar a informação por quatro dias, o órgão regulador impede que a sociedade se organize ou questione os custos. Para o motociclista, a tarifa saltou para R$ 3,30 três reais e trinta centavos. Veículos com semirreboque agora pagam R$ 9,90 nove reais e noventa centavos. A estratégia de anunciar reajustes na véspera da aplicação é um método que fere a ética e a boa-fé administrativa, deixando o usuário sem alternativa a não ser aceitar a imposição financeira.

Enquanto o povo luta para fechar as contas, a burocracia estatal e as concessionárias ajustam seus fluxos de caixa com agilidade impressionante. A Ponte Rio-Niterói, principal artéria de ligação do nosso estado, torna-se mais uma vez o cenário de uma política tarifária que parece ignorar a realidade do brasileiro. É imperativo que a legalidade seja observada, mas a moralidade administrativa exige que o contribuinte não seja tratado como um mero caixa eletrônico do sistema.

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