Uma possível greve nacional de caminhoneiros, com previsão de início ainda nesta semana, mas sem data definitiva, volta a mobilizar entidades da categoria em diferentes estados do Brasil e acende alerta para impactos diretos no abastecimento e na economia. Algumas entidades defendem o início da paralisação ainda hoje (19), porém ainda não houve consenso sobre uma data que seja unânime entre as organizações representativas da categoria.
Representantes de sindicatos, federações e associações discutem a adesão ao movimento diante da crescente insatisfação com o preço do diesel, o descumprimento do piso mínimo do frete e o aumento dos custos operacionais do transporte rodoviário. Esses fatores têm sido apontados por lideranças do setor como elementos centrais para a mobilização nacional dos caminhoneiros.
Entre as organizações que participam das articulações estão a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas do Estado de São Paulo, além de entidades regionais em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Nordeste. Parte das categorias discute paralisação nacional como forma de pressionar por medidas concretas.
O cenário ganhou força após sucessivas altas no diesel registradas nas últimas semanas, que impactam diretamente o transporte de cargas. Dados de mercado apontam aumento superior a 7% em alguns estados.
A mobilização ocorre em meio à lembrança da paralisação de 2018, quando bloqueios em rodovias provocaram desabastecimento, paralisação industrial e prejuízos ao agronegócio em todo o país.








