Governo e caminhoneiros selam acordo e afastam risco de paralisação imediata


O cenário de incerteza que rondava as rodovias brasileiras arrefeceu nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. Após reunião estratégica no Palácio do Planalto, lideranças dos caminhoneiros e o governo federal chegaram a um entendimento para adiar a possibilidade de uma greve nacional. O ponto central da negociação foi a manutenção da Medida Provisória 1.343/2026, que assegura o piso mínimo do frete e endurece a fiscalização contra transportadoras infratoras.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que as organizações agiram com responsabilidade ao evitar o caos. Segundo o presidente do Sindicam Santos, Luciano Santos de Carvalho, o diálogo atual afasta a greve no curto prazo, transferindo o foco da mobilização para a tramitação da matéria no Congresso Nacional.
Apesar da trégua, o setor permanece em vigilância. A categoria, representada por entidades como a CNTA e a CNTTL, exige que os compromissos saiam do papel e cheguem às bombas, onde o diesel ainda pressiona os custos. Juridicamente, o acordo preserva o fluxo de bens essenciais, enquanto o governo tenta blindar a economia de novos desabastecimentos mediante concessões políticas e fiscais.

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