Descaso da gestão de Niterói destrói ecossistema e apavora a população

A Sociedade aciona a justiça para intervir no que estão chamando de “Programa Destrói Rios” e salvar o ecossistema da cidade

O cenário de absoluto abandono que assola o município de Niterói atingiu um novo patamar de gravidade com o avanço de intervenções desastrosas no Rio João Mendes. A população da Região Oceânica assiste estarrecida ao que especialistas e entidades de proteção classificam como um verdadeiro atentado contra o patrimônio natural da cidade. O sentimento de revolta é latente entre os contribuintes que pagam impostos elevados e recebem em troca uma gestão marcada pela omissão e pelo descaso sistêmico. O que deveria ser um serviço de manutenção transformou-se em um pesadelo ambiental que agora tramita nas instâncias do Poder Judiciário através de uma ação civil pública urgente. A denúncia apresentada pelo Instituto Floresta Darcy Ribeiro expõe as vísceras de uma administração que parece ter virado as costas para as normas básicas de preservação e segurança da comunidade local.

A ausência de fiscalização municipal e a falta de coordenação entre os órgãos públicos permitiram que máquinas pesadas avançassem sobre áreas de preservação permanente sem qualquer critério técnico visível. Moradores relatam que a supressão da vegetação ciliar e o descarte irregular de sedimentos contaminados nas margens do rio criaram um ambiente de destruição que choca quem passa pelo local. O dano causado à ecobarreira que retirava toneladas de lixo do ecossistema é o símbolo máximo da incompetência que impera na atual condução da cidade. Enquanto a prefeitura se cala diante do desastre ambiental em curso a lama e o entulho se acumulam nas vias respiratórias da Região Oceânica facilitando a ocorrência de enchentes devastadoras que colocam em risco vidas e propriedades. O descaso é tão profundo que até infraestruturas de apoio e sinalização foram esmagadas pelo maquinário sem qualquer aviso prévio ou diálogo com os protetores do rio.

Este quadro de penúria administrativa obriga a população a refletir sobre as prioridades de uma gestão que ignora o clamor das ruas e permite a degradação acelerada de seus recursos naturais. O embate político na Câmara Municipal apenas confirma o isolamento de um governo que não consegue oferecer respostas básicas aos problemas cotidianos dos niteroienses. A insegurança jurídica e ambiental gerada por tais atos irresponsáveis compromete o futuro de Niterói e deixa um rastro de incerteza para as próximas gerações. É inadmissível que uma cidade com tamanha arrecadação apresente índices tão alarmantes de ineficiência e desordem urbana. O abandono do Rio João Mendes é apenas a ponta de um iceberg de problemas que evidenciam a necessidade urgente de uma mudança de postura ética e administrativa. Os cidadãos de Niterói não podem mais aceitar passivamente que o patrimônio público seja tratado com tamanha negligência e desdém por aqueles que deveriam protegê-lo por dever de ofício. A justiça agora é a última esperança de frear a destruição sistemática do que ainda resta de dignidade na gestão ambiental do nosso sofrido município fluminense.

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  1. O descaso da administração pública desta gestão e das anteriores sob tutela do mesmo grupo com o meio ambiente é assustador. Se juntarmos outros problemas como famílias inteiras morando nas ruas, aumento significativo de “cracudos”e a consequência disso, falha nas políticas de segurança pública e saúde podemos afirmar que a administração é péssima para a população mais vulnerável e, portanto, que necessita mais de atenção.
    Esse grupo só faz enriquecer apadrinhados e financiadores de campanha.

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