A segurança pública em Niterói voltou a ser tema de preocupação para os usuários do transporte coletivo após episódios de vandalismo registrados na noite de quarta-feira, 25 de março de 2026. Moradores e passageiros relataram momentos de pânico em decorrência de ataques com pedras contra ônibus que circulavam por vias importantes de Icaraí, na Zona Sul do município. Os incidentes ocorreram em pontos de grande visibilidade, afetando diretamente o direito de ir e vir da população que utiliza o serviço público em horários noturnos.
De acordo com as informações colhidas por testemunhas no local, o primeiro caso aconteceu na Avenida Roberto Silveira, entre 22h40 e 23h. Um coletivo que opera no corredor Transoceânica foi atingido por pedradas, causando enorme susto aos ocupantes. Pouco depois, uma segunda tentativa de apedrejamento foi registrada na Rua Gavião Peixoto, tendo como alvo um veículo da linha 62, que realiza o trajeto entre Santa Bárbara e Charitas. Embora os envolvidos não tenham logrado êxito em quebrar os vidros neste segundo evento, a tensão entre os passageiros foi imediata.
Relatos preliminares indicam que os autores das agressões seriam indivíduos em situação de rua e usuários de entorpecentes que costumam frequentar a região. Até o presente fechamento, não houve registro oficial de feridos ou de prisões efetuadas pelas forças de segurança. A ausência de uma confirmação oficial imediata por parte das autoridades competentes sobre a identificação dos suspeitos mantém a comunidade local em estado de alerta. O cenário reforça a necessidade de um policiamento ostensivo mais rigoroso e de políticas públicas eficazes para o controle da ordem urbana nas principais rotas de transporte da cidade.
O impacto desses atos de vandalismo ultrapassa o dano material aos veículos das empresas concessionárias, atingindo a integridade psicológica do trabalhador niteroiense. A recorrência de episódios de violência em bairros nobres como Icaraí evidencia uma fragilidade na manutenção da ordem pública que demanda resposta célere do Estado. Os cidadãos que dependem do sistema rodoviário para retornar aos seus lares clamam por garantias básicas de segurança, evitando que o medo se torne o passageiro fixo de cada viagem noturna pelas ruas de Niterói.








