O prefeito interino de Itaguaí, Haroldo Jesus, o Haroldinho, assumiu a chefia do Executivo municipal diante de um cenário fiscal preocupante e juridicamente sensível. No centro da crise está o Instituto de Previdência do Município, o Itaprevi, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores concursados.
Em 2024, durante o último ano da gestão do ex prefeito Rubem Vieira de Souza, o instituto realizou 2 aportes que somam R$ 59,6 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. As aplicações ocorreram em 28 de junho, no valor de R$ 29,6 milhões, e em 3 de julho, no montante de R$ 30 milhões. Posteriormente, a instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central do Brasil. Os títulos adquiridos não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o que expõe o patrimônio previdenciário a risco relevante.
A consequência imediata foi a anulação do Certificado de Regularidade Previdenciária, documento indispensável para que o município receba transferências voluntárias da União e contrate operações de crédito. Com isso, Itaguaí passou a integrar o CAUC, espécie de cadastro de inadimplência fiscal dos entes públicos.
Diante do quadro, a atual administração concentra esforços técnicos e jurídicos para tentar recuperar a regularidade, mitigar prejuízos e assegurar os direitos dos servidores. O espaço segue aberto para manifestação dos citados.








