A Câmara Municipal do Rio de Janeiro rejeitou o projeto que pretendia reconhecer a Parada LGBTI+ de Copacabana como patrimônio cultural, social e histórico da cidade. A proposta foi derrotada por 16 votos a 15, após articulação liderada pelo vereador Rogério Amorim, com apoio de parlamentares de partidos de centro e direita.
Os vereadores contrários ao projeto defenderam que o reconhecimento oficial poderia abrir precedentes para a inclusão de eventos de natureza semelhante como patrimônio cultural, o que, segundo eles, exigiria critérios mais objetivos e discussão mais ampla sobre o conceito de patrimônio histórico e cultural da cidade.
A sessão foi marcada por tensão no plenário, com manifestações de pessoas presentes nas galerias, o que levou a presidência da sessão, exercida pelo vereador Paulo Messina, a determinar a retirada dos manifestantes para garantir a continuidade da votação e a ordem dos trabalhos legislativos.
A votação evidenciou a divisão ideológica no Legislativo carioca e mostrou a força da articulação de vereadores conservadores, que defenderam pautas voltadas a critérios técnicos, responsabilidade legislativa e limites institucionais nas decisões sobre patrimônio cultural oficial da cidade.








