TJ-RJ mantém condenação por explosão no Réveillon de Copacabana

Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação do Estado e de empresas privadas pelo acidente ocorrido durante a queima de fogos do Réveillon de 2000 em Copacabana. A decisão da 5ª Câmara de Direito Público confirmou a responsabilidade civil e a obrigação de pagamento de indenizações que ultrapassam 2,4 milhões de reais, além de pensões e demais reparações previstas no processo.

O entendimento do colegiado foi de que o Estado responde objetivamente por falhas na fiscalização de atividades de risco, especialmente na atuação do órgão responsável por explosivos. Segundo o acórdão, houve omissão no controle de segurança em evento de grande concentração de público. As empresas contratadas para a realização do espetáculo também foram responsabilizadas com base no Código de Defesa do Consumidor, diante de falha na prestação do serviço. A perícia técnica apontou que a explosão ocorreu em área sob responsabilidade direta das contratadas.

O município do Rio de Janeiro foi excluído da condenação por não possuir atribuição direta na fiscalização dos explosivos nem na execução do evento. O tribunal consolidou três ações indenizatórias relacionadas ao mesmo fato, mantendo danos morais, materiais e estéticos, além de lucros cessantes e pensões conforme cada caso.

Compartilhe:

Facebook
X
Telegram
WhatsApp
Email
Picture of Jornal O Fluminense

Jornal O Fluminense

Há mais de 148 anos, nossa missão é informar com seriedade, defender o interesse público e acompanhar o desenvolvimento da nossa terra e da nossa gente.

Leia também:

Prefeitura atribui marca aos dados do ISP, mas dois casos ocorridos dentro do período levantam dúvidas sobre reclassificações e sobre como a estatística oficial é consolidada A Prefeitura de Niterói anunciou, em 25 de setembro,

Paralisação começou em 10 de setembro e tem como principal impasse as condições de custeio do Saúde Caixa.
Novas armas elevam para nove o total de fuzis apreendidos em desdobramentos da investigação sobre registros de CACs.
Nova diligência elevou para nove o número de fuzis apreendidos desde a deflagração da investigação sobre registros de CACs.
Ações envolveram escolas, motociclistas, primeiros socorros e fiscalização; município mantém meta de reduzir mortes no trânsito em 40% até 2030.
Intervenção inclui preparação das vias e implantação de acessos para bocas de lobo no bairro de Manilha.

Edições Certificadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga os canais de notícias da sua região

Mantenha-se informado sobre  que acontece na sua região seguindo os canais de notícias do Jornal O Fluminense.