O Tribunal de Magistrados de Ashkelon decidiu prorrogar por seis dias a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, preso após interceptação de embarcações ligadas à Flotilha Global Sumud. A decisão atende a pedido das autoridades israelenses, que classificaram o caso como investigação complexa.
Ávila foi detido junto a outros ativistas após ação realizada em águas internacionais. Segundo informações divulgadas por agências internacionais, os participantes seguiam em direção à Faixa de Gaza quando foram abordados por forças de Israel, que alegam a existência de bloqueio naval na região.
As autoridades investigam possíveis vínculos dos detidos com organizações consideradas ilegais. Relatórios citam suspeitas relacionadas a conexões indiretas com grupos sob sanções internacionais. A defesa do brasileiro nega qualquer associação ilícita e sustenta que a atuação tinha caráter humanitário.
O caso também envolve questionamentos sobre as condições de detenção e a legalidade da interceptação. Representantes jurídicos afirmam que as abordagens ocorreram fora da jurisdição territorial israelense.
Até o momento, autoridades de segurança não comentaram as alegações da defesa. O processo segue sob análise judicial, enquanto diligências continuam sendo conduzidas pelos órgãos responsáveis.