O Botafogo entrou em nova fase da crise financeira após protocolar pedido de recuperação judicial na noite de quinta-feira, 14 maio 2026, poucas horas depois da eliminação para a Chapecoense na Copa do Brasil. A SAF informou que a medida busca proteger as operações do clube, reorganizar dívidas e garantir estabilidade diante de bloqueios judiciais, restrições de caixa e sanções aplicadas pela Fifa.
Em nota oficial, a direção afirmou que mais de 900 milhões de reais deixaram de retornar ao clube dentro da estrutura do Grupo Eagle, controlador da SAF. O comunicado também declarou que o Botafogo ficou mais de 1 ano sem novos aportes financeiros relevantes, mesmo diante do agravamento da situação econômica.
No campo, o ambiente aumentou a pressão sobre elenco e comissão técnica. O time foi eliminado pela Chapecoense após derrota por 2 a 0 na Arena Condá, mesmo tendo vantagem construída no primeiro confronto. Antes disso, o clube já havia caído na fase preliminar da Libertadores diante do Barcelona de Guayaquil.
A diretoria garantiu que salários, contratos e atividades esportivas seguirão mantidos durante o processo judicial. O Botafogo agora concentra esforços na disputa do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul Americana, enquanto tenta reorganizar a estrutura administrativa e financeira do clube. O diretor Eduardo Iglesias assumiu o comando executivo da SAF após o afastamento de John Textor e terá participação direta nas negociações com credores e parceiros comerciais.