A Copa do Mundo de 2026 marcará um momento histórico de profunda saudade para
o futebol brasileiro. Pela primeira vez em toda a trajetória do torneio, a seleção
pentacampeã mundial entrará em campo sem a presença física e o acompanhamento
de seus dois maiores ícones históricos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, e Mário
Jorge Lobo Zagallo. Os lendários camisas da Amarelinha faleceram nos últimos anos,
após a realização do mundial do Catar.
A trajetória de ambos se entrelaçou de forma decisiva na construção da mística
vitoriosa da seleção em Copas. Em 1958, na Suécia, o jovem Pelé estreou na
competição com apenas 17 anos sob o comando de Vicente Feola. O camisa 10
assumiu o protagonismo ao marcar seis gols, sendo dois deles na grande final. Naquele
mesmo elenco, Zagallo, mais experiente, ocupava a ponta-esquerda e também
balançou as redes na decisão, garantindo o primeiro título mundial do Brasil.
Quatro anos depois, na Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile, os astros
repetiram a parceria de sucesso. Pelé iniciou o torneio como a grande estrela da
equipe ao lado de Mané Garrincha, mas sofreu uma grave lesão muscular na segunda
partida da fase de grupos, contra a Tchecoslováquia. Mesmo impossibilitado de jogar
as fases finais, o Rei permaneceu com a delegação apoiando o grupo.
Zagallo assumiu a responsabilidade técnica e tática em campo, atuando como titular
absoluto em todas as seis partidas regulamentares da campanha do bicampeonato. Na
estreia daquela competição, diante do México, o Velho Lobo anotou um dos gols da
vitória por 2 a 0, em partida que também teve as redes balançadas por Pelé,
consolidando o legado eterno da dupla.