Dois terremotos consecutivos atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) e deixaram
pelo menos 164 mortos e 971 feridos, segundo balanço divulgado pelas autoridades na
quinta-feira (25). Os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, tiveram epicentros no norte do
país e também foram sentidos na Colômbia, onde sirenes de alerta chegaram a ser
acionadas.
La Guaira, cidade próxima a Caracas e onde fica o aeroporto internacional de
Maiquetía, está entre as áreas mais atingidas. Prédios desabaram, moradores ficaram
soterrados e equipes de resgate trabalharam durante a noite em busca de
sobreviventes. O governo decretou estado de emergência em todo o país e classificou
La Guaira como zona de desastre.
Em Caracas, moradores relataram cenas de pânico, rachaduras em edifícios, quedas de
estruturas e correria em centros comerciais. Socorristas e voluntários se mobilizaram
entre os escombros, enquanto parte da população cobrava mais rapidez no
atendimento às vítimas. Na região de Chacao, um edifício de 22 andares ficou
completamente destruído, segundo relatos de jornalistas.
Os tremores também provocaram danos no aeroporto de Maiquetía, que teve as
operações suspensas por problemas na infraestrutura. Segundo autoridades
venezuelanas, ao menos 20 tremores secundários foram registrados após os abalos
principais. A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que os trabalhos de busca
seguem intensos para tentar localizar pessoas com vida.
A tragédia mobilizou manifestações de solidariedade internacional. Os Estados Unidos
anunciaram o envio de equipes de busca e resgate, recursos médicos e ajuda
humanitária. Países da América Latina, além de Espanha, Itália, China e Índia, também
ofereceram apoio.
A Venezuela tem histórico de atividade sísmica. Entre os terremotos mais graves estão
o de Cariaco, em 1997, e o de Caracas, em 1967, que deixaram dezenas de mortos.