Piratininga terá pista de skate de R$ 1,58 milhão

Foto: Imagem gerada por IA Legenda: Imagem ilustrativa representa a futura pista de skate prevista para o Camboatá, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói.

Licitação foi homologada, mas início da obra depende da formalização do contrato e da emissão da ordem de serviço pela ION.

A construção de uma pista de skate no Camboatá, em Piratininga, avançou após a homologação da licitação conduzida pela Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói. O investimento previsto é de R$ 1,58 milhão, e o prazo contratual para conclusão será de seis meses.

O projeto será executado pelo Consórcio Pista de Skate Camboatá 2026, formado pelas empresas Moreno Perlingeiro Engenharia e Multicon Construções e Serviços. A proposta vencedora ficou aproximadamente 4,7% abaixo do orçamento inicial, estimado em R$ 1,66 milhão.

Apesar do avanço administrativo, a homologação não representa o início imediato da construção. O prazo de seis meses será contado somente depois da emissão da ordem de serviço, documento que autoriza formalmente a empresa contratada a começar os trabalhos.

Página oficial ainda mostra licitação em andamento

A página da Licitação 024/2025, mantida pela ION, disponibiliza o projeto básico, o memorial descritivo, a matriz de riscos, o orçamento, o cronograma e outros documentos técnicos relacionados à contratação.

No entanto, em consulta realizada nesta quarta-feira, 29, o procedimento ainda aparecia com o status “em andamento” e com última atualização registrada em 5 de fevereiro de 2026. A diferença entre a situação exibida no portal e a homologação posteriormente divulgada dificulta o acompanhamento da etapa atual da contratação.

Para permitir fiscalização efetiva, a ION deverá atualizar a página e disponibilizar o contrato assinado, a ordem de serviço e a data oficial de início. Sem esses documentos, os seis meses representam apenas um prazo contratual, ainda sem datas públicas para começar e terminar.

Projeto precisa considerar segurança e acessibilidade

Além do custo e do cronograma, moradores e praticantes precisam conhecer o desenho definitivo da pista. Informações sobre obstáculos, áreas de circulação, iluminação, acessibilidade, drenagem e integração com o entorno são fundamentais para avaliar a qualidade do equipamento.

A execução também deverá prever isolamento do canteiro, sinalização e medidas de proteção para quem circula pela área. Durante a construção, o município precisa informar eventuais mudanças nos acessos e apresentar canais para reclamações ou comunicação de riscos.

A participação de skatistas pode ajudar a evitar falhas. Associações, atletas e moradores conhecem as necessidades da modalidade e podem identificar problemas no fluxo, nas rampas e nos obstáculos antes da conclusão. Alterações feitas somente depois da entrega costumam gerar retrabalho e novos custos.

Niterói já possui equipamentos voltados à modalidade em bairros como São Francisco, Fonseca e Largo da Batalha. A nova pista ampliará essa estrutura para a Região Oceânica, onde praticantes utilizam há anos áreas públicas e trechos da orla para andar de skate.

O novo espaço pode fortalecer a prática esportiva e criar uma opção de convivência para crianças, adolescentes e adultos. O resultado, porém, dependerá da execução dentro do prazo, da transparência durante a obra e de um plano permanente de conservação.

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