O artesanato vem ganhando espaço como atividade de geração de renda e inclusão produtiva em Campos dos Goytacazes.
A prefeitura mantém ações de economia solidária destinadas a artesãos e empreendedores locais, com apoio à qualificação e à participação em espaços de comercialização.
Uma das trajetórias destacadas é a da ceramista e educadora social Euzi de Sousa Licasalio. Ela iniciou a formação em 2002, em um programa voltado à qualificação de mulheres afastadas do mercado de trabalho, e posteriormente integrou um projeto de Arte Cerâmica da Uenf.
A experiência mostra como atividades inicialmente ligadas à formação e à produção cultural podem evoluir para ocupação profissional.
Além da venda direta, artesãos dependem de feiras, eventos, divulgação digital, capacitação e acesso a espaços regulares para exposição.
A economia criativa inclui segmentos que trabalham com conhecimento, cultura, design e produção autoral. No artesanato, o valor do produto está ligado não apenas à matéria-prima, mas também à técnica, ao tempo empregado e à identidade de quem produz.
Para os pequenos produtores, a profissionalização também exige atenção a precificação, custos e organização financeira.