Completar 18 anos pode significar uma mudança ainda mais profunda para jovens que cresceram em acolhimento institucional e não conseguiram retornar à família ou ser adotados.
No Rio, as Repúblicas para Jovens funcionam como uma etapa de transição entre o acolhimento e uma vida independente.
A cidade possui uma unidade masculina e a República Feminina Elza Soares, inaugurada em março. Os moradores têm entre 18 e 21 anos.
Nas casas, eles recebem moradia e apoio, mas são estimulados a administrar tarefas domésticas, dinheiro, alimentação, estudos e trabalho.
O modelo procura reproduzir responsabilidades da vida adulta sem retirar completamente a rede de proteção. Psicólogos e assistentes sociais acompanham o processo, mas o objetivo é desenvolver capacidade de autogestão.
Boa parte dos moradores chega às repúblicas depois de viver em instituições ou em famílias acolhedoras.
A passagem é temporária. Durante esse período, as equipes trabalham questões como emprego, qualificação, planejamento financeiro e moradia futura.