Uma operação conjunta das polícias civis do Rio de Janeiro e da Bahia investiga um grupo suspeito de adquirir armas por canais legais e posteriormente desviá-las para o mercado clandestino.
Batizada de Operação Mercador, a ação teve mandados cumpridos em diferentes estados. No Rio de Janeiro, houve diligências na Barra da Tijuca, Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti.
Segundo os investigadores, o esquema envolveria o uso de documentos falsificados para viabilizar processos de aquisição de armas e obtenção de registros vinculados a Colecionadores, Atiradores e Caçadores, os CACs.
Entre os documentos sob investigação estão laudos psicológicos, comprovantes de residência e vínculos profissionais que seriam falsos.
Depois da aquisição formal, parte dos armamentos teria sido desviada para o mercado clandestino.
A investigação afirma que armas relacionadas ao grupo foram posteriormente encontradas com integrantes de organizações criminosas. A operação também foi noticiada pela TV Brasil.
Entre os armamentos identificados estão pistolas, carabinas e fuzis.
A polícia também apura possível lavagem de dinheiro. Relatórios financeiros analisados durante o inquérito indicaram movimentações superiores a R$ 100 milhões envolvendo empresas e pessoas relacionadas aos investigados.
Prisões realizadas durante a investigação são de natureza cautelar e não representam condenação definitiva. Os investigados têm direito à defesa.