O Brasil vai ganhar um segundo laboratório modular dedicado ao desenvolvimento e à produção de células utilizadas na terapia CAR-T, tecnologia avançada usada no tratamento de determinados tipos de câncer.
O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, 29, a criação da unidade no Ceará. O projeto reúne Fundação Oswaldo Cruz, Secretaria de Saúde do Ceará, HU Brasil e Universidade Federal do Ceará, conforme informação oficial do Ministério da Saúde.
A primeira estrutura do mesmo modelo foi instalada em maio no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, Bio-Manguinhos/Fiocruz, no Rio de Janeiro.
A estratégia aposta em laboratórios próximos dos centros onde os pacientes são atendidos. Segundo o Ministério da Saúde, isso pode reduzir o tempo e os custos envolvidos entre a coleta das células e sua reinfusão no paciente.
A CAR-T utiliza linfócitos T, células de defesa do próprio organismo. Em laboratório, essas células são geneticamente modificadas para reconhecer alvos presentes nas células cancerígenas e depois são devolvidas ao paciente.
Inicialmente, o desenvolvimento nacional é direcionado principalmente a leucemias e linfomas. O projeto também prevê estudos com uma tecnologia capaz de reconhecer três diferentes antígenos associados ao câncer.
O objetivo de longo prazo é criar capacidade brasileira de pesquisa e produção e reduzir a dependência de terapias importadas, que possuem custo elevado no mercado internacional.
A instalação do laboratório não significa que a terapia estará imediatamente disponível a todos os pacientes do SUS. O desenvolvimento, os estudos clínicos, as etapas regulatórias e a definição de critérios de incorporação continuam sendo necessários.