Cientistas da NASA viajaram às Terras Altas da Escócia para estudar rochas que podem ajudar a interpretar pistas sobre o passado de Marte.
A equipe trabalhou na formação geológica de Stoer, onde existem rochas formadas há aproximadamente 1,2 bilhão de anos em ambientes que apresentam características comparáveis às de antigos lagos e rios marcianos, segundo relato da NASA.
O local também preserva evidências de atividade microbiana antiga na Terra.
Os pesquisadores procuram especialmente pequenas regiões conhecidas como “reduction spots”, alterações químicas visíveis nas rochas que, em determinadas circunstâncias, podem estar associadas à ação de microrganismos.
Estruturas semelhantes chamaram atenção depois que o rover Perseverance encontrou marcas em rochas da cratera Jezero, em Marte.
Isso não significa que a NASA tenha encontrado vida marciana.
As mesmas características podem ser produzidas por processos puramente geológicos e químicos. O trabalho na Escócia serve justamente para aprender a diferenciar as possíveis origens desses sinais.
Os cientistas coletaram amostras e utilizaram instrumentos portáteis para medir composição química e mineral.
Agora, o material será estudado em laboratórios com equipamentos mais sofisticados.
A comparação entre ambientes terrestres antigos e Marte ajuda a preparar futuras investigações do rover e também eventuais análises de amostras marcianas.