A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Tarântulas para investigar um esquema de comércio ilegal de animais silvestres, com foco na aquisição, manutenção, reprodução e venda de aranhas nativas.
Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, na Bahia, em São Paulo, em Santa Rosa de Viterbo, no interior paulista, e em Jaguariaíva, no Paraná.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a oferta e o envio de tarântulas e outros animais sem autorização dos órgãos ambientais responsáveis.
Na primeira etapa da investigação, realizada anteriormente, mais de 200 animais teriam sido localizados, entre aranhas, escorpiões e centopeias. Nesta nova fase, tarântulas apreendidas foram encaminhadas para centros de triagem de fauna.
A venda e o transporte de animais silvestres sem autorização podem configurar crime ambiental. A procedência também é importante porque espécies retiradas da natureza podem sofrer maus-tratos durante captura e transporte e ainda provocar desequilíbrio ambiental.
A PF continuará analisando o material apreendido para identificar fornecedores, compradores, rotas de envio e possíveis outras pessoas envolvidas.