O derramamento de santinhos em Niterói voltou a transformar ruas e calçadas próximas a locais de votação em pontos de acúmulo de lixo durante o primeiro turno das eleições.
Na manhã de domingo, grandes quantidades de material de propaganda foram registradas nas proximidades de colégios eleitorais de Niterói e São Gonçalo, formando verdadeiros tapetes de papel nas áreas utilizadas pelos eleitores.
O problema não é apenas visual.
Papéis espalhados sobre calçadas podem tornar o piso escorregadio, prejudicar a circulação de idosos e pessoas com mobilidade reduzida e acabar levados para bueiros e redes de drenagem.
A própria Clin havia preparado uma operação especial de limpeza para o domingo eleitoral, com reforço de garis, caminhões e varredeiras nas proximidades dos locais de votação. A companhia também pediu previamente que candidatos, equipes de campanha e eleitores evitassem descartar propaganda nas vias públicas.
Mesmo assim, o material apareceu espalhado em diferentes pontos da cidade.
A legislação eleitoral considera irregular o derramamento de santinhos em vias públicas próximas aos locais de votação quando caracterizada a prática vedada.
Depois da eleição, resta outra pergunta: quanto a cidade gastou para recolher o material que não deveria ter sido jogado no chão?
A Clin pode informar quantidade recolhida, número de equipes mobilizadas e eventual custo extraordinário da operação. Também cabe aos órgãos eleitorais apurar responsabilidades quando houver elementos suficientes para identificar a origem do material.
Santinho lançado deliberadamente na rua não desaparece com o encerramento da votação. Vira lixo urbano e transfere ao serviço público a tarefa de retirar o que campanhas e apoiadores deixaram para trás.