O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para explicar como os usuários do Sistema Único de Saúde devem acessar consultas especializadas, exames e cirurgias.
A orientação começa pela Unidade Básica de Saúde ou pelos serviços disponíveis no Meu SUS Digital. Depois da avaliação inicial, quando houver indicação clínica, a central de regulação do município encaminha o paciente para a unidade especializada adequada.
O Ministério reforça que o paciente não deve escolher por conta própria uma unidade especializada e tentar iniciar o tratamento diretamente. O encaminhamento depende da avaliação e da regulação da rede pública.
O atendimento pode envolver consulta com especialista, exames para investigação ou confirmação de diagnóstico, acompanhamento clínico ou procedimento cirúrgico. Quem tiver indicação de cirurgia pode acompanhar pelo Meu SUS Digital informações sobre a posição na fila e a confirmação do procedimento.
Telessaúde e unidades móveis
A campanha também detalha outras formas de atendimento especializado. Segundo o Ministério da Saúde, os Núcleos de Telessaúde do SUS estão presentes em cerca de 4,4 mil municípios, com atendimento em 62 especialidades. Desde o início de 2025, mais de 10,3 milhões de procedimentos foram realizados por essa estrutura.
Também fazem parte da estratégia as Carretas da Saúde, que oferecem exames e procedimentos em regiões com menor oferta de serviços especializados. Há unidades voltadas para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, além de oftalmologia, cirurgias de catarata e atendimento à saúde da mulher.
A previsão do governo é chegar a 150 carretas até o fim de 2026. Outras especialidades disponíveis na rede incluem cardiologia, ortopedia, ginecologia, obstetrícia, otorrinolaringologia e oncologia.
Hospitais privados e filantrópicos também podem atender pacientes do SUS dentro do programa Agora Tem Especialistas. Nesses casos, o encaminhamento continua sendo realizado pela regulação estadual ou municipal e o atendimento é gratuito para o paciente.
A orientação prática é simples: quem precisa de atendimento especializado deve começar pela atenção básica ou pelo canal digital oficial e seguir o encaminhamento definido pela rede.