O cantor Netinho, um dos nomes mais conhecidos do axé brasileiro, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. A informação foi confirmada pela assessoria do artista. Segundo o comunicado, ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Conhecido por canções como “Milla”, “Beijo na Boca” e “Menina”, o músico ajudou a levar o axé baiano para festas, carnavais e micaretas em diferentes regiões do Brasil. A notícia da morte foi confirmada também em nota de pesar da Secretaria de Cultura da Bahia.
Netinho havia sido diagnosticado com a doença em 2025 e passou por tratamento, incluindo sessões de quimioterapia. O agravamento do quadro de saúde levou a novas complicações. Conforme a assessoria, a cerimônia de despedida, incluindo velório e cremação, será reservada a familiares e amigos próximos, seguindo o desejo do cantor.
Da Banda Beijo ao sucesso nacional
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior em 12 de julho de 1966, na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho começou sua trajetória musical na década de 1980. Sua projeção ocorreu à frente da Banda Beijo, com a qual ficou conhecido por “Beijo na Boca”.
Em 1993, iniciou carreira solo e consolidou sua popularidade na década de 1990. A gravação de “Milla”, lançada em 1996, tornou-se um dos maiores marcos de seu repertório, com presença constante em trios elétricos e festas populares. A trajetória foi relembrada pela Folha de S.Paulo e pela CNN Brasil.
O artista também participou da expansão do axé para apresentações internacionais. Em 1990, levou um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo, em um momento emblemático da projeção da música baiana fora do país.
Legado no axé
Ao lamentar a morte, a Secretaria de Cultura da Bahia destacou a contribuição do cantor para o Carnaval e para a circulação da música produzida no estado pelo Brasil e pelo mundo.
Netinho deixa uma filha, Bruna Trindade. Sua trajetória permanece associada a uma geração de artistas que popularizou o axé em escala nacional e transformou canções de carnaval em sucessos duradouros.