A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto em setembro, equivalente a R$ 11,1 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O setor público consolidado também apresentou déficit primário de R$ 5,5 bilhões no mês.
O indicador da dívida permaneceu no maior patamar desde 2021, embora a proporção tenha ficado estável na comparação com agosto. É importante separar as medidas: o resultado primário exclui a conta dos juros, enquanto o resultado nominal incorpora o custo financeiro. Em setembro, o déficit nominal atingiu R$ 113 bilhões.
A dívida líquida, que considera os ativos financeiros do governo, alcançou 70% do PIB. Para a população, esses dados importam porque o peso dos juros e a evolução do endividamento influenciam o orçamento público e o espaço disponível para investimentos. O relatório não autoriza concluir, isoladamente, qual política fiscal deve ser adotada.
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Imagem destacada: Edifício do Banco Central em Brasília; imagem de arquivo.