Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, solicitou revisão interna no próprio gabinete para apurar possível falha administrativa relacionada ao arquivamento de notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O questionamento envolve a ausência de manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República, considerada praxe em processos dessa natureza.
A ação foi protocolada por advogado que apontava suposta intolerância religiosa durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Grupo Especial do Carnaval carioca. O enredo retratou a trajetória de Lula, incluindo referências ao Partido dos Trabalhadores, e criticou adversários políticos do presidente.
O procedimento adotado por Fux busca confirmar se houve erro interno quanto ao envio do caso à PGR, garantindo observância do devido processo legal, ampla defesa e contraditório. A medida evidencia cuidado com a legalidade e a transparência institucional, ao mesmo tempo em que preserva a credibilidade do STF frente a atos com repercussão política e social.
O episódio reforça a importância de rigor administrativo na Corte, sobretudo em casos sensíveis que envolvem presidentes da República e manifestações culturais de grande visibilidade.