O Município do Rio de Janeiro consolidou, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, o maior acumulado de chuvas para o mês desde o início da série histórica do sistema Alerta Rio, em 1997. Segundo os dados técnicos fornecidos pela meteorologista Hana Silveira, da Climatempo, o volume atingiu a marca de 352 milímetros até as 8h da manhã. Este índice supera o recorde anterior registrado em fevereiro de 2020, que contabilizou 321,6 milímetros. O cenário atual contrasta drasticamente com o mesmo período em 2025, quando a capital viveu o fevereiro mais seco da história, com apenas 0,6 milímetro de precipitação.
A intensidade do fenômeno climático resultou em transtornos significativos para a mobilidade urbana e a segurança da população. Vias estratégicas, como o Aterro do Flamengo, sofreram fechamentos temporários devido à formação de grandes bolsões de água na Avenida Infante Dom Henrique. O impacto também foi sentido em corredores vitais como a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá e a Estrada de Furnas, onde quedas de árvores dificultaram o fluxo de veículos. Nas últimas 24 horas, os maiores acumulados concentraram-se na Zona Oeste, com Campo Grande registrando 104,2 milímetros e Santa Cruz 94,6 milímetros, áreas que exigem atenção redobrada das autoridades municipais.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden Nacional, o potencial para deslizamentos e transbordamentos permanece elevado. O engenheiro e especialista em gestão de riscos, Paulo Alvim, destaca que a saturação do solo é a principal preocupação para as encostas da cidade. A previsão indica que a instabilidade continuará ao longo desta sexta-feira, com ventos que podem atingir 70 km/h e mar agitado com ondas de 2 metros. A formação de um sistema de baixa pressão é a causa técnica desta instabilidade severa.
Para o cidadão que preza pela segurança de seu lar e de sua família, a orientação é o cumprimento rigoroso dos protocolos da Defesa Civil. A previsão de melhora gradual começa no sábado, 28, e no domingo, 1, quando os sistemas meteorológicos se afastam do território fluminense. Até que a normalidade seja estabelecida, a vigilância constante e o apoio mútuo entre vizinhos e poder público são essenciais. A manutenção da ordem e o respeito às orientações técnicas são as ferramentas mais eficazes para atravessar este período de adversidade climática com resiliência e proteção à vida humana.








