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A Mpox é uma enfermidade viral que, embora guarde semelhanças com a varíola comum, possui características específicas de evolução. No Rio de Janeiro, a vigilância sanitária monitora os casos com atenção redobrada neste período pós-festividades, quando as aglomerações aumentam o risco de contágio. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 90 casos em 2026 até o dia 20 de fevereiro, sendo 88 confirmados e 2 prováveis. O número representa uma queda em relação aos 244 registros do mesmo período de 2025, mas o cenário global ainda preocupa, com 1.334 diagnósticos em 50 países apenas em janeiro.
A transmissão ocorre prioritariamente por contato próximo e direto, como o toque em erupções cutâneas, relações íntimas ou partículas respiratórias em conversas prolongadas. O vírus também se dissemina por objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. O patógeno ataca o sistema imunológico, manifestando-se inicialmente com febre súbita, dores intensas no corpo, exaustão e inchaço nos linfonodos. O sinal mais alarmante é o surgimento de erupções que evoluem de manchas planas para feridas com líquido e, por fim, crostas. As lesões surgem no rosto, mãos, pés e áreas genitais, permanecendo infectantes por até 4 semanas, até que caiam totalmente. Diante de qualquer sinal suspeito, a recomendação é buscar atendimento médico imediato e manter as lesões cobertas para proteger a coletividade fluminense.








