A Polícia Federal deflagrou a Operação Dataleaks para investigar o acesso ilegal a dados sensíveis de autoridades públicas, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal. A apuração indica que informações pessoais e fiscais de integrantes da Corte teriam sido obtidas de forma indevida por uma organização criminosa especializada em coletar, manipular e comercializar dados extraídos de bases governamentais e privadas.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino aparecem entre as autoridades potencialmente afetadas pelos acessos irregulares identificados durante as investigações. O material analisado teria sido reunido a partir de sistemas e bancos de dados acessados sem autorização legal.
No cumprimento das medidas judiciais, agentes federais executaram 4 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da investigação.
Segundo registros técnicos da Receita Federal, foram identificados múltiplos acessos considerados ilícitos antes da divulgação indevida de dados relacionados a ministros e familiares. A Polícia Federal apura se as informações foram utilizadas para produzir interpretações distorcidas ou suspeitas artificiais contra autoridades públicas.
As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer a origem das invasões, identificar todos os envolvidos e responsabilizar eventuais autores conforme prevê a legislação penal brasileira.