A cúpula da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS articula entregar diretamente ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o relatório final produzido pelo deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas. O parecer foi rejeitado no colegiado por 19 votos a 12, provocando desgaste interno e questionamentos sobre a condução do processo. A decisão de levar o documento diretamente ao STF busca dar celeridade à tramitação e garantir que as conclusões da CPMI não fiquem prejudicadas por divergências políticas entre senadores e deputados. O relatório aborda irregularidades em benefícios previdenciários, fraudes e omissões administrativas do INSS, com foco em casos de grande repercussão nacional. Parlamentares favoráveis à entrega direta defendem que o Supremo possa avaliar medidas cautelares e possíveis encaminhamentos judiciais. Críticos apontam que a articulação pode comprometer a neutralidade do colegiado e gerar questionamentos jurídicos sobre a legalidade da ação. A proposta ainda será analisada pelos líderes da CPMI, que decidirão se haverá consenso ou se a cúpula seguirá independentemente. A expectativa é que o Supremo receba o documento nas próximas semanas, possibilitando análise imediata das recomendações. A iniciativa evidencia a tensão entre legislativo e judiciário na condução de investigações sensíveis e reforça o protagonismo da comissão em pautas de interesse público. O desfecho terá impacto direto na responsabilização administrativa e jurídica de servidores e gestores do INSS.