Endividamento das famílias bate teto, diz Banco Central

O endividamento das famílias brasileiras atingiu o patamar de 49,7% em janeiro, aproximando-se do recorde histórico registrado em 2022. Dados oficiais do Banco Central revelam que o comprometimento da renda mensal chegou ao nível inédito de 29,3%, impulsionado principalmente pelas modalidades de crédito emergencial. O avanço da inadimplência, que considera atrasos superiores a 90 dias, atingiu 5,24%, o maior índice observado desde o ano de 2012. O cenário de fragilidade financeira é agravado pelas taxas elevadas do cartão de crédito rotativo, que alcançaram 435,9% ao ano. Diante dos indicadores preocupantes, a equipe econômica do governo federal estuda medidas para tentar reduzir o estoque de dívidas da população.

O Ministério da Fazenda sinalizou que o foco das ações deve envolver o crédito consignado e o cheque especial, embora ainda não exista um prazo definido para a implementação das propostas. Especialistas da autoridade monetária explicam que o crescimento dos juros é o principal fator para o sufoco do orçamento doméstico. Sem a renegociação de débitos de curto prazo, o efeito sobre o consumo e a economia nacional tende a ser severo, exigindo cautela extrema dos consumidores brasileiros. A taxa média do parcelado do cartão avançou para 202,2% ao ano, enquanto o cheque especial subiu para 147%. A manutenção dessas taxas elevadas dificulta a recuperação do poder de compra e pressiona a Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias em todo o território.

Compartilhe esta postagem:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edição de hoje