A rotina dos residentes da Avenida Almirante Ary Parreiras, em Icaraí, tem sido marcada por mal-estar e preocupação ambiental nos últimos dias. Uma denúncia formal aponta que o maquinário utilizado em uma intervenção da concessionária Águas de Niterói, operando em frente ao Edifício Moema, está emitindo fumaça densa e fuligem, invadindo as residências vizinhas.
De acordo com relatos colhidos pela reportagem, o problema persiste por 48 horas consecutivas. A poluição forçou moradores a manterem janelas lacradas mesmo sob altas temperaturas, medida que se mostrou insuficiente para conter os efeitos dos gases no interior dos apartamentos.
Impactos na saúde pública
A exposição direta aos resíduos gerados pela obra já desencadeou um quadro de sintomas alarmantes entre a vizinhança. Relatos indicam a ocorrência de:
Tosse seca e persistente;
Náuseas e crises de enjoo;
Cefaleia intensa;
Mal-estar acentuado em grupos vulneráveis, como crianças e idosos.
“A situação é insustentável. São dois dias de fumaça invadindo os dormitórios, causando mal-estar em toda a família”, desabafou uma moradora em canais de comunicação comunitários. Especialistas alertam que a inalação contínua de monóxido de carbono e partículas sólidas provenientes de combustão pode agravar doenças respiratórias pré-existentes.
Posicionamento da Concessionária
Questionada sobre a natureza técnica da falha no maquinário, a falta de filtros de contenção e as medidas urgentes para mitigar o impacto ambiental, a Águas de Niterói ainda não emitiu um pronunciamento oficial até o fechamento desta edição.
O espaço permanece aberto para que a concessionária esclareça o cronograma da obra e quais providências serão tomadas para garantir a segurança e a saúde dos cidadãos afetados pela operação.