A força-tarefa da Clin no Fonseca retirou cerca de 70 toneladas de resíduos em três dias nas comunidades Vila Ipiranga, Bernardino e Bonfim, segundo a prefeitura de Niterói. O volume expõe a dimensão do passivo urbano acumulado em áreas marcadas por descarte irregular, pressão sobre bueiros e necessidade recorrente de intervenção.
A operação mobilizou 100 funcionários, além de caminhões, retroescavadeira, vacall e serviços de capina, varrição, limpeza de bueiros, lavagem com água de reúso e recolhimento de móveis e eletrodomésticos pelo programa Bota Fora. Embora seja apresentada como ação de manutenção, o dado central é outro: quando toneladas de resíduos precisam ser removidas em prazo tão curto, o problema deixa de ser pontual e passa a refletir desordem urbana persistente.
O caso reacende uma cobrança recorrente em Niterói: limpeza pesada sem mudança de comportamento, educação urbana e fiscalização contínua tende a virar ciclo caro e repetitivo. O Fonseca recebe alívio operacional imediato, mas o teste real será medir se a intervenção reduz a reincidência, melhora o manejo de resíduos no cotidiano e diminui novos pontos de descarte inadequado.
Também chama atenção o tipo de serviço empregado. Além da retirada de lixo comum, a força-tarefa recolheu bens volumosos e atuou em drenagem, com efeito direto sobre salubridade, prevenção de alagamentos e melhoria das condições locais.