O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (13 de abril de 2026) que o país não participará do bloqueio naval total anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Estreito de Ormuz. A decisão ocorre após a Casa Branca sinalizar que esperava o apoio de aliados históricos na operação.
“Minha decisão foi muito clara: apesar da pressão considerável, não seremos arrastados para uma escalada bélica direta”, declarou Starmer em entrevista à BBC. Embora rejeite o bloqueio, a mídia britânica confirmou que o Reino Unido manterá navios caça-minas e capacidades antidrone no Golfo para proteção de suas próprias embarcações, sem, contudo, participar de ações ofensivas contra portos iranianos.
França e Japão buscam via diplomática
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a intenção de realizar uma conferência multinacional nos próximos dias para discutir a restauração da liberdade de navegação. Macron definiu a proposta francesa como uma “missão estritamente defensiva e pacífica”, separada das ações de bloqueio dos EUA.
No Japão, o cenário é de cautela. O chefe de gabinete, Minoru Kihara, enfatizou que o governo japonês acompanha a situação “com extrema preocupação” devido à dependência do petróleo da região, mas defendeu que a solução deve ser alcançada via diplomacia para evitar uma desestabilização ainda maior do mercado energético.
Reação de Trump e tensões com a Otan
A resistência dos aliados gerou críticas imediatas do presidente Donald Trump. Em postagens recentes, Trump questionou a coragem dos parceiros estratégicos e renovou críticas à estrutura de custos da Otan, sugerindo que o apoio americano à segurança global depende da reciprocidade nessas missões críticas.
O Fator China e a Retaliação Iraniana
A China, por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, reiterou que a crise no Estreito de Ormuz é um reflexo direto do conflito bélico ampliado no Oriente Médio e que a solução exige um cessar-fogo imediato, e não bloqueios adicionais.
Em Teerã, as Forças Armadas da República Islâmica elevaram o tom, ameaçando retaliar contra qualquer porto ou embarcação no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso a soberania iraniana seja violada pelo bloqueio americano.
Panorama Econômico e Diplomático (Abril/2026)
- Petróleo: O barril do tipo Brent atingiu a marca dos US$ 100 nesta segunda-feira, uma alta de 5,5%, refletindo o medo de desabastecimento. Cerca de 20% do consumo global de petróleo passa por Ormuz.
- ONU: O Conselho de Segurança permanece paralisado após Rússia e China vetarem a resolução que autorizaria o uso da força na região.
- Contexto: O anúncio do bloqueio pelos EUA ocorreu após o colapso das negociações de paz em Islamabad, no último fim de semana, elevando o risco de um confronto direto de grandes proporções no Golfo.
Nota: Este artigo utiliza o cenário de 2026 solicitado para fins de atualização de texto com base nas figuras políticas e contextos de política externa vigentes até o momento.