Em um país que buscava se reinventar ao longo do século XX, a trajetória de Ronald Guimarães Levinsohn se destacou por unir crescimento empresarial e compromisso social de forma concreta. Nascido em 1935, no Rio Grande do Sul, e falecido em 2020, Levinsohn construiu uma carreira marcada não apenas por grandes negócios, mas, principalmente, pelo impacto direto na vida de milhares de pessoas.
Formado em Direito, ele atuou em diferentes setores da economia, como o financeiro, o imobiliário, a educação e o agronegócio. Nos anos 1970, participou de projetos urbanísticos inovadores, como o Cidade Vista Verde, em São José dos Campos, idealizado para integrar moradia, áreas verdes e qualidade de vida. Para ele, desenvolvimento não se limitava a prédios e números, mas ao fortalecimento das comunidades.
Esse olhar se refletiu de maneira mais evidente na educação. Levinsohn foi o fundador do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), instituição que, em duas décadas, se tornou uma das maiores universidades privadas do Rio de Janeiro. O projeto nasceu com uma missão clara: democratizar o acesso ao ensino superior, oferecendo bolsas de estudo e parcerias com comunidades de baixa renda.
No Morro da Mangueira, em Rio das Pedras e no Pavão-Pavãozinho, jovens que antes não viam perspectivas de cursar uma faculdade passaram a ter novas oportunidades. Muitos deles se formaram, tornaram-se profissionais e hoje atuam em suas áreas, multiplicando o impacto iniciado por essas ações.
No agronegócio, Levinsohn seguiu a mesma linha. O Agronegócio Estrondo, no oeste da Bahia, consolidou-se como um importante polo produtivo, gerando empregos e renda, ao mesmo tempo em que mantém áreas de preservação ambiental e apoia projetos sociais nas comunidades vizinhas.
Mesmo quando a responsabilidade social ainda não era pauta constante no meio empresarial, Levinsohn já investia em iniciativas voltadas à alfabetização, à saúde, à assistência jurídica e à proteção do meio ambiente. Clínicas-escola, programas comunitários e projetos ambientais fizeram parte de um conjunto de ações que ajudaram a transformar realidades.
Ronald Guimarães Levinsohn faleceu em 2020, mas o impacto de sua trajetória segue presente. Seu legado mostra que é possível crescer, inovar e, ao mesmo tempo, contribuir de forma efetiva para a construção de uma sociedade mais justa e humana.
Por Redação








