Claraboia com filtro UV, resgate de pinturas e reconstrução de Luzia: os desafios da recuperação do Museu Nacional

Entrada da instituição deve ser entregue no dia 5 de junho, mas a maior parte das reinaugurações deve acontecer no ano que vem. - Foto: Felipe Cohen/Projeto MNV

Cultura
Tpografia
  • Mínimo Pequeno Médio Grande Gigante
  • Fonte Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

A recuperação do Museu Nacional, destruído por um incêndio em 2018, está sendo realizada em etapas e em diferentes frentes. De acordo com Wallace Caldas, arquiteto responsável pela gestão da obra, a entrega do trecho que inclui a entrada do prédio histórico, prevista para esse ano, está entre as partes mais complexas do projeto.

“O grande desafio foi a instalação dessa claraboia gigantesca na área do pátio da escadaria. É uma claraboia quase que horizontal com vidros de alta espessura e muita estrutura metálica. Esses vidros são dotados de filtro UV para diminuir o impacto no acervo que vai ser instalado embaixo”, explicou Wallace.

A previsão é que o segmento seja inaugurado no dia 5 de junho. Essa será a primeira parte do palácio reaberta ao público após as chamas destruírem o local.

Porém, a maior parte ficará para 2026.

“O ponto todo é o seguinte, estamos trabalhando para que em 2026 a gente consiga abrir grande parte da Instituição Museu Nacional e dos arredores”, afirmou Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional.

Pela entrada principal, os visitantes encontrarão o meteorito Bendegó, que se tornou um símbolo de resistência da instituição ao passar pelas chamas.

A pedra, que pesa 5,6 toneladas, foi achada em 1784 perto de um riacho no interior da Bahia e levou quase 1 ano para chegar ao Rio. O meteorito foi levado para o Museu Nacional a mando do Imperador Dom Pedro II, em 1888, e permaneceu no local desde então.

Por Cristina Boeckel, g1 Rio