Governo do Estado agiliza Vale Social para pacientes com tuberculose

O Governo do Estado do Rio de Janeiro ampliou o acesso ao Vale Social para pacientes em tratamento de tuberculose, reduzindo o tempo de espera pela concessão do benefício em cerca de 84%. Agora, o cartão é liberado em menos de 15 dias, garantindo que o transporte não seja um obstáculo à continuidade do cuidado médico pelo SUS.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre as secretarias de Estado de Saúde (SES-RJ) e de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM). Em 2025, já foram concedidos 280 cartões em quatro municípios com alta incidência da doença: São Gonçalo, Queimados, Magé e Japeri. Nova Iguaçu será o próximo a receber o projeto ainda no primeiro semestre deste ano, com previsão de expansão para outras sete cidades prioritárias.

O Vale Social garante gratuidade em ônibus intermunicipais, metrô, trens e barcas para pessoas com deficiência ou doenças crônicas que exijam tratamento contínuo. No caso da tuberculose, o benefício é fundamental para combater o abandono do tratamento, que pode causar resistência medicamentosa e aumento da mortalidade.

Como funciona

Para obter o transporte gratuito, o paciente deve solicitar o benefício no posto de saúde onde realiza o tratamento. O médico indicará a frequência necessária de deslocamentos para consultas e exames. As assistentes sociais recolhem a documentação e a enviam à SETRAM com pedido de prioridade. O benefício permanece ativo enquanto durar o tratamento.

Ações Complementares

Além do transporte, o Governo do Estado oferece um cartão-alimentação de R$ 250 mensais para os cerca de 18 mil pacientes com a doença no estado. A SES-RJ também investiu na modernização da rede laboratorial, implantando equipamentos de Teste Rápido Molecular (TRM-TB) para descentralizar e agilizar o diagnóstico.

Essas medidas integram uma política pública robusta de vigilância e cuidado integral, que inclui capacitação de equipes, apoio logístico aos municípios e parcerias com a sociedade civil para ações educativas em comunidades periféricas.

Compartilhe esta postagem:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edição de hoje