A Polícia Federal deflagrou nesta quarta feira uma nova fase da Operação Exfil para combater o vazamento e a comercialização de dados sigilosos de autoridades. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. A investigação apura o acesso ilegal aos sistemas da Receita Federal para a coleta de informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal, de seus familiares e também do procurador geral da República, Paulo Gonet. Segundo as autoridades, o esquema envolvia a venda dessas informações coletadas sem justificativa legal.
O inquérito está vinculado à apuração sobre notícias falsas que tramita sob sigilo desde dois mil e dezenove. Na primeira fase da operação, o tribunal constatou acessos ilícitos aos sistemas por parte de servidores públicos e funcionários técnicos. As medidas judiciais incluíram o monitoramento por tornozeleira eletrônica e o afastamento das funções públicas dos envolvidos. O caso ganhou relevância após a divulgação de detalhes financeiros de familiares de magistrados em veículos de comunicação. O Fisco e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras foram instados a fornecer explicações detalhadas sobre os acessos realizados. A Polícia Federal continua os depoimentos para identificar todos os beneficiários da rede de venda de dados, garantindo a integridade das instituições e a proteção do sigilo funcional.








