A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou aumento expressivo nos casos de caxumba no estado, com crescimento de 46,8 por cento no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados oficiais da Gerência de Doenças Imunopreveníveis. Foram registrados 395 casos contra 210 no ano anterior, reforçando um cenário de atenção para autoridades sanitárias. A maior parte das notificações envolve crianças, principalmente na faixa de um a nove anos, que concentram mais da metade dos registros.
Apesar da elevação, o governo estadual informa que não há confirmação de surto ativo nem registro de óbitos relacionados à doença neste período. Ainda assim, técnicos apontam preocupação com a queda da cobertura vacinal, considerada fator determinante para o avanço da infecção.
A vacina tríplice viral segue sendo o principal meio de prevenção, estando disponível gratuitamente na rede pública. O esquema recomendado prevê a primeira dose aos 12 meses e reforço aos 15 meses de idade, com a aplicação da vacina tetraviral. Os índices atuais estão abaixo da meta de 95 por cento definida pelo Ministério da Saúde, com 85,62 por cento na primeira dose e 70,03 por cento na segunda.
A caxumba é uma infecção viral contagiosa, transmitida por gotículas de saliva, com sintomas como febre, dor ao mastigar e inchaço das glândulas salivares. Complicações podem incluir meningite viral e inflamações em outros órgãos. Municípios como Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Belford Roxo estão em prioridade de vigilância. A prefeitura também reforçou vacinação contra gripe na rede municipal.